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Eleições para o DCE da UNB: Abandonar as ilusões eleitoreiras, construir um Movimento Estudantil Rebelde!

Faça o download em pdf do panfleto distribuido:


UNE_vendida_abraa_sua_chefe As mobilizações e ocupações de reitorias ocorridas em 2007, quando da implantação do REUNI em todas as Universidades Federais do país, já alertavam os sérios problemas que este traria à educação pública. Hoje, decorridos 4 anos de sua aplicação, as consequências escancaram-se para toda a comunidade Universitária, e não há quem possa negar seus efeitos nefastos e defendê-los com argumentos. Como se não bastasse toda a precariedade que se encontra a educação no país, o governo do PT ainda cortou, deste setor, 5,1 bilhões de reais nos últimos 2 anos, sendo 3,1 bi somente este ano, além de congelar os concursos públicos (principal forma de renda da UnB e de outras universidades) e pôr em marcha a privatização dos Hospitais Universitários.

Contra essa onda de ataques, a reação dos trabalhadores e dos estudantes já começou. A greve dos professores nas redes estaduais abarcou nove estados. Nas universidades novas mobilizações estudantis explodiram de norte a sul do país. Já se somam dezenas de lutas e 11 ocupações de reitorias. Os estudantes que por ora entraram pelo REUNI enganados com a demagogia do governo de "democratizar" o acesso ao ensino superior, agora sentem na pele a precarização e, lutam pelo seu direito a uma educação de qualidade!

 

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Em nossa Universidade a situação é caótica: salas superlotadas; professores sobrecarregados; o acervo da biblioteca insuficiente; passamos horas na fila do RU; faltam laboratórios; obras atrasadas (vejam o caso de Ceilândia que já são 3 anos de enrolação); assistência estudantil precária, etc. Esses e outros vários problemas diretamente ligados ao inchaço que passa a universidade sem estrutura, são consequências da contrarreforma universitária aplicada pelo gerenciamento do PT e ditada pelo Banco Mundial.

Em contra partida tivemos várias lutas: dos moradores da Casa do Estudante; as mobilizações do Instituto de Artes; do Movimento SOS HUB e a mais recente ocupação da reitoria pelo Movimento "Sem Campus" de Ceilândia, pra citar algumas. Embora todas tenham a mesma causa, elas ocorreram fragmentadas e isoladas umas das outras, isto porque, a última gestão ("Amanhã vai ser maior"/UNE) do Diretório Central dos Estudantes (dividida nas CHAPAS 1,4 e 6 neste processo eleitoral) não cumpriu seu papel e além de não articular as lutas procurou desmobilizá-las por dentro.

Não cumpriu seu papel porque na prática não representou os estudantes e sim os interesses da reitoria e do governo. Essa gestão foi composta principalmente por militantes da UNE/Articulação de Esquerda do PT, que apoiaram a candidatura do atual Reitor José Geraldo também do PT, sendo vários deles acessores de parlamentares como a Erika Kokay e também funcionários do governador Agnelo. Isto explica cabalmente porque o DCE não fez nada pelos estudantes: porque tem rabo preso com a reitoria e com o governo! Ora, como pode representantes do governo falarem em nosso nome se é justamente o governo quem corta verbas, quem criminaliza as lutas dos estudantes e trabalhadores, quem aplica uma política de destruição da educação pública, ou seja, contra quem lutamos diariamente? Dizemos: não pode mais! Romper com o governismo na verdade é o primeiro passo para o avanço do movimento estudantil!

 

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Além do governismo descarado representado pela UNE/PT, o movimento estudantil brasileiro também é parasitado pelo oportunismo de outros partidos eleitoreiros que, com falsos discursos de independência e combatividade, utilizam as demandas e mobilizações estudantis como instrumentos para colher frutos eleitorais. Organizações como a ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre), atrelada ao PSTU e Coletivo Vamos a Luta! do PSOL, representados respectivamente, nessas eleições, pelas chapas 2 e 5, são os exemplos mais claros dessa prática.

Sua postura nas lutas estudantis pelo país, e também na UnB, já é conhecida: apostando unicamente no caminho da legalidade e da "negociação rebaixada", essas correntes, arrastadas pela torrente e revolta das massas estudantis, se posicionam, num primeiro momento, a favor das lutas e assumem posturas aparentemente combativas; quando as mobilizações se intensificam e a radicalização das lutas entra em pauta, seu compromisso com o Estado se manifesta, seu desejo de compor os espaços institucionais e de se cacifar para carreira política fala mais alto.

Ausentes quase que por completo das lutas e mobilizações estudantis, mas presentes quando se trata da disputa de entidades e espaços de representação, estão os coletivos de direita. Representados pela chapa 3 (aliança da T.A.U grupo de direita e a oportunista UJS/PC do B) e chapa 8, essas organizações pregam um discurso de pluralidade e "excelência".

Na verdade, são as defensoras mais ferrenhas dos privilégios e da privatização das universidades públicas. Se posicionam contrariamente a diversas bandeiras históricas do movimento estudantil brasileiro, como a democratização das universidades, com representação paritária nos conselhos; defendem a presença repressora da polícia no campus e são avessos a qualquer tipo de mobilização e luta estudantil que escape minimamente a legalidade aristocrática e ditatorial da universidade. Em resumo, não representam o movimento estudantil e nem estão inseridos em sua dinâmica, pois, essencialmente, rechaçam as lutas em nome da burocracia.

 

O Novo Caminho para o Movimento Estudantil Brasileiro

 

Não te detenha nas cores,
na superfície das coisas:
só tomam as luzes por flores
desavisadas mariposas...
Ilusões – R. Ventura

 

Protesto_pelo_passe_livre_em_TeresinaLonge de fazer unidades sem princípios, rebaixando históricas bandeiras do movimento estudantil, os/as estudantes devem brigar para construir um ME independente dos partidos eleitoreiros, que usam as entidades estudantis como trampolins para chegar ao parlamento, ou seja, para traficar com nossos interesses em função de cargos no velho Estado. Não pretendemos defender uma suposta "apolitização" ou "apartidarismo", mas a experiência tem demonstrado o aparelhamento das entidades por esses grupos que mantêm um verniz de esquerda, com bravatas de "pluralidade", discursos pretensamente revolucionários, mas que na prática cotidiana traem os estudantes, conduzindo as entidades para o mais crasso oportunismo, paralisia, burocratismo, etc.

É tarefa urgente dos estudantes conduzir novamente o movimento estudantil brasileiro para o caminho da luta, retirá-lo dessa politicagem, se desvencilhando desses partidos, de suas velhas práticas de cooptação, intimidação, que só envergonham e enojam os/as que lutaram e lutam pelos históricos anseios do povo. Isso só é possível abandonando as ilusões legalistas e pacifistas de conchavos com reitorias e governos, construindo um novo M.E, que defenda a justa rebelião do povo, no campo e na cidade.

Brigar com unhas e dentes por uma educação pública, pela ciência à serviço do povo é, portanto, combater de forma inseparável essa velhacaria predominante no movimento estudantil!

Ao contrário de aparecer uma vez por ano nas salas de aulas para apresentar os programas mesquinhos de seus partidos, necessitamos de um DCE que levante os estudantes e seja capaz de organizar e dar direção justa e consequente às lutas. Um DCE que mobilize a ampla maioria dos estudantes (e não apenas um suposto setor "proletário" como pensam os companheiros da RECC) e que coloque na ordem do dia, para todos e não apenas para uma estreita "vanguarda", a necessidade da luta pela transformação revolucionária de nosso país! O movimento estudantil não é só eleições para entidades, a forja do novo M.E deve ser em meio às lutas combativas, destemidas e independentes!

 

Participe conosco nesta luta!

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Comentários  

 
0 #3 Saudações Yasmim 03/11/2011 23:17
Seja bem vinda, explorem bem nosso sito, afinal procuramos abordar sempre temas diversos, mas que dizem respeito à vida do povo e suas lutas. Ficamos felizes e caso tenha queira contribuir de alguma foram estamos abertos

saudações combativas!
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+1 #2 dilma 03/11/2011 22:34
PALAVRAS DA dilma
“É preciso proteger nossa economia e também nossos empregos. Hoje, mais do que nunca, é imperativo defender a indústria brasileira e as nossas exportações”

ESSA É BANDIDA! TAL SE VENDEU JÁ FAZ ANOS E FICA COM ESSES DISCURSOS DE "171". MULHER PILANTRA!

MAS É BANDIDA"
Mais um texto forte cheio de verdasdes gritantes...
Pare o mundo porque eu quero saltar!!!
Não consigo nem mesmo pacificar meu coração.
Se o mundo à minha volta está chegando ao fim, o meu mundo interior parece que já se acabou e minha alma agora é um fantasma vagando sem saber pra onde!!!
sou estudante de odontologia da usp faz uma mês que acompanho o site de vcs.
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0 #1 abaixo o velho estado ! 03/11/2011 22:30
Não adiante LULA, pré-sal, Amazonas, um pais lindo e belo, enquanto os Brasileiros estiverem sendo explorados esta ruim, não vale nada o LULA falar; "que nunca na história desse pais" e continuarmos sendo explorados ao máximo, pagando 7 mil numa coisa que não vale nem 700, pagar 3 reais na gasolina enquanto tem pais pagando 30 centavos, ESTÁ RUIM! Isso acaba aumentando a Concentração de Renda e acaba com o Pais, ninguém “cresce assim”, somente os mais ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres... abaixo o velho estado burgues latifundiario viva a nova democracia ineterrupta ao socialismo !
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