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Pelo fim imediato do processo contra a estudante Bárbara

barbara1A manifestação antiimperialista que ocorreu no dia 24 de março de 2003 em resposta a invasão do Iraque pelos ianques repercute até os dias atuais. Nunca na história de nosso país ocorreu tão ousado ataque frontal aos ianques como os molotovs lançados contra o consulado norte-americano.

Como os leitores de Estudantes do Povo puderam acompanhar através do terceiro número de nosso jornal e através do nosso site, a companheira Bárbara Flores, presa durante a manifestação no Rio de Janeiro, foi encarcerada na penitenciária de Bangu 6, junto de outras companheiras. Sua prisão se deu de forma violenta, tendo os policiais a empurrado contra as chamas provocadas pelos coquetéis molotov, sendo negado a um médico presente no ato da prisão atender os ferimentos causados em decorrência das queimaduras.

A companheira Bárbara, está sofrendo um processo do Ministério Público do Rio de Janeiro, que alega em suas acusações elementos como: “deter material explosivo e/ou incendiário”. Esse processo, armado e dirigido pelos ianques, coordenado através do consulado norte-americano, utiliza como elemento de acusação o depoimento dos próprios policiais que agrediram os estudantes e atiraram a companheira contra as chamas.

cartaz_bar Os advogados que assistiram os estudantes presos, afirmam que a atitude do delegado responsável pela 1ª DP Alberto de Oliveira Leite mudou completamente seu comportamento, a partir de telefonemas feitos pelo consulado à delegacia, durante os depoimentos. Da mesma forma o ministério público, abriu em seguida o processo contra a estudante . Prova da ingerência dos ianques é a pressão que vêm fazendo através do seu consulado às autoridades brasileiras.

O fato, é que esse processo vai muito além dos marcos da podre justiça burguesa, é um processo político que diz respeito à luta em defesa da soberania dos povos, da independência do povo iraquiano, da luta pela libertação de nosso próprio país do jugo do imperialismo norte-americano. Essa ação do Ministério Público visa restringir ainda mais a liberdade de manifestação e de organização dos estudantes e dopovo em luta. Querem tratar a luta antiimperialista, o repúdio à guerra de dominação e rapina como ação criminosa, quando na verdade crime quem comete são as tropas assassinas norte americanas que permanecem ocupando os territórios Iraquiano, afegão, cubano (base ianque emGuantânamo utilizada como campo de torturas para prisioneiros de guerra), assim como em toda a América Latina onde os ianques sob o pretexto de combate ao narcotráfico invadem países montando bases militares.

Que tremam de ódio os ianques e toda a reação!

Abaixo o imperialismo! Viva a heróica resistência do Povo iraquiano!

"Liberdade para estudar! Liberdade para lutar!"