Em 13 de fevereiro de 1996, o Partido Comunista do Nepal (Maoísta) declarava o ínicio da guerra popular, contra a atrasada monarquia reacionária, contra o feudalismo, e contra o imperialismo.
O Nepal é um país de 147 mil Km², situa-se entre a Índia e a China e tem boa parte de seus territórios compostos pelas vastas cadeias da cordilheira do Himalaia, tem uma população de 24,2 milhões de habitantes, a qual é formada por 53% de nepaleses e o restante de outras nacionalidades oprimidas.
No final de agosto de 2004 um comunicado do PCN(M) anunciou a decisão de grande importância e significado para os povos do mundo que a guerra popular do Nepal passou à sua terceira e última etapa, a da ofensiva estratégica.
A guerra popular no Nepal tem percorrido com relativa rapidez o caminho da guerra prolongada. Em nove anos de guerra popular, é muito grande o poderio político e militar alcançado pelos revolucionários nepaleses, que já ocupam 70% do território do Nepal, tendo já rodeado o Vale de Katmandu, onde se situa a capital federal Katmandu. Os maoístas nepaleses informaram que já está em fase adiantada a formação e consolidação de governos populares autônomos nas zonas liberadas. Depois de se concluir o processo de formar comitês populares eleitos nas aldeias e distritos, hoje se estão estabelecendo governos populares regionais em diferentes partes do país. Em janeiro, foi declarado o Governo Popular da Região Autônoma de Magar, em uma reunião na qual participaram cerca de 75 mil pessoas.
O Exército Popular, desenvolvido pelos maoístas, criado inicialmente com apenas 200 guerrilheiros, cresceu de apenas uma milícia para três divisões e nove brigadas, com mais de 100 mil combatentes, se transformando de exército guerrilheiro em exército regular. Recentemente em uma incrível demonstração de força, uma ação do exército combinada com uma greve geral em Katmandu, bloqueou todas as vias de acesso da cidade, deixando-a isolada do resto do país por vários dias.
A guerra popular tem conduzido a uma situação política tensa. A agudização da luta de classes no país, em meio à complexa situação mundial, levou a uma divisão da sociedade nepalesa em 3 campos: os revolucionários, a monarquia reacionária, e os parlamentares (formado por partidos conservadores, reformistas, oportunistas e revisionistas). O PCN(M) avançou a posição de formação de uma república democrática, propondo uma aliança com os parlamentares, conseguindo desta forma o apoio das pessoas que ainda tinham ilusões com o congresso nepalês vendido, após o rompimento das negociações de paz pelo governo e os parlamentares. Diante das vacilações destes o povo tem apoiado crescentemente a guerra popular com o incremento de manifestações, greves e outras formas de lutas.
O imperialismo ianque tem aumentado a pressão política contra a guerra popular no Nepal. Tudo indica que os ianques estão organizando suas bases e preparando seu ataque a partir da Índia. A intervenção direta dos ianques no Nepal, atualmente é mais do que evidente: monitoram o rei, fornecem todo tipo de armamento moderno, sustentam financiam e treinam as forças armadas nepalesas para o embate com o exército popular. A ajuda financeira dos ianques ao governo reacionário passou de 22 milhões de dólares para 40 milhões.
Diante da ofensiva estratégica dos revolucionários, o rei deu uma mostra de desespero. O rei Gyanendra deu um golpe no último dia 1º de fevereiro, fechou o congresso, colocou em prisão domiciliar todos os parlamentares, proibiu a imprensa de divulgar informações e declarou estado de emergência.
É grande o significado da revolução no Nepal, particularmente neste instante em que a reação mundial encabeçada pelos Estados Unidos tenta levar adiante sua ofensiva de caráter geral e enfrenta crescente resistência dos povos do mundo.
No momento em que na frente principal de luta contra o imperialismo, a resistência popular no Iraque, cresce dia a dia e que o imperialismo ianque recebe duros golpes, a ofensiva da guerra popular do Nepal, juntamente com outros processos revolucionários no mundo dirigidos pelo maoísmo, dará uma nova perspectiva para a luta antiimperialista mundial e potencializará a nova onda da revolução proletária mundial.
| < Anterior | Próximo > |
|---|

