Baixe o Panfleto do MEPR: Boicotar a Farsa Eleitoral!
Nos dias 20 e 21 de setembro ocorrerá, respectivamente na Universidade Federal de Alagoas e na Universidade Federal de Pernambuco, dois importantes debates convocando os estudantes a participar ativamente do Boicote à Farsa Eleitoral. No momento exato em que toda a máquina de contrapropaganda da reação e as legendas do partido único trabalham incessantemente para vender seu carretel de ilusões e mentiras, é particularmente importante que a juventude e os setores democráticos da sociedade se organizem para desvendar essa farsa.
Como já compreendia um autêntico intelectual brasileiro, desses que não se venderam por migalhas caídas da mesa da grande burguesia e sistema latifundiário,
“Temos, hoje, cerca de cento e cinqüenta milhões de eleitores e isso leva a muitos afirmar que somos uma democracia. Será verdadeira essa afirmação? Num país em que um terço da população, como é o nosso caso, vive no nível da miséria é possível existir democracia? (...) O nosso povo está compreendendo, com a persistência dessa continuada agressão aos seus direitos mais elementares, que a sua convocação às urnas, periodicamente, não passa da consagração de uma farsa”.
(Nelson Werneck Sodré, “A Farsa do Neoliberalismo”).
É realmente lastimável que esses autores –que realmente se preocuparam com a realidade nacional, ou seja, com a vida de nosso povo (pretender separar um de outro, como os tais índices de “crescimento econômico” que não incluem em seu bojo o nível de vida dos trabalhadores, é exatamente a “façanha” dos economistas a soldo do imperialismo) não sejam estudados e difundidos
Por tudo isso conclamamos todos os estudantes a seguir o exemplo dos companheiros da UFPE e UFAL e realizar por todo o País debates, panfletagens, passagens em turma e agitações que coloquem abaixo e desmascarem toda a contrapropaganda eleitoral. Num momento em que nosso povo compreende mais e mais que esse sufrágio não leva a lugar algum, e que somente com luta e organização pode conquistar e defender seus direitos mais elementares, multiplicar a agitação e a propaganda da Revolução é mais do que oportuno, é simplesmente um dever.
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