A estudante Bárbara Flores, de Belo Horizonte, que foi detida durante manifestação antiimperialista organizada pelo Movimento Estudantil Popular Revolucionário – MEPR, na cidade do Rio de Janeiro no dia 23 de março de 2003, está sendo acusada pelo Ministério Público de "deter material explosivo e/ ou incendiário". A única "prova" que serviu como base para esta acusação foi o depoimento dos próprios policiais que agrediram os manifestantes e a jogaram no fogo queimando o seu rosto. Os mesmos que, a serviço da CIA, forjaram um flagrante dizendo que ela estava portando coquetel molotov.Bárbara foi detida junto a outros 4 estudantes. Entre eles havia um estudante secundarista, Jonatas que ficou detido por 3 dias no centro Tutelar Padre Severino na Ilha do governador, o estudante Marcelo da Unit Uberlândia-MG que ficou preso na Polinter, e outras duas companheiras: Pollyana da PUC- MG e Maria Aparecida da Unimontes, que ficaram presas com Bárbara em Bangu 6 por cinco dias.
Os estudantes detidos foram objeto de graves abusos por parte das autoridades policiais, que passaram toda a noite e madrugada ouvindo testemunhas do Consulado norte americano, da loja da Mc Donald’s e outros contrários aos estudantes e nenhuma testemunha a favor dos detidos. A acusação imputada à estudante é completamente falsa e criminosa, pois foi forjado o flagrante do molotov. Os advogados que assistiram os detidos afirmam que a atitude do delegado responsável da 1ª DP, Alberto de Oliveira Leite, mudou completamente a partir de telefonemas recebidos durante os depoimentos. As autoridades policiais e de segurança do Rio de Janeiro além do Ministério Público, que agora entrou com processo, agiram e agem sobre pressão do consulado dos Estados Unidos, autores de vários telefonemas à delegacia.
A combativa manifestação do dia 23 de março, que ateou fogo no consulado norte americano no Rio de Janeiro, expressou o ódio e o repúdio que os povos de todo o mundo tem dos Estados Unidos, esta nação imperialista que historicamente promove saques e massacres contra os povos e países. Toda a população nas ruas do Rio de Janeiro apoiaram a manifestação gritando palavras de ordem contra o imperialismo e a ação truculenta da polícia que prendia os estudantes. Por todo o mundo ocorreram manifestações contra a guerra imperialista e pela derrota das tropas assassinas ianques. Na Europa se destacaram as manifestações políticas da Inglaterra e Espanha, onde as massas clamavam "Abaixo os governos capitalistas", pedindo o fim dos governos de Tony Blair e de José Maria Aznar. Na Alemanha os manifestantes atacaram a embaixada norte americana, na Grécia manifestantes enfrentaram a polícia com coquetéis molotov, na Turquia os manifestantes cercaram a embaixada dos EUA. No Egito, estudantes da universidade do Cairo fecharam a embaixada ianque e atiraram milhares de pedras e de "Al Coroes". Na Coréia do Sul os manifestantes chegaram a invadir a embaixada do EUA. Por toda a América Latina, combativas manifestações foram feitas em frente às representações políticas do imperialismo. Embaixadas e representações norte americanas foram cercadas e atacadas no México, Equador, Argentina, Venezuela e também no Brasil.
Abaixo a ingerência da CIA no Brasil!
Em todos estas ações e manifestações os estudantes se destacaram como linha de frente contra os imperialistas, expressando toda repulsa que a juventude sente frente a este sistema de exploração e opressão.
Na sua prepotência de se acharem os donos do mundo, os ianques através de seu consulado vêm pressionando as autoridades brasileiras para punir a estudante Bárbara. A repressão ao movimento, os abusos cometidos contra os estudantes, como a própria prisão, são claramente tentativas de intimidar o movimento combativo contrário à ação assassina e genocida dos Estados Unidos sobre o povo iraquiano. Isto fica claro através das ameaças dos serviços de espionagem norte-americanos, como o e-mail enviado pela CIA ao endereço eletrônico do MEPR, dizendo que estaria monitorando as lideranças da nossa organização.
Não aceitamos a intervenção ianque no nosso país e nem a submissão das autoridades brasileiras que gerenciam os interesses do EUA no Brasil, cumprindo todas as suas exigências.
Queremos deixar claro que nada vai intimidar o nosso movimento, que nossa luta contra os atos criminosos do governo norte-americano irão continuar da mesma forma que cresce e espalha por todo o mundo. A postura e conduta que os estudantes tiveram na prisão foi uma demonstração disto. A reposta que deram foi muito vigorosa, como a serenidade das estudantes em Bangu 6 e as aulas de geopolítica que o companheiro Marcelo ministrou para os presos da Polinter, demonstrando que não há prisão que possa deter a decisão de luta contra o imperialismo. Conclamamos a todos estudantes a manifestarem seu repúdio ao imperialismo norte-americano e aumentar a luta contra a guerra injusta, imperialista e de rapina que move os Estados Unidos, hoje contra o Iraque, amanhã contra outros países e o nosso próprio, donde cobiçam a posse e controle da Amazônia.
Exigimos o fim do processo contra a estudante Bárbara
Esta ação do Ministério Público é uma ação política que restringe ainda mais a liberdade de manifestação e de organização dos estudantes. Querem tratar como ação criminosa, o repúdio à guerra imperialista de dominação e rapina, quando na verdade crime quem comete são as tropas assassinas norte americanas, com os seus bombardeios sobre Bagdá e ocupação do Iraque.Por todo o Brasil estudantes realizaram manifestações pela libertação dos companheiros até que a juíza concedesse liberdade provisória. No Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco, Pará, e Ceará estudantes foram para as ruas e realizaram atos exigindo a libertação dos estudantes.
Continuaremos nossas mobilizações e não admitiremos a continuidade deste processo. Estamos recolhendo abaixo-assinados dos estudantes em todo o país e realizando atos em várias escolas e universidades. Chamamos todos os estudantes e democratas do nosso país a ingressar nesta campanha em defesa do direito à livre manifestação e organização, exigindo o fim do processo.
Não podem nos intimidar com prisões e guerras; como parte dos povos de todo o mundo, estamos apenas iniciando o levante que varrerá da face da Terra o monstro imperialista. Que o imperialismo saiba que seu fim é certo, e que nós estudantes somos parte ativa na sua destruição!
Não seremos prisioneiros dos ianques em nosso país!
Ianques, fora do Iraque e do Afeganistão!
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