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Diretora do Colégio Estadual Central quer a prisão de estudantes

A diretora do colégio Estadual Central Sra Lúcia Poli, revivendo o famigerado decreto 477, está processando os estudantes Sérgio Felix e Flávia Portugal Braga por resistência à prisão.

O acontecimento se deu em março de 2000 quando a diretora proibiu o funcionamento do grêmio estudantil, arrombou as salas e trocou as fechaduras. Contra uma assembléia de 1200 estudantes que se reuniam para repudiar a ação da diretoria e votar os estatutos do grêmio, Lúcia Poli acionou a Polícia Militar para invadir as dependências do colégio e dissolver à força a legítima assembléia. Foi acionado um grande contingente de policiais, que de forma truculenta agrediram, espancaram e prenderam vários estudantes, entre eles, Sérgio e Flávia. As reportagens dos jornais Estado de Minas e Diário da tarde, do dia 30 de março/2000, destacaram na capa a volta aos anos de chumbo com fotografias flagrantes da violência policial.

Recentemente veio à tona, através de um processo movido por movimentos populares no Ministério Público, um documento no qual Lúcia Pinochet pedia ao então secretário de educação Murílio Hinguel um auxílio extra-escolar ao serviço de inteligência da polícia civil para vigiar 24 horas cada membro ou simpatizante do movimento democrático atuantes na escola, principalmente do grêmio. E ainda pedia para manter a ordem da escola a expulsão de 3% dos alunos e professores da escola.

Desde então a dita diretora continuou com suas ações ditatoriais, expulsando uma aluna que lutava pelo direito dos estudantes e proibindo qualquer tipo de organização dos estudantes nessa escola.

Atualmente Sérgio e Flávia são alunos da UFMG e foram intimados a depor em meados de janeiro deste ano. O processo está na justiça a mais de 2 anos e a alegação de "crime de resistência à prisão" é ridícula. Além de colocar o aparato policial contra uma legítima organização de estudantes, ainda alega que deveriam apanhar sem ao menos tentar responder. Este processo absurdo foi articulado pela diretora do colégio para impedir que haja estudantes conscientes e organizados no Estadual Central, criminalizar aqueles que lutam pela democracia e tentar esconder todo o fascismo e falcatruas cometidas por ela.

As atitudes da diretora Lúcia Pinochet contrariam totalmente os direitos de livre organização e expressão, expressos até mesmo na constituição.

Lúcia Poli não pode mais continuar diretora de um estabelecimento de ensino depois de todas estas provas de repressão que ela comanda. Ela trata os estudantes, funcionários e professores como subalternos e quer expulsar todos que reclamam de seus arbítrios.

Toda força na luta pela livre organização dos estudantes pela democracia nas escolas e pelo fim da ditadura de Lúcia Pinochet no colégio Estadual Central!

Abaixo a perseguição aos estudantes Flávia e Sérgio!