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Peru: Estudantes impõem derrotas à ‘lei da escravidão juvenil’

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Reproduzido de: http://anovademocracia.com.br/noticias/8336-peru-estudantes-impoem-derrotas-a-lei-da-escravidao-juvenil

 



Peru: Estudantes impõem derrotas à ‘lei da escravidão juvenil’

Redação de AND   
02 Março 2018

 

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Milhares de estudantes e jovens peruanos foram às ruas da capital Lima para exigir o fim do projeto de lei que aumenta a exploração sobre os jovens, no dia 23/02. O projeto, popularmente conhecido como “lei da escravidão juvenil”, enfrenta dura resistência juvenil e foi derrotado no parlamento. Sua proposta é que jovens com estudos técnicos trabalhem sem receber por até três anos.

Mais de 500 estudantes de universidades e institutos tomaram uma praça no centro da cidade e enfrentaram as provocações da repressão, que tentou expulsar os jovens. A polícia tentou expulsá-los afirmando que eles “não tinham permissão” do ministério do interior para realizar o protesto. Os estudantes decidiram ficar no lugar e resistiram por mais de duas horas. A polícia, mesmo com bombas de gás lacrimogêneo, não conseguiu retirar os jovens do local.

A congressista fujimorista autora do projeto, Rosa Bartra, chegou a chamar os jovens que resistem ao absurdo projeto de “terroristas”.

No dia 27/02, no entanto, o projeto sofreu uma importante derrota. O congresso recuou ante a fúria do movimento de juventude e passou a considerar que o projeto deve ser arquivado permanentemente.

Estudantes revolucionários

Entre os movimentos presentes, estava o Movimento Estudantil Popular (MEP) que sustenta uma linha classista e combativa no país. Seus ativistas estiveram presentes e distribuíram panfletos chamando a radicalizar a luta estudantil e da juventude por seus direitos, como educação gratuita, científica e de massas.

Em comunicado publicado em seu site na internet, o MEP afirmou que “a praça San Martín” – onde ocorreu a concentração de estudantes – “converteu-se em um barril de pólvora, sufocou e repeliu os disparos da polícia e prosseguiu com o justo protesto popular”.

“O movimento de juventude compreendeu uma inexorável verdade, segundo a qual ‘luta de classes expressa-se por meio da violência’ e de que o ‘pacifismo’ serve às forças repressivas.”, avaliaram os estudantes.

Os ativistas denunciaram ainda o oportunismo, qualificando-o como “agentes do velho Estado infiltrados nas fileiras do povo”. Entre os oportunistas, os estudantes apontaram o Movadef, Patria Roja e outros.

O comunicado do MEP na íntegra pode ser lido em http://mep-alserviciodelpueblo.blogspot.com.br, na língua original.

 

RVI