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Editorial: Cresce a resistência popular em todo o mundo

resistenciaApesar do imperialismo manter sua ofensiva contra-revolucionária, esta começa a dar sinais claros de esgotamento. Envolto em uma grave crise econômica interna de todo o sistema capitalista mundial o governo norte-americano encontra-se sem saída. Em meio a índices alarmantes de desemprego e aos resultados desastrosos de sua genocida política internacional Bush está numa difícil situação. De um lado corre sérios riscos de perder as eleições este ano, e por outro lado enfrenta agudas contradições no seio das classes dominantes locais e do governo. Recentemente, em entrevista ao jornal The Washngton Post o ex-secretário de tesouro, Paul O´ Neil, declarou que os planos para invadir o Iraque já estavam preparado antes dos atentados de 11 de setembro. Fato que comprova que os ataques ao WTC não passaram de uma maquinação das altas cúpulas reacionárias do EUA para justificar o ataque ao povo iraquiano. Fica ainda mais claro que a invasão a este país é uma tentativa desesperada dos ianques de controlar mais reservas de petróleo e tentar escapar assim de sua crise insolúvel.

No entanto, diante dos planos vilipendiadores do imperialismo levanta-se com surpreendente vigor uma heróica resistência popular. Hoje com sua patriótica guerrilha, o povo iraquiano encontra-se na linha de frente da luta antiimperialista no mundo. Com incrível ousadia a resistência iraquiana tem imposto às tropas invasoras um fustigamento diário, são milhares de ataques que provam ao exército norte-americano um número de mortes maior que quando este combatiam as tropas regulares. Esta é uma grande vitória da guerrilha! Para desmoralizar a resistência e amenizar suas contradições internas, os militares ianques armaram mais uma encenação com a prisão de Saddan Hussein. Apresentaram o presidente do Iraque completamente dopado e em uma situação humilhante como se tivesse rendido covardemente. Procuram é esconder a força da resistência iraquiana e de sua liderança; por que não apresentaram Saddan novamente? E por que temem tanto seu julgamento? Os ianques se meteram num pântano e aí se afundarão inevitavelmente.

Na América Latina a luta popular cresce com grande pujança. Em meio a tropeços pela ausência de vanguardas revolucionárias organizadas e pela falta de uma estratégia cientifica para a tomada do poder, os levante populares vão crescendo em sua massividade e radicalidade. 1999, levantamento indígena no Equador, invasão do parlamento e destituição do presidente; em 2001 meses de enfrentamentos populares nas ruas de Buenos Aires que culminam com o incêndio do Congresso Nacional; e agora em 2003, levantamento indígena-campesino e operário na Bolívia, milhares de massas nas ruas, bloqueio de rodovias, enfrentamentos com o exército e o presidente Sánchez de Lozada fugindo para Miami. Qual será o próximo país neste dominó de rebeliões populares? Brasil, Paraguai, Uruguai? Não cabe aos revolucionários contemplar e adivinhar, mas tirar lições dos últimos levantes para nestas crises abrir perspectivas revolucionárias de tomada de poder superando as formas espontâneas de luta que tem conduzido a uma simples troca dos gerentes de plantão.

Viva a resistência dos povos do mundo!