Logo após a greve no ano 2002, os estudantes da Universidade Federal de Goiás que voltaram às aulas depararam-se com um aumento de 70% no preço do restaurante universitário. Vários protestos aconteceram e, em seguida, o preço foi reduzido a R$1,50. Temendo mais protestos, a reitoria montou um grande aparato de defesa. Câmeras foram instaladas no interior do restaurante e muitos seguranças cercaram o prédio.
No dia 15 de janeiro, cerca de 150 alunos ocuparam os restaurantes universitário e executivo. A refeição já havia sido retirada e os estudantes distribuíram gêneros alimentícios como picolés e suco. Em represália, a reitoria instaurou um processo interno para julgar os estudantes. Várias pessoas foram apontadas. Depois de vários meses o processo foi finalizado com uma advertência verbal para alguns alunos.
No mês de março deste ano a surpresa: alguns destes estudantes foram intimados pela Polícia Federal para depor. A reitoria encaminhou o processo para o órgão exigindo que se apure e se puna os "culpados". O primeiro estudante a depor se apresentou no dia1º de abril.
(Retirado do site do Centro de Mídia Independente - CMI)
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