Por mais de um mês os estudantes porto riquenhos têm protestado e resistido contra a diminuição das verbas para as Universidades, que ameaçam excluir 10.000 pessoas do ensino superior.
A polícia então, para tentar impedir a greve que era planejada, passou a controlar vários campi, principalmente o de Rio Piedras, o coração dos protestos, no final do ano passado. No dia 25 de janeiro dois estudantes foram presos na entrada principal do campus de Rio Piedras, durante os protestos. Nas últimas semanas, muitos outros foram presos e há rumores de que a polícia tem utilizado inclusive torturas para intimidar e tentar impedir a propagação dos protestos no meio estudantil.
No dia 27, mais uma vez milhares de estudantes se reuniram em diferentes pontos perto do edifício legislativo em San Juan, capital de Porto Rico. A Câmara Legislativa votou se seriam passados para a Universidade 50 milhões de dólares para a realização dos vestibulares. Mas a lei não foi aprovada. Argumentou-se que a universidade já tem dinheiro suficiente, considerando que os alunos pagam a taxa de inscrição.
As pessoas que estavam bloqueando ruas e protestanto em redor do edifício foram reprimidas com violência pela polícia. Mais de 30 estudantes foram detidos. Manifestantes e imprensa foram atacados com spray de pimenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Pelo menos uma pessoa foi atingida no rosto por uma bala.
Na sequência dos ataques aos manifestantes, estes foram perseguidos pelas ruas pelas forças policiais e correram em direção ao Condado, um bairro turístico popular.
Os estudantes porto riquenhos pedem a solidariedade dos estudantes de todo o mundo, para se unirem no que chamam de “Primavera de Resistência”.
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