No dia 26 de outubro de 2002, estudantes do Movimento Estudantil Popular Revolucionário foram abordados e agredidos quando panfletavam o boletim informativo Estudantes do Povo no estacionamento da Universidade.
Os seguranças tentaram tomar os panfletos à força, reprimindo os estudantes com tapas e chutes e jogando os panfletos no chão. A estudante Pollyana Ladeia Costa foi impedida de recolher os panfletos e de assistir às aulas neste dia. Os estudantes fizeram ocorrência policial do fato, exames de corpo de delito, denunciaram à imprensa e entraram na justiça contra esse ato ditatorial e de agressão da reitoria da PUC.
Não foi a primeira vez que atitudes arbitrárias aconteceram na PUC-MG. Cerca de um mês antes, os estudantes do movimento foram revistados ao entrar na portaria principal, sendo impedidos de entrar no campus com o boletim que denunciava o corte das bolsas de estudo pela reitoria. Depois disso, os estudantes ainda foram perseguidos pelos seguranças na porta da sala de aula.
Essas ações só demonstram o caráter repressivo e antidemocrático da reitoria, que para manter seus lucros inescrupulosos, as custas de altíssimas mensalidades, quer barrar qualquer forma de organização estudantil. Hoje na PUC proibido pelo estatuto colar cartazes, distribuir panfletos, fazer manifestações e atividades culturais, tendo cunho político. O regimento interno da Universidade foi reeditado do decreto-lei 477 (tão famoso no regime militar). A cada vez que tem um aumento das mensalidades, e conseqüentemente, um aumento da indignação e revolta dos estudantes, a reitoria utiliza ainda mais o estatuto, para tentar barrar nossa mobilização.
A universidade deve ser palco de produção científica para servir ao povo e não uma verdadeira ditadura onde a luta democrática é reprimida. A luta pelos nossos direitos de estudantes não pode ser barrada pela reitoria, ao contrário, a cada vez que tentarem nos barrar, devemos responder com a força dos estudantes e a veracidade de nossas bandeiras.
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