gototopgototop

Alan Frick, o representante ianque no movimento estudantil

alan_pelegoAo mesmo tempo em que as companheiras e os companheiros presos na manifestação do MEPR, no dia 24/03, eram transferidos para a Polinter e para o presídio de Bangu 6, Alan Frick, auto-intitulado representante do movimento estudantil do Rio de Janeiro, fez a seguinte declaração ao jornal "O Dia": "É uma afronta aos movimentos estudantis do Rio. Eles vieram ao nosso estado colocar em risco a vida de outras pessoas e causar pânico. Por mais que reprovemos a guerra não podemos combatê-la com violência". Afronta aos movimentos estudantis do Rio é você mister Frick, que tem a cara-de-pau de se dizer presidente da UEE-RJ, uma entidade fantasma que só existe no cartório e na lista de telefones úteis do Consulado do EUA. É o cumulo do reacionarismo, 5 estudantes são presos por protestarem contra a invasão ao Iraque e eis que surge esta figura para justificar a prisão. Alan Frick é um defensor descarado dos ianques. Quem está colocando "em risco a vida de outras pessoas", são as tropas assassinas do EUA com seus bombardeios sobre Bagdá. Mr. Frick também adora defender a PM do Rio. Quem causa "pânico" na população é a polícia militar corrupta que mata, espanca, invade morros e rouba mercadorias de camelôs.

Sua declaração poderia muito bem ter sido feita pelo prefeito fascista César Maia. E ele parece mesmo um prefeito ao dizer: "Eles vieram ao nosso estado colocar em risco...", desde quando estudantes de outros estados não podem ir ao Rio protestar?

Morador de um confortável apartamento na área nobre de Niterói, este sujeito, faz parte da direção municipal do PCdoB na cidade. A curta biografia deste gentleman do movimento estudantil contém mais atos de traição aos estudantes. Junto com seus correligionários, tentou em assembléia durante a greve da UFRJ, em 2001, desmobilizar o boicote ao vestibular do interventor-reitor Vilhena. Derrotado e vaiado pelos estudantes da UFRJ, tentou desmobilizar os estudantes em greve na UFF. Agora Frick está no governo com um cargo de funcionário do Ministério da Educação. Ele é o típico militante do movimento estudantil governista: pelego, traidor e exímio puxa-saco de autoridades.