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MEPR COLOCA REVOLUÇÃO AGRÁRIA NA “PAUTA” DO SEMINÁRIO INTERNACIONAL E NACIONAL DE GEOGRAFIA AGRÁRIA!

pixao_na_entrada_da_uff-singa-1000 Ocorreu entre os dias 29 de outubro e 02 de novembro na Universidade Federal Fluminense o SINGA, Simpósio Internacional e Nacional de Geografia Agrária. Sem dúvida alguma um importante momento (e infelizmente não costumam ser tantos momentos assim) de discutir a realidade e trazer o povo para dentro da universidade.

A programação incluía mesas de debate, apresentações de variados trabalhos e excursões científicas. Participaram em torno de 500 pessoas entre professores, funcionários e representantes de movimentos populares de diversos países da América Latina e vários Estados do Brasil.

O MEPR, como Corrente que defende o caminho democrático-revolucionário para as Universidades e que tem como princípio agitar e propagandear a luta do nosso povo, agitar e propagandear a Revolução, não poderia deixar de estar presente.

Vários jornais murais, faixas, cartazes, pixações e panfletos davam o tom vermelho à Universidade. As palavras-de-ordem de “Viva a Revolução Agrária” e “Abaixo a criminalização do movimento camponês” ressoavam contundentes e aos poucos aquela Revolução, desconhecida para a maior parte das pessoas presentes, se tornava familiar e suscitava grande curiosidade, sede de conhecimento.

propaganda_singa-1000 O que ficou claro ao longo de todo o Simpósio foi a falência da dita “reforma agrária do governo” diante da crescente onda de repressão aos camponeses em luta, ao índice GINI (que mede a concentração fundiária) ter aumentado, segundo o censo agropecuário de 2006, do aluguel de 13 milhões de hectares da Amazônia para o chamado “agronegócio” e para o capital monopolista internacional, de Luis Inácio ter dito que os verdadeiros “heróis nacionais” são os usineiros(!) e por aí vai.

Houve quem tenha tentado defender a reforma agrária do governo. Ingrata tarefa essa, a de defender uma posição indefensável!

Tanto é assim que na última mesa do evento, com o tema “Estado e reforma agrária”, em que estava presente o professor Ariovaldo Umbelino (principal expoente da Geografia Agrária no Brasil e crítico ferrenho da falida reforma agrária do velho Estado) o presidente do INCRA, Rolf Hackbart, que havia confirmado presença, desmarcou em cima da hora e não enviou nenhum representante. Quem não tem o que dizer prefere se esconder...

Também ficou evidente a necessidade da jornal_mural_singa-1000 Universidade discutir os problemas do nosso povo. Todos os estudantes ali presentes estavam ávidos, sedentos de discutir a realidade do nosso país. Essas atividades, de levar o povo para ocupar as universidades e de levar os estudantes e professores até o povo, não podemos esperar que ocorram apenas em eventos acadêmicos como esse. Cabe ao movimento estudantil autêntico, revolucionário, cumprir essa tarefa que é parte da luta por democratizar as universidades e transformar radicalmente a estrutura do nosso país. O compromisso de cumpri-la nós do MEPR assumimos, desde sempre.

No domingo, último dia de discussões, fizemos uma ampla propaganda para a exibição do vídeo do “Corte Popular” realizado pela Liga dos Camponeses Pobres na fazenda Riachão, em Lagoa dos Gatos, agreste pernambucano. Essa política de mobilizar a população camponesa, entrar na área e iniciar a produção e o Corte e construir instrumentos de Poder voltados a organizar a vida do povo constitui uma demarcação de campos entre o caminho revolucionário do movimento camponês (representado no nosso país pela Liga dos Camponeses Pobres) e o caminho reformista conciliador propugnado pela direção do MST. O Corte Popular representa, na verdade, uma grande vitória da Revolução Agrária no nosso país.

E então professores e estudantes do Brasil e da América Latina assistiram ao vídeo. E se impressionaram com as cenas que mostram um povo que luta, que se organiza, um povo que está fazendo a revolução no nosso país.

 

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Praticamente todas as falas das mesas principais do SINGA fizeram referência ao caminho da Revolução Agrária e àquela juventude disposta a lutar e viver com nosso povo. O Simpósio Internacional e Nacional de Geografia Agrária pela primeira vez, podemos dizer, teve a Revolução Agrária na sua pauta de discussões.

Agora, aos estudantes de Geografia resta arrumar as malas e ir com tudo para o seu Encontro Nacional em janeiro próximo. Nós do MEPR lá estaremos, como sempre, com o imenso orgulho de sermos acima de tudo estudantes do povo.

 

Baixe os panfletos distribuidos durante o seminário:

 

Derrubar os muros da universidade, servir ao povo no campo e na cidade!

Viva a Revolução Agrária!