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Literatura
Ter, 13 de Junho de 2017 Cultura Popular - Literatura

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Pintura de Ivan Vladmirov, artista soviético da escola do Realismo Socialista

No domingo do dia 9 de janeiro de 1905 ocorreu uma tragédia que abalou de forma sem precedentes a história da Rússia. Neste dia, massas e massas de trabalhadores se reuniram em uma manifestação pacífica em São Petersburgo para entregar uma petição ao Czar. Organizada pelo padre Gapon que, apesar das constantes denúncias dos bolcheviques, apenas mais tarde se revelaria às massas como um colaborador da polícia czarista. A manifestação visava, por meio da petição, denunciar as condições miseráveis de existência nas quais os trabalhadores russos se encontravam, e cobrar do Czar uma postura de atenuar minimamente a pobreza do povo. 

O regime czarista deu sua resposta em cargas de baioneta, fuzilamentos, chicotadas e coices de cavalaria, mostrando efetivamente a quem servia o aparelho de Estado: à burguesia mais reacionária da Europa, aos grandes proprietários de terra e seus capachos imperialistas da família real.

Esse horrendo massacre no qual operários, mulheres e crianças perderam suas vidas ficou conhecido como Domingo Sangrento. Mas sobre o sangue derramado do proletariado, as chamas da fúria revolucionária do povo acenderam, e o luminoso caminho para a Revolução Socialista de Outubro foi traçado. Desta dura lição, o proletariado russo rompia suas ilusões com o Czar e aprendia que a liberdade não se ganha, se toma, e se toma de forma violenta.

Dada a sua importância para a história da Revolução Russa e para o proletariado mundial, inúmeros artistas retrataram suas impressões sobre o Domingo Sangrento. Dentre eles, destaca-se Máximo Gorki, que por meio de suas comoventes narrativas, transmitiu a perspectiva classista do proletariado russo: a barbárie sofrida e a consequente desmoralização total do Czarismo diante do povo.

Como parte da celebração internacional pela passagem dos 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro, o MEPR – Movimento Estudantil Popular Revolucionário – publica em livreto o conto “O Domingo Vermelho”, de Máximo Gorki. Faça o download no link abaixo.

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Ter, 27 de Setembro de 2016 Cultura Popular - Literatura

 

NOTA DO MEPR:

O presente texto foi retirado do blog http://dazibaorojo08.blogspot.com.br/ e traduzido por nós do MEPR. Sua autoria é de Jorge Ángel Hernández.

O artigo fala da atuação de George Orwell, que reinvidicava ser "socialista" e ser contra o suposto "stalinismo", como espião e informante do serviço de inteligência britânico. Ele ilustra bem a situação política mundial no período posterior ao fim da Segunda Guerra Mundial, particularmente da ofensiva reacionária no campo da cultura e das artes posta em jogo pelos países imperialistas (USA, Inglaterra, etc.) contra os ideais democráticos, revolucionários e a ideologia comunista que vinha ganhando muito espaço neste momento.

O papel que cumpriu o governo britânico, retratado particularmente neste caso da "lista de Orwell", é notável na política imperialista contra o socialismo. Não apenas investiram rios de dinheiro no serviço de espionagem (procurando encontrar "simpatizantes do comunismo" em todos aqueles que se opunham firmemente ao seu sistema de exploração e opressão), mas também estruturam um aparato de contrainformação que passou a atuar ativamente através da divulgação de materiais anticomunistas por todo o mundo e com um cuidado ainda maior nos países dominados (o terceiro mundo). A estruturação de organismos como o IRD1 era, portanto, o de atuar através de embaixadas (como a embaixada inglesa no Brasil durante o regime militar fascista) para agregar em torno de si intelectuais, jornalistas, artistas que poderiam ser porta-vozes do imperialismo nesta batalha ideológica contra o socialismo.

Era chave para o imperialismo agregar em torno de si figuras renegadas, que já foram “socialistas” ou que reinvidicam tal título, mas que, neste período após a consolidação de J. Stalin no comando da URSS, seu papel na derrota ao nazi-fascismo e, principalmente, após o fim da Segunda Guerra Mundial e o advento da chamada "Guerra Fria", capitularam da posição de defesa do socialismo e, na prática, se mostraram como linha auxiliar desta ofensiva imperialista contra o Socialismo (ora iludidos, ora de pleno acordo, como é caso de Orwell).

 

Tal ação desesperada por parte dos governos imperialistas pretendia fazer uma contrapropaganda acerca dos inegáveis avanços ocorridos nos países socialistas (URSS desde 1917 e principalmente com seu papel decisivo na derrota do nazi-fascismo e China Popular a partir de 1949) no âmbito ideológico, tentando fazer contrapôr a "liberdade de crítica", "liberdade da arte" e demais discursos metafísicos da burguesia às Republicas Populares - nas quais o povo trabalhador, os operários, os camponeses, não obstante ter logrado tomar o poder dos reacionários (grandes burgueses, latifundiários e imperialistas), conseguia também expressivos avanços em todos os campos da vida humana (produção industrial, produção acadêmica, música, cinema, teatro) sobre um sistema de governo não mais baseado na exploração do homem pelo homem, mas baseado na democracia para amplas massas e ditadura para os exploradores.

 


 

Jorge Ángel Hernández

O famoso escritor britânico George Orwell, autor de igualmente célebre novela 1984, se empregava de pleno conhecimento de causa no quadro da Guerra Fria Cultural. Desempenhava seu papel de colaborador ativo da CIA, sobretudo através do agente intelectual Arthur Koestler2, com quem jogava calculando o grau de traição que poderiam alcançar as “bestas negras favoritas” de sua lista de denúncias. Em seu meticuloso diário, Orwell reuniu nomes de trinca e cinco pessoas em 1949, mas engrossou rapidamente o número no mesmo ano, até chegar a 125 supeitos de simpatizar com o comunismo ou de colaborar com ele diretamente. A volumosa lista seria entregue pelo mesmo ao Departamento de Pesquisa e Informações (Information Research Department - IRD, na sigla em inglês).

 

 
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Qua, 12 de Agosto de 2015 Cultura Popular - Literatura

O primeiro dêstes poemas foi escrito ao término da Longa Marcha, quando o Exército Vermelho perfez a ascensão da última das elevadas montanhas na estrada de Ienan. O "monstro" não se refere diretamente a Chiang Kai Chek ou aos japonêses: Mao Tse Tung explica a expressão dizendo fazer referência simplesmente "ao inimigo que habita entre nós". A forma do poema obedece aos moldes clássicos, sendo os versos escritos em cinco caracteres.

O segundo poema foi escrito pouco antes de sua chegada a Ienan e representa uma espécie de salmo em louvor da avançada dos exércitos vermelhos. A maioria dos nomes citados no poema refere-se a lugares onde foram travadas batalhas. Os "Três Exércitos" não dizem respeito às quatro armadas que participaram da Longa Marcha, mas trata-se de um têrmo técnico tão antigo quanto a Dinastia Chu, usado para descrever os exercitos dos imperadores chineses. A expressão "Exército Vermelho", no primeiro verso, é igualmente um têrmo arcaico, e seria de fácil compreensão nos tempos de Confúcio, quando tinha o significado de "a bela armada", sendo que a palavra "vermelho" na China e na Rússia tem uma acepção que evoca antes as idéias de alegria e beleza do que a de côr.

"A Neve", como é mais conhecido o terceiro poema, é uma espécie de relatório da situação da China, começando por uma evocação da paisagem chinesa, que se transforma em seguida numa bela e jovem camponesa, por quem os imperadores do passado e do presente sustentaram um guerra sem têrmo. O verso "Anseio bater-me com os céus" possui uma intraduzível majestade no idioma original, sem encerrar, contudo, nenhum orgulho da parte do poeta, que fala a proposito do avião, da paisagem e do povo, não de si próprio. No verso final, a flecha é disparada. Aí, a nota de grandeza autêntica se faz evidente e o nosso século reivindica em relação ao passado fica expresso claramente. Os críticos consideram "A Neve" 'um dos mais belos poemas da língua'.

Estes poemas foram traduzidos do chinês por Robert Payne. Não conseguindo obter essa tradução, elaboramos a nossa através da versão francesa de Janine Mitaud, feita sobre a inglêsa de Payne, mas que --- dizem --- foi mais feliz, - IVO BARROSO

 


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