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Por uma Nova Bandeira

direitoUFMGA experiência histórica confirma a importância do movimento estudantil nas lutas pelas transformações da sociedade. Confirma também que ele só cumpriu este papel quando se dedicou a servir ao povo e à sua causa. Isto significa que devemos combater essa sociedade degenerada que aí está, baseada na exploração do homem pelo homem, na busca pelo lucro material como fim, no egoísmo e no individualismo. Hoje, mais do que nunca, o movimento estudantil deve combater implacavelmente toda esta podridão e lutar por um mundo novo.

A situação em nosso país é a de uma aguda crise econômica, social e política. De forma concentrada ela se expressa como crise moral do velho e podre Estado de grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo, principalmente o norte-americano.

A situação em nosso país é a de uma aguda crise econômica, social e política. De forma concentrada ela se expressa como crise moral do velho e podre Estado de grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo, principalmente o norte-americano.

mlmE são estas condições objetivas que determinam a situação revolucionária em desenvolvimento no país, que empurra as massas para a luta. Os gerentes de turno do Estado brasileiro fazem de tudo para aplicar os planos que assegurem os interesses imperialistas e as reformas que perpetuem a velha, corrupta e opressora máquina estatal. É em razão disto que seguem pendentes no país o problema agrário e nacional, nunca resolvidos, os quais constituem-se no ferrolho que mantém as massas populares trabalhadoras na mais intensa exploração e opressão e a nação submetida ao imperialismo. Para levar adiante a tarefa democrática revolucionária de libertar as massas populares e a nação, é imprescindível que o movimento estudantil tome parte ativa na frente única revolucionária juntamente com a classe operária, os camponeses pobres e a pequena burguesia democrática.

queima-anepA luta contra o imperialismo, principalmente o norte-americano, é parte inseparável da luta por uma verdadeira democracia, assim como pela conquista da paz em todo o mundo. Não podendo superar sua gigandesca crise que beira à catástrofe, o grupo de monopolistas ianques comandados por Bush desencadeou, com os bombardeios ao Afeganistão, a luta pela nova partilha do mundo, colocando em marcha a preparação da nova guerra mundial. Fazer a revolução para derrotar o imperialismo e seus lacaios em cada país é o único caminho para a libertação nacional e popular e é a condição única de eliminar as guerras para sempre.

De forma especial ainda necessita-se da mais massiva luta por escolas e universidades que sirvam ao povo, por uma verdadeira educação baseada no conhecimento científico, educação que vincule o estudo investigativo com a produção e a luta popular. É necessário rebelar-se contra toda essa burocracia a serviço do capital, rejeitar as ilusões mesquinhas e os expedientes fuleiros que tentam nos empurrar como "autonomia e democracia", eleição para reitor por lista tríplice e outros. Na luta por uma escola e universidade novas lutemos para exercer o controle de todas as suas atividades por estudantes, professores e funcionários. O oportunismo que tem predominado no movimento, apodrecendo-o no reformismo mais reles e decrépito, tem por objetivo desviar os estudantes do caminho revolucionário.

opor2Através do reconhecimento de sua ordem institucional, de suas leis anti-povo, participando do farsante e corrupto jogo das eleições, legitima toda a situação de opressão e exploração sobre as massas populares. Traficando com os interesses dos estudantes e do povo, submetem tudo aos seus mesquinhos projetos eleitoreiros, processo que só fomenta o personalismo, a hipocrisia, a vaidade e a sede de poder pessoal.

anep1-plen2Para cumprir tarefas tão grandiosas e urgentes necessita-se daquele verdadeiro e autêntico movimento estudantil. Somente um novo movimento estudantil, popular e revolucionário pode impulsionar as massas estudantis para servir ao povo, servir aos interesses de nosso país e à humanidade, através do único caminho possível: o de mobilizar-se para a revolução, pela transformação completa de nossa sociedade, pela destruição de todo este sistema apodrecido, de exploração, miséria e opressão e pela construção de um novo poder de nova democracia que marche ininterruptamente para o socialismo, o poderdas massas populares, baseado na aliança da classe operária com os camponeses pobres.  Nos dias 29 e 30 de abril e 1° de maio de 2001, 500 ativistas estudantis, universitários e secundaristas, se reuniram em torno de uma Nova Bandeira: fundaram um novo movimento estudantil popular e revolucionário. O primeiro passo foi dado. Um grande passo! A tarefa dos estudantes revolucionários é a de erguer bem alto esta Nova Bandeira, construindo e desenvolvendo o novo movimento estudantil para servir ao povo e à revolução.

Levantemos juntos e vigorosamente a Nova Bandeira!