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Polícia leva a pior ao tentar impedir protesto contra a guerra

No dia 10/04, um dia após a tomada de Bagdá pelas tropas norte-americanas, foi organizada pela Frente de Defesa dos Direitos do Povo, em Belo Horizonte uma combativa manifestação contra a guerra imperialista de rapina. A manifestação organizada pela FDDP não chamou pela paz da rendição e sim pela união de todos os povos do mundo em uma luta revolucionária para destruição cabal e completa do imperialismo, como único meio de se alcançar a paz verdadeira.

Cerca de 500 companheiros representando MEPR, Liga Operária, LPM - Luta Popular pela Moradia , MEP – Movimento pela Educação Popular, as combativas companheiras do MFP – Movimento Feminino Popular e moradores de vilas e favelas, como a Vila Corumbiara e a histórica Vila Bandeira Vermelha, tomaram as ruas do centro de BH. Levantando bem alto as bandeiras vermelhas e agitando-as com vigor. A manifestação passou em frente ao Citybank, que teve sua fachada arrebentada com as pedradas despejadas com fúria pelos manifestantes. A manifestação prosseguiu com toda sua combatividade expressa nas palavras de ordem de "Morte ao imperialismo!", " Yankees go home! " e " Paz entre os povos! Guerra aos bandidos imperialistas!". Na avenida Afonso Pena, os manifestantes estenderam sobre a rua as bandeiras da Inglaterra e EUA, e as pisotearam, pessoas que passavam pela rua entravam na fila para pisar nas odiosas bandeiras! Após esse ato que demonstrou o profundo ódio que o povo brasileiro sente do imperialismo, os manifestantes se concentraram em frente ao MC Donald´s na praça central da capital mineira e obrigaram que fechassem as portas deste símbolo da podre cultura consumista norte-americana em nosso país. O imperialismo tremeu diante de vozes tão decididas e ameaçadoras.A lanchonete ianque foi fechada.

Foi quando a PM com provocações tentou arrancar das mãos de uma companheira a bandeira que carregava ameaçando prendê-la. Foi a deixa para que os policiais se lançassem contra a manifestação. Os manifestantes resistiram à ação truculenta da polícia com os mastros das bandeiras e com as pedras arrancadas da calçada, o que não foi tarefa difícil, pois o canteiro central estava em reforma. O que iniciou como tentativa de prisões se transformou em um verdadeiro combate entre o povo e a polícia. O povo não deixou se intimidar pela arrogância policial e foi para cima defender o direito de poder se manifestar contra a guerra injusta que acontece no Oriente Médio. Policiais machucados, viaturas quebradas, foi o saldo que a polícia teve por tentar impedir que a massa se manifestasse contra a guerra imperialista. Durante a batalha no centro da cidade, a população participou ativamente, insultando os policiais, ocultando companheiros perseguidos dentro de lojas. Os policiais não acreditavam que o povo poderia resistir tão bravamente à ação policial. Depois de um vigoroso e vitorioso combate com os policiais a manifestação se dispersou com o saldo de 12 policiais hospitalizados e 5 companheiros presos, que foram soltos no mesmo dia.