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MEPR e organizações democráticas defendem a Punição aos torturadores e criminosos do regime militar no desfile da falsa independência:

Manifestao_em_BH

Em várias capitais do país, no último dia 7 de setembro, o MEPR juntamente com outras organizações democráticas de defesa dos direitos populares, como o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (CEBRASPO) e a Associação Brasileira de Advogados do Povo (ABRAPO) honraram os heróis do nosso povo tombados no período do gerenciamento militar (1964-1985), erguendo alto a bandeira da punição exemplar para os crimes cometidos durante esse período, tanto para executores como para mandantes e financiadores.

Essa data do 7 de setembro, aliás, que nada tem de popular, tem servido apenas para ensalsar a imagem das forças armadas reacionárias e das polícias militares, que a cada dia ampliam sua lista de crimes cometidos contra nosso povo. Celebrar o que, afinal, se nosso povo não é livre e nosso país não é independente?

Manifestao_pela_Punio_em_Pernambuco

Um exemplo é que passadas quase três décadas da chamada “redemocratização”, os crimes cometidos pelo gerenciamento militar seguem impunes. Assassinatos, torturas, estupros, seqüestro, ocultação de cadáveres, enfim, todo tipo de violações de direitos e condutas sórdidas e torpes adotadas pela contra-revolução no poder seguem completamente impunes. Crimes como a tortura, por exemplo, que a própria Carta da ONU e acordos dos quais o governo brasileiro é signatário (como o Pacto San Jose) declaram como de lesa-humanidade e, portanto, IMPRESCRITÍVEIS, seguem sem apuração e punição de responsabilidades, sob o vil guarda-chuva da infame Lei de Anistia, que nada mais foi que uma auto-anistia.

Ato_em_Braslia

Manifestao_PE

Faixa_que_foi_aberta_em_Braslia

Ainda: não só não houve apuração e punição como os arquivos do regime militar seguem vedados ao público, com a prorrogação feita pelo governo do PT do caráter sigiloso de documentos que se tornariam de domínio público.

Por essas e muitas outras razões os ativistas políticos mais conscientes foram às ruas no 7 de setembro e fizeram toda a claque de filhotes do regime militar, incluída aí a esquerda oportunista que de mãos dadas com aqueles gerencia agora o velho Estado brasileiro, engulir a consigna de “Apuração e Punição para executores e mandantes das torturas, assassinatos e desaparecidos pelo regime militar”!

"No RJ, além de estender a faixa, manifestantes fizeram discursos em frente às arquibancadas, ganhando a adesão inclusive dos bombeiros que protestavam contra o gerente estadual Sérgio Cabral".


 

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