CHILE
Após meses de protesto os estudantes chilenos terminam o ano com quase todas as escolas e universidades ocupadas e com uma manifestação no centro de Santiago (22/12), a manifestação foi convocada como a última do ano, mas com a promessa de continuarem com um novo vigor no ano de 2012. As batalhas dos estudantes do Chile nos últimos oito meses por uma educação pública, gratuita, de qualidade e que sirva ao povo, são páginas inapagáveis da história de lutas dos povos.
Os estudantes chilenos encerravam assim um ano marcado por oito meses de protestos para exigir o fim do sistema educativo herdado da ditadura de Augusto Pinochet, e que, diante da falta de resposta do governo do presidente Sebastián Piñera, continuarão, certamente, em 2012.
As moblizações são fruto das reformas impostas pela ditadura de Pinochet (1973-1990), que reduziu a menos da metade o aporte público à educação e impulsionou a entrada das escolas e universidades privadas, hoje apenas 40% dos estudantes chilenos vai a colégios públicos gratuitos, enquanto não existe essa possibilidade no nível superior. É a completa privatização da educação, modelo do Banco Mundial, que paulatinamente vem sendo implantado no Brasil.
MÉXICO
Dois manifestantes foram assassinados pela polícia mexicana no dia 12 de dezembro durante uma marcha estudantil que reivindicava o aumento do número de locais disponíveis para estudar na escola rural de Ayotzinapa, no estado de Guerrero, e o aumento do subsídio aos estudantes que frequentam a instituição.
Centenas de estudantes marchavam em passeata quando a polícia interveio com extrema truculência, deixando dois estudantes mortos, 15 desaparecidos e dezenas de feridos, um em estado grave. O confronto aconteceu perto de Chilpancingo, capital de Guerrero, a 270 quilômetros ao sul da capital mexicana.
Não se curvando diante da repressão, os estudantes lançaram bombas incendiárias para responder a provocação policial. Os corpos dos dois jovens ficaram estendidos na estrada por um longo tempo. O governador Angel Aguirre e as “autoridades” locais até não deram um pronunciamento oficial sobre o episódio, apenas alegando que o crime teria sido realizado por grupos paramilitares, afirmando que foram “civis que realizaram o tiroteio”.
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=4LV1nZ6PYWA&feature=player_embedded
BOLÍVIA
Em novembro a polícia boliviana reprimiu um protesto dos estudantes da universidade de El Alto, município vizinho a capital La Paz, deixando pelo menos 20 feridos e 54 detidos.
Os estudantes exigiam a divisão dos recursos públicos entre as universidades públicas de La Paz e região. Com cerca de vinte mil alunos, a universidade de El Alto se recusa a receber apenas 20% do orçamento da educação prevista para 2012 em La Paz e pede 50%.
Os estudantes responderam a repressão policial interrompendo a autoestrada que leva ao aeroporto da cidade por duas horas e atacando com paus e pedras cabines policiais e uma delegacia.
COLÔMBIA
Estudantes da Colômbia estiveram de greve por mais de um mês, entre os meses de outubro e novembro. A greve se alastrou por 32 universidades e várias escolas de todo país abarcando mais de meio milhão de estudantes.
Os protestantes sempre traziam palavras de ordem que lembravam a luta dos estudantes chilenos.
A greve estudantil foi uma resposta a um projeto de lei que privatizava a educação superior, aos moldes do que tem sido implantado em toda América Latina, seguindo o modelo já implantado no Chile. A greve teve fim em 17 de novembro quando, acuados, os deputados chilenos votaram por unanimidade o arquivamento de tal projeto de lei.
DEFENDER COM UNHAS E DENTES A EDUCAÇÃO PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE!
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