gototopgototop

Cresce a Resistência Popular em todo o mundo!

Ninguém pode negar o tamanho e a profundidade da crise que assola o sistema imperialista mundial. A bancarrota de economias até ontem se proclamavam “inabaláveis”, a miséria e o desespero mais obscuros aos quais estão lançados bilhões de seres humanos, o desemprego em massa e, sobretudo, a marcha acelerada para a guerra de rapina pela repartilha do mundo entre as potências imperialistas, tudo isso é um fato.

Esse horror e calamidade sem tamanho esclarecem e empurram para o combate um número cada vez mais gigantesco e indomável de trabalhadores para lutar sem trégua contra a odiosa “ordem” social estabelecida. Particularmente nos países oprimidos pelo imperialismo, aonde guerras de libertação nacional e guerras populares de Nova Democracia fazem estremecer os alicerces do sistema de dominação atual, essas lutas se dão de forma aguda e crescente. Mas também, e em proporções cada vez maiores, estoura a luta do proletariado no seio mesmo dos países imperialistas obrigando seus governos a lutar em duas frentes e já que são golpeados em sua própria retaguarda.

g20 Grécia, Alemanha, Itália, Inglaterra, enfim, não houve nesse período um único país europeu que tenha deixado de vivenciar uma verdadeira enxurrada de manifestações. A França, por exemplo, só nesse ano já estremeceu com duas greves gerais (em janeiro e março) e a unidade entre estudantes, trabalhadores e todos os imigrantes cresce visivelmente. Particular destaque merecem as gigantescas e simultâneas manifestações, marcadas por enfrentamentos com as forças repressivas, contra as reuniões da OTAN e do G-20, na própria França e Inglaterra, respectivamente. Num momento em que as agressões imperialistas tendem a se agravar ainda mais e ameaçam a soberania e a vida de povos inteiros, tais encontros de salteadores não poderiam deixar de ser escorraçados pela massa em fúria. Paus, pedras, coquetéis molotov, carros e até hotéis incendiados: que os senhores da guerra imperialista saibam que a luta popular não deixará sua arrogância colonial passar impune! Só a derrubada violenta do capitalismo pode pôr fim às crises que estão na base da sua existência!

Mas decisivamente importantes são as lutas desenvolvidas atualmente nos países dominados pelo imperialismo, lutas de libertação nacional que assestam golpes aterradores na máquina de guerra montada pelas diferentes potências e, sobretudo, pelo imperialismo ianque. São golpes contundentes porque não há imperialismo sem colônias e semi-colônias e porque a guerra de rapina, inevitável sob o sistema dos monopólios, encontrará resistência cada vez mais encarniçada dos povos oprimidos em todo o mundo e será certamente vencida por estes. Na América Latina aumentam os protestos contra o desemprego e segue crescente o desmascaramento dos governos oportunistas ditos de “esquerda” em seu tacanho papel de lacaios do imperialismo. O povo haitiano mantém-se rebelde e enfrenta a criminosa ocupação de seu país, da qual o governo Lula participa. Exemplo vigoroso encontramos, igualmente, no Iraque e no Afeganistão. Aqueles dois povos enfrentam audazmente a maior superpotência militar da Terra e, contrariando quem os dava por vencidos, não só frustram os planos do imperialismo de um “Novo Oriente Médio” como fazem recuar dia-a-dia as genocidas tropas ianques.

E como não falar do permanente exemplo de heroísmo, de resistência, de tenacidade nos dado todos os dias pelo bravo povo palestino? Os anseios imperialistas eram afogar Gaza em sangue. Gaza não se rendeu. O ano de 2009 será na História o ano da Heróica Resistência Palestina, lembrança inapagável e prova inquestionável de que o imperialismo é um tigre de papel, monstro horrendo que pode e deve ser vencido.

Nunca na história as classes dominantes retrógradas abriram mão pacificamente de seu “paraíso perdido”. Mesmo condenadas às cinzas, e mesmo sendo inevitável a substituição do velho pelo novo, as classes detentoras de poder e riqueza sempre tentaram arrastar consigo toda a Humanidade para a ruína. O escravismo não foi riscado do mapa sem um longo processo de lutas de classes e guerras. O feudalismo também não. Na época atual, a do imperialismo, não será diferente. Esse monstro, responsável já por duas guerras mundiais, também não sairá de cena sozinho. Cabe às massas populares de todo o mundo o papel histórico de abatê-lo.

otan Por tudo isso tanto a luta de resistência nos países imperialistas quanto as lutas de libertação nos países dominados têm seu farol na vanguarda proletária que conduz processos de guerras populares em todo o mundo. Porque, afinal de contas, são parte da revolução proletária mundial. Na Índia, os maoístas boicotaram de forma estrondosa as eleições mentirosas. No Peru, diante de uma intervenção cada vez mais direta do próprio imperialismo ianque, a guerra popular realiza ações sempre mais contundentes. Nas Filipinas e na Turquia, igualmente, o processo segue em frente. Acabar com as guerras imperialistas, com o saqueio de nações oprimidas por nações opressoras, com a dominação da burguesia sobre o proletariado, nada disso é possível sem Revolução. Nada disso é possível sem que os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo coloquem-se a tarefa de destruir o capitalismo e construir um mundo novo sob o céu.