gototopgototop
http://www.mepr.org.br/midia/documentos/textos/panfleto_gonzalo.pdf

GO: repressão atiça rebelião estudantil

Redação de AND, com informações de apoiador em Goiânia

 

ocupacao_1

Massiva ocupação avança na politização e organização de estudantes; decisão e combatividade foram expressões do movimento.

A justa luta dos estudantes da Universidade Federal de Goiás contra os pacotaços anti-educação e antipovo segue avançando com expressões de combatividade e conquistando êxitos.

Em 16 de novembro, veio a público o brutal assassinado do estudante Guilherme Irish pelo próprio pai, cujo maior responsável e culpado por este crime é o velho Estado brasileiro e seus instrumentos de propaganda ideológica, como o monopólio da imprensa, que com sua escalada fascista contra as lutas populares e democráticas incrementam a opinião pública fascista.

Quanto a isso, os estudantes renderam justas homenagens ao jovem. O centro de Aulas A, ocupado, foi batizado de Guilherme Irish. Pichações foram feitas em toda a universidade, mas especialmente na porta do prédio ocupado e em letras garrafais. Os estudantes foram ao velório e fizeram a inúmeras homenagens.

 

No último dia 17, os estudantes em assembleia avaliaram a necessidade de aprofundar contato com outros universitários e ampliar o raio da resistência contra a iminente repressão policial fascista, recorrentemente cobrada pelo monopólio da imprensa. Foram tiradas assembleias em todos os cursos com vistas a incrementar a ocupação, ademais de uma assembleia geral, contrariando a direção oportunista do DCE, que havia recuado ante a proposta de convocar uma assembleia estudantil.

No dia 18 de novembro, os estudantes realizaram uma coletiva de imprensa e saíram em manifestação pela universidade. Passaram em todos os prédios que haviam sido ocupados. Os estudantes demonstraram todo o seu repúdio ao diretor Reginaldo, que havia tentado sabotar o movimento de várias formas e até foi filmado agredindo estudantes. Por fim, fizeram uma barricada de pneus na principal rua do entorno da universidade e encerraram o ato com o compromisso de futuras batalhas.

A ocupação Guilherme Irish reuniu combativos estudantes da UFG e o seu saldo principal, que pôde ser notado aos que acompanhavam a empreitada da juventude combatente, foi político. Os jovens, antes dispersos, puderam reunirem-se e estabelecer relações políticas. Daí brotaram grandes frutos à luta popular em defesa dos direitos do povo, tão cuspidos e pisoteados por este gerenciamento ilegítimo e sem autoridade de Temer/PMDB e seus sócios.

 

Rondônia: Dia Nacional de Lutas em Defesa da Educação é marcado por grande agitação estudantil em Porto Velho

Na última quarta-feira, 23 de novembro, importantes atividades ocorreram em Porto Velho por ocasião do Dia Nacional de Lutas em Defesa da Educação. Esse dia de mobilizações faz parte do Plano de Lutas aprovado no 36º ENEPe por estudantes de Pedagogia de todo país. A data foi escolhida em referência à derrubada do ex-REItor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), o fascista Januário Amaral, pelos estudantes em sua combativa greve de ocupação da reitoria da universidade em 2011.

No início da manhã houve a realização de uma aula pública na UNIR Centro com o tema "O desmonte do Ensino Público e a PEC 241 (Atual PEC 55)" com as palestras de duas professoras do Departamento de Ciências da Educação da UNIR e a participação de cerca de 30 estudantes de diversas instituições (UNIR, IFRO, escolas estaduais, etc). Durante a aula foram expostos os reais motivos por trás de medidas como a PEC 241/55, "reforma" do Ensino Médio, Ensino Médio com Mediação Tecnológica (EMMTEC), além de outras medidas do gerenciamento Temer/PMDB-FMI de ataque a saúde, previdência e direitos trabalhistas. Nas falas das professoras e nas intervenções de estudantes ficou claro que esse pacotão de medidas antipovo representa mais uma exigência do capital financeiro e um ditame do imperialismo, no caso de nosso país, principalmente ianque, para aumentar ainda mais o saqueio das colônias e semicolônias a fim de conjurar a crise terminal do capitalismo em sua fase final e monopolista. Outro aspecto destacado foi que todas essas medidas aplicadas à educação tem formulação e centralização direta do Banco Mundial como forma de controle ideológico das amplas massas dos países oprimidos pelo imperialismo.

 

Impulsionar a Greve Geral contra os pacotaços! Levantar os estudantes do campo e da cidade!

Publicamos abaixo a nota da Executiva Rondoniense dos Estudantes de Pedagogia convocando os estudantes do campo e da cidade a somarem-se às mobilizações que ocorrerão por todo país no dia 25/11 contra os ataques aos direitos do povo pelo gerente de turno fascista Michel Temer (PMDB-FMI).

0001

 

 

Montes Claros: Levante (PT) e UJS (Pecedobê) manobram para desocupar a reitoria do IFNMG

Mais uma vez, os oportunistas do PT e os revisionistas do Pecedobê demonstraram de que lado estão na luta de classes. Após fazerem tudo o que estava ao seu alcance para impedir a ocupação da reitoria, quando esta já era um fato, jogaram para que a mesma não impedisse o funcionamento da instituição, os ex-governistas usaram dos artifícios mais sujos para desocupar a reitoria do IFNMG em Montes Claros.

Fizeram de tudo para impedir a realização de atividades políticas dentro da ocupação, corroborando com o discurso fascista contra movimentos políticos organizados e suas bandeiras (o que não deixa de fazer sentido para organizações que, desde 2013, tem visto suas bandeiras eleitoreiras serem expulsas dos protestos populares). Segundo, repetiam, a todo o momento, o discurso mentiroso de que a reitoria estaria disposta a negociar a pauta de reivindicações do movimento e que, caso mantivéssemos o prédio completamente fechado, isto colocaria em risco a boa vontade da direção da instituição. Na realidade, como ficou evidente com o desenrolar dos acontecimentos, já estavam em tratativa, às portas fechadas, com a reitoria, prática que não é de surpreender vindo de agremiações especialistas em negociatas com empreiteiros, doleiros, latifundiários, etc.

No dia 16/11, o reitor Prof. José Ricardo Martins da Silva fez declarações para a filial da Globo em Montes Claros, em matéria com o título “Alunos do IFNMG encerram a manifestação contra a PEC 55”. Na ocasião, afirmou que o movimento estaria perdendo força e de que a ocupação do prédio da reitoria não estaria causando prejuízos à administração. Como resposta e para forçar a reitoria a atender as legítimas reivindicações do movimento, os estudantes, apoiados pelo MEPR, decidiram paralisar integralmente todas as atividades da reitoria por tempo indeterminado. Decisão esta que se deu após uma dura luta política contra a posição dos ex-governistas infiltrados que, a todo custo, jogavam para manter o funcionamento de 30% do prédio, usando argumentos pseudo-jurídicos para amedrontar os estudantes e criminalizar ações mais combativas.

A estratégia da pelegada, como ficou comprovado pelos fatos, era clara: 1) tentaram impedir a ocupação da reitoria; 2) tentaram transformar a luta feita pelos estudantes combativos, em uma ocupação de faz de conta, somente para que pudessem aparecer perante a comunidade escolar e a opinião pública como representantes do movimento, cacifando-se para suas barganhas às portas fechadas com a reitoria; 3) quando começaram a encontrar dificuldades para atingir este objetivo passaram a sabotar a realização de atividades políticas como rodas de conversas, exibição de filmes, debates sobre temas políticos, oficinas de confecção de cartazes, etc; 4) insistiam na necessidade dos estudantes “dialogarem” e se reunirem o tempo todo com representantes da reitoria para garantir o funcionamento da instituição em 30%. Tudo para arrefecer o ânimo dos estudantes e minar a sua organização, enquanto tratavam pelas suas costas junto à reitoria a desocupação do prédio.

 

UNIR: Contra o burocratismo e a inércia do DCE, mobilizar e politizar os estudantes para defendermos a educação pública

 

Após reunião entre os centros acadêmicos da UNIR e o DCE, convocou-se uma assembleia de estudantes para discutir a questão da PEC 55 em assembleia estudantil. De forma oportunista o DCE gestão “banzeiros.2.0”, aproveitando a contradição entre os estudantes com uma greve no fim do semestre, pauta indiscriminadamente a assembleia com proposta de greve geral. Uma grande parcela dos estudantes não são de forma alguma contrários a alguma mobilização referente a situação da educação pública.

Na história e no próprio estatuto do DCE, a assembleia geral é um espaço de discussão, debate e encaminhamento. Mas o que vimos na sexta-feira dia 18 foi algo que se parecia com assembleia mas não teve esse caráter. Sem tocar no mérito do quórum, que já seria suficiente para que a decisão não fosse válida, percebemos a mais completa falta de discussão entre os estudantes. O DCE fez da assembleia uma ocasião meramente eletiva, onde os presentes iam apenas para votar sem que houvesse uma discussão prévia, como comumente são as assembleias em todas as categorias. Ademais de demonstrar o cretinismo burocrático dessa gestão reacionária, denota-se o trabalho desmobilizador que o DCE se propôs. O DCE é uma entidade que deve organizar a luta dos estudantes. E tudo que a gestão tem feito se restringe a reprodução de notícias e uma atuação burocrática onde o debate e o posicionamento político progressista não existe. Não há nenhuma postura do DCE que se some às mobilizações nacionais contra o desmonte da educação pública. Isso ocorre não apenas pela falta de tato com o movimento estudantil, mas principalmente por um propósito político de desmobilizar e despolitizar os estudantes. É papel do DCE lutar e defender a educação gratuita e democrática – isso é versado no próprio estatuto da entidade.

 

Direção da CUT tenta censurar panfleto do MOCLATE durante Conferência do Sind-UTE no Norte de Minas

Reproduzimos a nota Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (MOCLATE) denunciando e repudiando a tentativa de censura a um panfleto do MOCLATE por parte da direção da CUT, durante a Conferência Regional de Educação do Norte de Minas. Repudiamos essa atitude policialesca e fascista e reafirmamos nada será capaz de deter a luta independente e combativa das massas! Todos aqueles que tentarem se opor à grande torrente revolucionária que se aproxima não terão outro destino que não a lata de lixo da História! Ao final da nota anexamos o panfleto distribuído pelos companheiros do MOCLATE.

 


 

 

censura

 

 

Direção da CUT tenta censurar panfleto do MOCLATE

durante Conferência do Sind-UTE no Norte de Minas

 

Durante a Conferência Regional de Educação do Norte de Minas, realizada no dia 19 de novembro em Montes Claros, militantes e dirigentes da CUT/PT tentaram impedir que uma companheira do MOCLATE distribuísse panfletos do movimento. Primeiro, cerca de 10 pelegos a cercaram e, não atingindo o seu escuso objetivo, um militante da CUT foi até a mesa do evento afirmando no microfone que aquele material “não era da organização do encontro e pedindo para que as pessoas o jogassem fora”. Eis o trecho do panfleto que provocou a desesperada reação fascista por parte da pelegada cutista e a sua tentativa frustrada de censura:

Chega de greves intermináveis usadas como moeda de troca nas barganhas entre o velho movimento sindical da CUT e Cia e os gerenciamentos de turno do velho Estado. O gerenciamento de Temer e sua quadrilha (PMDB, PSDB,DEM, etc.) dá continuidade a mesma política de sucateamento e privatização do ensino público aplicada por Dilma/Lula (PT/Pecedobê). Por acaso não foi o governo Dilma (PT/Pecedobê) que cortou 9 bilhões da educação somente em 2015? SÃO TODOS FARINHA DO MESMO SACO!  Agora, estão fechando um acordão com o PMDB para barrar a “Operação Lava Jato”, salvando as suas peles para as eleições de 2018 e, por isso, já começam a jogar água fria no seu hipócrita Fora Temer”.

 

23/11 - Grande Manifestação em BH: Dia Nacional de Luta da Pedagogia

Avaliação do Usuário: / 1
PiorMelhor 

23-11


 

BELO HORIZONTE/MG: OCUPAÇÕES SECUNDARISTAS FAZEM TRANCAÇO CONTRA OS ATAQUES DE TEMER À EDUCAÇÃO E PM FASCISTA DE PIMENTEL (PT) ATACA ESTUDANTES DENTRO DA UFMG

Avaliação do Usuário: / 1
PiorMelhor 

whatsapp_image_2016-11-18_at_11.21.54_am_1_-7d34c

Na manhã de ontem (18), as ocupções das escolas secundaristas de Belo Horizonte realizaram um trancaço na cidade, parando várias avenidas importantes da cidade ao mesmo tempo.

Com o apoio de estudantes das ocupações da UFMG, o trancaço secundarista fechou a Avenida Amazonas em frente ao Campus 1 do CEET-MG, a Avenida dos Andradas no centro, a Avenida Vilarinho em Venda Nova, a Avenia Carlos Luz em frente ao campus Pampulha da UFMG e todo um trecho da Avenida Portugal até a portaria da UFMG na Avenida Antônio Carlos.

Marcadas por muita combatividade e palavras de ordem, as manifestações deram o importante recado de que a juventude não vai aceitar calada os ataques da gerência sanguessuga Temer/PMDB e o desmonte do ensino público no país.

BOMBAS E TIROS NA UFMG 

Depois de uma hora de manifestação, o bloco combativo que bloqueava o acesso da Av Portugal à Av. Antônio Carlos, decidiu seguir a até a portaria da UFMG. Foram mais de 3 horas de trânsio bloqueado só nesta região.

Reunidos na portaria da UFMG, quando bloco já havia decidido por encerrar o ato, a Polícia Militar fascista de Pimentel (PT) atacou com truculência aos estudantes que se refugiaram dentro do campus, como pode ser visto neste vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=hEoh2brCUbI). Foram atiradas várias balas de borracha e bombas de "efeito moral" contra os estudantes, dos quais 15 ficaram feridos e um teve que ser encaminhado para um hospital.

Dentro do campus, os estudantes se reorganizaram, levantaram uma barricada na entrada e puxaram palavras de ordem denunciando o caráter fascista e genocida da Polícia Militar. Vários professores e outros estudantes vieram das ocupações de dentro do campus para apoiar o protesto, que durou ainda mais algumas horas.

 

arton10967-291d3

ESTUDANTES PRESSIONAM E CONSELHO UNIVERSITÁRIO SE POSICIONA

No dia anterior (17), após muita pressão dos estudantes e muita agitação, o Conselho Universitário da UFMG aprovou nota favorável aos estudantes, professores e servidores que se encontram em greve conjunta desde o dia 11.

Entretanto, o pronunciamento, além de bastante vago, não se refere diretamente às ocupações e aponta uma revisão do calendário acadêmico com base na "suspensão das atividades didátiacas". No dia seguinte, a reitoria também publicou nota de repúdio às ações truculentas da PM no campus.

PREPARAR A RESISTÊNCIA

O momento que vivemos é de graves ataques aos direitos do povo, principalmente à educação e saúde públicas e aos direitos trabalhistas e previdenciários. O velho Estado burguês-latifundiário e sua atual gerência de turno, a nível  municipal, estadual e federal, terão como missão a serviço das classes dominantes reprimir a ferro e fogo as grandes labaredas de rebelião popular que estão se levantando. Por mais que minta cinicamente dizendo o oposto, o gerentão estadual Pimentel (PT) não hesitará em enviar suas hordes fascistas contra as ocupações secundaristas nas escolas estaduais e para reprimir todas as manifestações populares nas ruas, como já fez várias outras vezes durante sua gerência.

Cabe aos lutadores do povo, estudantes, professores, servidores e todos que se colocam em defesa dos direitos das classes populares intensificar a luta de resistência em defesa do ensino público, gratuito, democrático e a serviço do povo. Luta esta que passará invariavelmente pelos mesmos caminhos das Grandes Jornadas de Junho/Julho de 2013: o caminho da luta radicalizada, independente e combativa.

LEVANTAR AS BARRICADAS E AGITAR A REVOLUÇÃO!


FORA TEMER E SEU PACOTAÇO ANTI-POVO E ANTI-EDUCAÇÃO!

IR AO COMBATE SEM TEMER! OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

REBELAR-SE É JUSTO!

 

SP: Revolução Agrária é discutida na UNIFESP Guarulhos

Comitê de Apoio ao AND – Guarulhos/SP

No último 10 de novembro, representantes da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP), Movimento Feminino Popular (MFP) e Unidade Vermelha (UV) compuseram a mesa de uma aula pública sobre Revolução Agrária no campus UNIFESP – Guarulhos que se encontra ocupado.

Durante a aula foi explicada a necessidade da Revolução Agrária no Brasil, a luta dos camponeses contra o latifúndio e a revolução de Nova Democracia como etapa chave para libertar o país das garras do Imperialismo. A questão da mulher como fator chave nesse processo também foi destacado. Os participantes ficaram bastante interessados pela temática e expuseram a pretensão de comparecer caso a abordem novamente.

 

O campus da UNIFESP Guarulhos está ocupado desde o dia 3 do mesmo mês contra a PEC 241 (ou PL 55) e a MP 746. Lá acontecem diversas atividades informativas e culturais todos os dias, ganhando amplo apoio da comunidade ao redor e demonstrando que a juventude e os estudantes não se submeterão aos ataques da gerência Temer.

O calendário de atividades é divulgado todos os dias na página do “Facebook“.

 

GO: Juventude ergue barricadas contra a reintegração de posse da UFG

datauri-file

Juventude combatente resiste com audácia e decisão na UFG.

Comitê de Apoio ao AND – Goiânia

A repressão do velho Estado cresce a cada dia contra a juventude combatente. A criminalização da luta popular aumenta diante da resistência dos estudantes brasileiros.

No dia 14 de novembro os estudantes das várias ocupações da Universidade Federal de Goiás foram intimados pela Polícia Federal com a presença de um oficial de justiça. A decisão judicial exigia a identificação dos manifestantes e uma multa no valor de R$ 5 mil diários em caso de descumprimento, ademais o uso da Polícia Militar no auxílio à Polícia Federal.

Os estudantes fizeram uma assembleia no dia 14 e decidiram várias questões, entre elas a central: resistir contra a reintegração de posse. Como tática de resistência os estudantes resolveram dissolver as outras ocupações para se concentrarem em apenas um ponto da universidade, pois unidos são mais fortes.

 

No dia 15, varias ocupações fizeram suas assembleias internas, onde decidiram entregar os prédios ocupados e integrar a nova ocupação conjunta. No dia anterior, os estudantes haviam realizado a limpeza dos locais e entregaram para os diretores dos cursos no mais perfeito estado.

A nova ocupação estudantil conta com centenas de estudantes que estão dispostos a resistir à incursão repressiva do velho Estado. Ergueram várias barricadas pelas ruas do Campus Universitário, que são vigiadas por estudantes com cobertura nos rostos, atentos com foguetes para vigiar a aproximação da polícia. O plano de resistência já foi traçado e de comum acordo foram definidos os seus passos.

Os estudantes elaboraram uma carta de reivindicações encaminhada ao reitor, que se reuniu com uma comissão em 15 de novembro pela manhã. Nessa carta de reivindicações constam demandas locais, como linha de ônibus e extensão do subsídio alimentação, além das pautas nacionais, como a não aprovação da PEC 55 (antiga PEC 241) e da Reforma do Ensino Médio. O reitor tentou mais uma vez enrolar os estudantes, falando que as pautas locais já estão sendo encaminhadas e que a reintegração de posse foge ao seu controle, pois foi uma ação do próprio Ministério da Educação.

Os professores também estão se organizando e movimentando. Fizeram um acampamento em frente à reitoria, que já conta com a presença de centenas de professores e apoiadores. O objetivo dos manifestantes é forçar o sindicato pelego Adufg (controlado pelo Pecedobê) a realizar uma assembleia que possa decidir sobre a greve da categoria, já que a última assembleia foi suspensa pelo presidente do sindicato, que se aproveitou de um protesto estudantil que adentrou o local com palavras de ordem em defesa da greve geral, para alegar que os presentes não possuíam segurança.

O sindicato está manobrando descaradamente para que a assembleia não aconteça e está organizando uma consulta on-line com os filiados sobre uma greve na instituição. Os professores organizaram o acampamento e iniciaram o recolhimento de assinaturas para exigir a realização de uma nova assembleia com indicativo de greve.

Eles já possuem a quantidade de assinaturas suficientes para forçar a realização da nova assembleia. Os técnicos também continuam em greve e muitos trabalhadores têm somado nas atividades de luta, como manifestações e as próprias ocupações.

Os estudantes, técnicos e professores dão mostras da sua resistência e disposição para a luta. A juventude combativa desmascara mais uma vez o reformismo e o oportunismo, encastelados no movimento estudantil, nos ensinando que a resistência e a luta popular são o caminho para a revolução brasileira.

 


JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL

RVI

Celebrações

Teses

Facebook

Jornal A Nova Democracia

FERP (Chile)