O aumento na tarifa do transporte público de Goiânia foi anunciado. A Prefeitura (PT) e as empresas, dando como certo o aumento da passagem, planejam apenas se o preço pulará dos atuais R$2,25 para R$2,50 ou para R$2,75. No entanto, esqueceram de uma coisa: para subir um centavo sequer, terão que enfrentar a combatividade de todos os estudantes e trabalhadores da cidade!
O transporte na região metropolitana de Goiânia tem ficado cada vez pior, a superlotação e os atrasos são regras e as quebras mecânicas dos veículos são freqüentes. Diante disto a população espontaneamente demonstra seu descontentamento parando alguns terminais na cidade, cobrando melhorias. Os motoristas acenam com indicativo de greve para aumento de salários e melhores condições de trabalho.
Com o anúncio de aumento para dia 1º de abril, essa foi a data escolhida para o início da jornada de lutas pelo passe-livre e contra o aumento. O MEPR, Grêmio do Lyceu,
Grêmio do CEFET, e CAs de Pedagogia e Psicologia da UFG, contando com o apoio de outras entidades, conformaram o Comando de Luta e se lançaram na organização e mobilização de uma primeira manifestação.
A manifestação ocorreu de forma vitoriosa, de forma tão combativa e massiva, que há tempos o povo goianiense não via. Cerca de 500 estudantes tomaram as ruas dizendo não ao aumento abusivo do transporte público e deixando bem claro que se houver aumento da passagem, haverá rebelião e a cidade inteira vai parar!
Com as palavras de ordem “Se a passagem aumentar, o pau vai quebrar!” e “Não vamos mais pagar, Passe Livre já!”, os estudantes que se aglomeraram no centro e percorreram as principais vias da cidade, interrompendo o trânsito e passando na porta do Sindicato Patronal das Empresas (SETRANSP) e no Palácio do Governador para mostrar sua fúria.
Quando os manifestantes fecharam o principal cruzamento da cidade (Av. Goiás com Av. Anhanguera) a Polícia Militar tentou acabar com a manifestação. Tal atitude teve como resposta um vitorioso confronto em que os estudantes não saíram derrotados. Pelo contrário fortaleceram sua convicção no poder do povo: os trabalhadores que estavam no local mostraram total solidariedade aos estudantes, participando do confronto com a polícia. E assim a manifestação continuou de maneira ainda mais entusiasmada e coesa.
Os estudantes secundaristas eram, sem dúvida, a maioria absoluta na manifestação. Eles provaram que o Movimento Estudantil segue combativo como nunca, ao lado do povo e não do governo! Ao contrário do que faz os oportunistas e governistas da UNE/UBES/UGES, que dois dias antes da manifestação foram pra porta do Colégio Lyceu falar pros estudantes não participarem da manifestação. É claro que não convenceram ninguém, porque não só os estudantes do Lyceu, mas também de outros colégios secundaristas estavam presentes, lutando por seus direitos e pelos direitos do povo.
CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM!
PASSE – LIVRE JÁ!
REBELAR-SE É JUSTO!
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