O ataque recebido pelos Estados Unidos no último dia 11 de setembro é um fato que marcará a História. Os dois aviões que atingiram o World Trade Center (edifício que simboliza o poderio econômico dos ianques) em Nova Iorque, próximo do maior centro especulativo do mundo - a Wall Street - e o avião que atingiu o Pentágono (centro militar do exército mais genocida da terra) estremeceram o planeta. Não somente pelas cenas cinematográficas das explosões, mas especialmente porque atingem a potência imperialista mais odiada pelos povos.
A mídia tenta criar um clima de comoção internacional, transformando o imperialismo norte-americano em vítima; na verdade, eles são o maior Estado terrorista do mundo, que há décadas tem assassinado milhões de massas pobres, intervindo em nações e espoliando economicamente todo o mundo. Como vis pró-imperialistas, esta imprensa colonizada está tentando utilizar este ato, em que muitos inocentes perderam a vida, para tentar apagar de nossa memória os horrores que esta potência tem espalhado pelos países que se encontram sob seu domínio. Utilizam da solidariedade aos que morreram para defender não o povo norte-americano mas sim o imperialismo.
Pela primeira vez na história, os Estados Unidos sentem na pele o que sempre fizeram contra os povos oprimidos do mundo. Nunca haviam sido atacados desta forma em seu próprio território. Sem dúvida este ataque não se compara com as incontáveis barbaridades cometidas pelos ianques.
A suposta “inocência” dos Estados Unidos é manchada com os 200.000 mortos no Japão, vítimas das duas bombas atômicas lançadas sobre Hiroxima e Nagasaki e pelos mais de 2 milhões de mortos na hedionda guerra contra o Vietnã, onde foram utilizadas bombas napalm (de Fósforo), gases venenosos e substâncias químicas nocivas em seus ataques propositais a hospitais, escolas e sanatórios. Pela devastação da Coréia; pelos ataques a Cuba e ao Camboja; pelas invasões de Granada, El Salvador e Nicarágua, onde milhares e milhares de inocentes foram assassinados. Pelo apoio aos golpes militares da América Latina e mais recentemente pelos bombardeios a alvos civis e invasões do Iraque, Iugoslávia e os diversos mísseis lançados contra os povos do mundo para aumentar a popularidade interna de seus presidentes. ( por em um quadro a parte) - São incontáveis as ações genocidas deste terrorismo de Estado.
Os povos do mundo lamentam a morte de inocentes no ataque de 11 de setembro nos Estados Unidos, mas esse sentimento não fará diminuir o ódio que sentem pelo imperialismo norte-americano.
Para entendermos esse ataque devemos analisar em que momento ele ocorre. O sistema capitalista vive o desenvolvimento da maior crise econômica de sua história e para superá-la necessita intensificar violentamente a exploração dos países dominados e ao mesmo tempo encurralar as potências européias e asiáticas, suas concorrentes. Para isto tem implementado suas políticas de criação da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) e seu plano de militarização da região Amazônica, que tem a esfarrapada desculpa de combate ao tráfico de drogas, alem do chamado Plano Colômbia. Mas a aplicação de toda sua política imperialista tem encontrado uma forte resistência na luta das massas e nas revoluções que estouram pelo mundo afora. Agora, com este ataque sofrido pelo imperialismo, eles encontram a justificativa para acelerar seus sinistros planos.
O que estamos vendo agora, a mídia 24 horas martelando o assunto, mostrando e difundindo solidariedade aos Estados Unidos de um lado e por outro o anúncio de um rol interminável de medidas que os Estados Unidos, como vítima do maior “atentado terrorista” da história imporão a todo mundo. Na situação do mundo hoje, às bordas de uma colossal catástrofe econômica, é tudo de que o governo dos Estados Unidos precisava para desatar a mais odiosa campanha de militarização, caça às bruxas, perseguição, intolerância, racismo e guerra contra-revolucionária, na busca de aprofundar ainda mais seu controle sobre todo o mundo.
Neste caso, tudo nos leva a crer que os acontecimentos de 11 de setembro são um ato brutal de provocação, sem precedentes e de fazer inveja aos mestres nazistas da manipulação. Uma semana após estes acontecimentos fica a impressão ainda maior de que, se não houve a participação direta de setores econômicos e militares, no mínimo houve condescendência por parte de setores do poder norte americano. O que prova isto é, primeiramente, a dificuldade de realizar de forma tão sincronizada aquela ação e principalmente os resultados favoráveis que o governo Bush conseguiu para sua política. Conseguiu uma unidade em torno da política de aumento da violência e dominação sobre os povos; como um imperador romano, Bush diz que os EUA entraram em uma guerra dos “civilizados contra os não civilizados”. Quem mais saiu beneficiado com os acontecimentos de 11 de setembro foram os setores mais reacionários e retrógrados do poder norte-americano, ligados aos setores bélicos, que lançam e sempre lançarão mão de ações semelhantes para adiar suas inevitáveis crises.
Agora está sendo arquitetada uma invasão ao Afeganistão, utilizando-o como bode-espiatório. Querem que o povo pobre afegão pague com suas vidas em nome de uma retaliação. Criam internamente um sentimento racista anti-árabe (semelhante ao que os nazistas fizeram com os judeus na Segunda Guerra) e tentam exportá-lo através da mídia serviçal. Jornalistas da globo reivindicam a todo instante e tentam provar a legitimidade de uma vingança imperialista. Não podemos aceitar que nenhum país seja bombardeado; devemos combater o racismo ianque e dar toda solidariedade ao heróico e lutador povo árabe.
Os povos oprimidos de todo o mundo devem resistir e se preparar para grandes embates contra este monstro imperialista. Chegou o momento, mais que nunca, da união de todos os explorados e oprimidos do mundo. O imperialismo tenta jogar os povos lutadores do mundo na defensiva, tenta intimidar as massas para que estas não se levantem; colocam toda sua arrogância de fora e além de “Polícia do mundo” querem ser agora também os juízes, achando-se no direito de decretar que “quem não está do lado deles está do lado do terrorismo”. Não podemos titubear! Devemos nos preparar para resistir a toda exploração e opressão dos ianques. Por trás de toda a arrogância imperialista está o enorme temor que sentem das massas organizadas; se tem que reprimir os povos com tanta violência é justamente para afastar os pesadelos que os assombram todos os dias - lembranças como a da guerra do Vietnã onde foram derrotados pelo “pequenos gigantes” vietcongs com suas varas de bambús, que enfrentaram e venceram a potência imperialista. Por isto o presidente Mao Tsetung chama os imperialistas de “tigres de papel”, pois na aparência são fortes mas historicamente são de papel e serão varridos da história. O destino do imperialismo “é provocar distúrbios e fracassar, voltar a provocar distúrbios e fracassar”; não tenhamos dúvida frente a organização e decisão dos povos dos países dominados. Os imperialistas voltarão fracassar inevitavelmente!
Povos revolucionários de todo o mundo, uni-vos e derrotai o imperialismo e todos os reacionários dos diversos países!
Palestina e demais povos árabes!
Abaixo o imperialismo! Ianques go home!
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