Temos dito em nossa página, desde há meses, que o atual gerente ianque nada poderia fazer de diferente em seu mandato que os seus antecessores, no afã irrealizável de salvar o imperialismo ianque da sua derrocada. Isso enquanto não poucos setores da dita “esquerda” alimentavam cândidas ilusões, “expectativas”, “aguardavam os acontecimentos” para se posiciona...
Mas, afinal de contas, pode haver dúvida?
O complexo militar-industrial ianque, e seu Estado, é o maior grupo de salteadores, terroristas, da história da Humanidade. Têm em sua enorme conta de crimes assassinatos de lutadores, dirigentes democráticos e revolucionários, chefes de Estado, golpes militares e o financiamento dos regimes mais retrógrados e sanguinários que têm estado sobre a Terra, único país a lançar bombas atômicas sobre seres humanos, etc, etc. Por que? Porque, rumo ao túmulo da História, nada mais pode fazer que os outros grandes impérios que já passaram pelo mundo: retardar com base em sangue o seu declínio, até ser enforcado com as suas próprias cordas.
Logo que assumiu o boneco Obama anunciou não apenas a permanência das guerras de rapina levadas a cabo no Oriente Médio como também o envio de mais 30 mil assassinos para o Afeganistão. Agora vem o complemento lógico: uma ofensiva conjunta de vários países (denominada Mushtarak) sob direção absoluta dos generais ianques, totalizando 15 mil militares, concentrada na região da cidade de Marjah, ao sul do Afeganistão.
O cinismo dos senhores da guerra não tem mesmo limites: segundo comunicado da OTAN, reproduzido no monopólio internacional de imprensa, essa operação seria um teste de uma suposta “nova estratégia de operações voltadas à proteção de civis”. Pois bem, já no segundo dia de um selvagem ataque contra a população os criminosos de guerra já eram obrigados a reconhecer (imaginem o que eles não reconhecem!) 12 mortos civis em virtude de bombardeios. O comandante da ofensiva, general Stanley McChrystal, chegou a pedir “desculpas” às famílias das vítimas...Imaginem!
O Destino infalível do imperialismo é a sepultura!
A realidade, entretanto, tem dado conta de desmascarar a contra-informação disseminada pelo imperialismo e seus planos de guerra e de morte. Quando do início da guerra contra o Afeganistão, em 2001, toda a imprensa reacionária, num milionário esforço de terrorismo e culto à “força bélica” e “invencibilidade” ianque falavam sobre uma tal “guerra relâmpago”. Exatamente como os nazis, lembram?
Pois é, a “guerra relâmpago” completa já nove anos! E um outro conto de fadas, de que os grupos da resistência não passam de “terroristas”, sem apoio da população também se esfarela ao vento. Ora, seria possível uma resistência sustentar uma luta de já quase uma década contra a maior potência econômica e militar do planeta sem estar profundamente abrigada no seio das massas populares? Não, não é possível. Sem falar no funesto argumento de que a agressão aos povos iraquiano e afegão se dá em função de “defender a democracia”...Democracia sustentada por 100.000 invasores armados e que não é invocada em relação às monarquias absolutas (petromonarquias) de Arábia Saudita e da Jordânia, por exemplo, históricas lacaias e cães de guarda do imperialismo ianque na região.
Mas o destino do imperialismo não pode ser outro que o de semear ventos e colher tempestades. Porque a lei de ferro gravada na história de que onde há opressão há resistência não pode deixar de impor-se inelutavelmente. Ora, somente em 2009, ano em que recrudesceu a ofensiva contra o Afeganistão, foram exterminados naquele país 481 invasores dos quais 297 eram soldados ianques. Quanto a essas “mega-ofensivas”, que objetivam efeitos tanto militares quanto morais (em virtude de maciça propaganda bombardeada sobre as massas) nós já sabemos qual fim elas aguardam. Os dois recentes exemplos de derrotas de Israel, no Líbano em 2006 e na Palestina no fim de 2008 e início de 2009, com o apoio incondicional do imperialismo ianque, nos mostram o resultado final. Porque todo o cortejo de horrores, de crimes de guerra, de estupros, assassinatos e agruras indizíveis contra a população, que acompanham essas “mega-operações” na proporção direta da sua quantidade e intensidade, só serve a aumentar o ódio contra os invasores, a unir o povo ao redor dos heróicos combatentes que dão exemplo de abnegação e de não se render, a centuplicar o legítimo e belo sentimento de vingança, de justiça.
Nós estudantes devemos repercutir nas escolas e universidades os crimes cometidos pelo imperialismo ianque, pintado nos filmes de Hollywood como a “terra das oportunidades”, e, mais que isso, repercutir a vitória dos povos contra esse monstro. Porque tão impossível quanto derrotar os povos que lutam por sua libertação, e por isso mesmo, é fazer a roda da história girar para trás.
MORTE AO IMPERIALISMO!
VIVA A HERÓICA RESISTÊNCIA DOS POVOS AFEGÃO, IRAQUIANO E PALESTINO!
OPERÁRIOS, POVOS E NAÇÕES OPRIMIDAS DO MUNDO: UNI-VOS!
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