A luta pela independência do País Basco (Euskal Herria) já dura mais de meio século, são décadas de enfrentamentos com o Estado espanhol e francês que ocupam o território deste povo secular. Os bascos têm uma língua própria, que é muito rica e poética, e um desenvolvimento cultural muito grande. O que este povo reivindica em sua luta heróica é o direito nacional de livre autodeterminação. Os bascos sempre foram perseguidos, particularmente pelo Estado espanhol. Sua resistência se expressa de forma mais contundente pelas ações armadas do ETA (Exército Separatista Basco) e pelas manifestações de milhares em prol da independência da nação basca. A partir dos acontecimentos de 11 de setembro aumentou a perseguição da justiça espanhola às organizações políticas e militares destes revolucionários.
No ano passado um partido legal, o Batasuna, foi considerado pelo Estado espanhol como organização terrorista e foi colocada na ilegalidade. As sedes do Batasuna foram invadidas e vários militantes e dirigentes foram presos. Recentemente um jornal basco foi retirado de circulação. Esta ofensiva fascista encabeçada pelo presidente espanhol José Maria Aznar - o mesmo que apoiou desde o início a ofensiva militar ianque no Iraque - e pelo juíz Garzon tem conduzido a um pioramento da situação nas masmorras espanholas. Reproduzimos um artigo que denuncia como são tratados os prisioneiros bascos na Espanha e na França. São utilizados requintes repugnantes da tortura e do isolamento. Expedientes típicos das classes reacionárias mas que são incapazes de dobrar a resistência dos povos.
O isolamento é quase uma norma quando se trata de presos bascos
"Repressão carcerária"
Dos 288 presos políticos bascos classificados em 1º grau, 130 vivem em módulos de isolamento. É uma alta porcentagem que faz com que, uma vez que os cidadãos bascos são julgados e passam a cumprir sentença, a classificação em 1º grau e a aplicação do regime de isolamento se torna a norma e não a exceção, que é como deveria ser segundo o estabelecido pela legislação penitenciária, tanto no Estado francês como no espanhol.
Esta medida supõem um corte quase ilimitado dos direitos da pessoa que se encontra na prisão, ademais de uma agressão a sua saúde. A pesar de tudo, existem muitos presos políticos que cumprem sentenças de mais de 20 anos praticamente em celas de isolamento, pequenos cubículos onde tudo está restringido. Mas talvez o aspecto mais grave destas situações de isolamento seja a total falta de defesa dos presos, fruto da impunidade que gozam os funcionários. Simplesmente não há testemunhas.
Esta impunidade tem propiciado enfrentamentos como os últimos conhecidos em Valdemoro e duras ações de denúncia por parte do conjunto dos presos bascos que, uma vez mais, se vêm obrigados a recorrer a medidas de protestos como greves de fome, que prejudicam sua própria saúde e segurança, ante um sistema que não pode garantir seus direitos porque está desenhado precisamente para descumpri-los. Suas próprias denúncias e o apoio da sociedade basca são suas únicas armas de autodefesa."
Retirado do site www.lahaine.org
| < Anterior | Próximo > |
|---|

