Reproduzimos nota da ABRAPO - Associação Brasileira dos Advogados do Povo contra a recente campanha de difamação e repressão por parte de setores reacionários da Universidade e da cúpula latifundiária que domina o estado de Rondônia aos professores progressistas da UNIR - Universidade Federal de Rondônia.
Leia e entenda o caso:
- Estudantes da UNIR continuam em Greve!;
- NOTA PÚBLICA DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO DO CAMPUS DE ROLIM DE MOURA;
- NOTA DE REPÚDIO! - DCE/UNIR e CA's;
- Repudiamos os ataques apócrifos aos professores democratas do Campus de Rolim Moura da UNIR;
- PROFESSORA DA UNIR É AMEAÇADA DE MORTE;
A Associação Brasileira dos Advogados do Povo (ABRAPO), seção brasileira da Associação Internacional dos Advogados do Povo (IAPL), diante da campanha sórdida de difamação e repressão aos professores progressistas da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), e especialmente as ameaças de assassinato perpetradas contra a professora universitária Marilsa Miranda de Souza, vem protestar pelo respeito às prerrogativas constitucionais desses profissionais, bem como exigir medidas efetivas para garantir a segurança da comunidade acadêmica daquela Universidade.
Os ataques, provenientes de setores reacionários da Universidade e da cúpula latifundiária que domina o estado tiveram início com a divulgação de mensagens eletrônicas apócrifas - aliás encaminhadas pelo próprio Reitor, Sr. Januário Amaral -, atacando a honra dos docentes do Departamento de Educação, sobretudo da professora Marilsa. Ao mesmo tempo, há fontes seguras de que pistoleiros já teriam sido contratados para por fim à vida da referida professora, uma probabilidade real, considerando que a pistolagem é uma verdadeira instituição em Rondônia, um estado controlado pelo latifúndio e assolado pela corrupção e a impunidade.
O mais absurdo é que essa perseguição teve início após os professores, na última greve, terem questionado as negociações efetuadas pela Universidade relativa à compra de um terreno por 8 milhões de reais, cujo valor não ultrapassa 1,5 milhão de reais, enquanto a administração justifica não ter recursos para pagar àgua, energia elétrica, comprar livros. Sintomático é que o proprietário do terreno, que fez acusações à professora Marilsa, em rede de televisão, de impedir o “negócio”, tenha relações familiares com a alta administração da Universidade, bem como o ex-governador Valdir Raupp, e sua esposa (deputada Marinha Raupp), empenhados na transação lesiva ao patrimônio público.
A ABRAPO solidariza-se com os professores e estudantes da UNIR, vítimas desses ataques e ameaças de morte, e denunciará tais fatos internacionalmente e às autoridades brasileiras, sobretudo ao Ministério Público Federal, exigindo providências no sentido de que seja investigada a ação difamatória, a encomenda no assassinato da professora Marilsa, e, ainda, o processo de aquisição desse imóvel, lesiva ao patrimônio público.
Conclama, outrossim, a todos os democratas, trabalhadores, estudantes, intelectuais progressistas, a cerrarem fileiras contra as ações dos serviçais do imperialismo, que a exemplo de outras regiões dominadas pelo latifúndio, como no estado de Rondônia, atuam, com todo o tipo de arbitrariedades, usurpando os bens da coletividade e manchando as mão de sangue, para reprimir as lutas dos povos pela democratização da terra, pelo progresso social e intelectual.
Diretoria da ABRAPO
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