Lá como aqui, repressão não calou a manifestação antiimperialista
Todo o esforço do imperialismo ianque e dos monopólios da imprensa colonizada latino-americana, visando apresentar Obama como uma viragem do imperialismo ianque no sentido da “paz e democracia”, foi demolido pela ação contundente e rebelde dos povos do cone-sul. O povo brasileiro fez a sua parte, e não obstante a inaceitável e ilegal repressão aos manifestantes presos durante combativo protesto em frente ao consulado norte-americano, melou o circo armado para receber o genocida gerente ianque, mostrando que a repressão longe de intimidar apenas atiça e justifica ainda mais a resistência.

No Chile, país que Obama visitou segunda e terça-feira, 21 e 22, antes mesmo da sua chegada já haviam estudantes e trabalhadores nas ruas protestando contra a sinistra passagem do imperialismo por seu país. Na segunda-feira dois protestos, um em Santiago outro em Concepción, terminaram em confrontos dos manifestantes com a polícia, culminando na prisão de 12 e 7 manifestantes em um e outro ato, respectivamente. Em Santiago, a fim de dispersar a manifestação, a polícia chilena chegou a utilizar carros com canhão d’água. O objetivo dos militantes era chegar até o Palácio La Moneda, sede do governo chileno, aonde o gerente Sebastián Piñera recebia Obama. La Moneda é o mesmo palácio governamental que foi bombardeado pelas forças armadas reacionárias chilenas durante o golpe militar de 11 de setembro de 1973, golpe esse que foi financiado e dirigido pelo USA através da CIA e Departamento de Estado norte-americano.
Trata-se, portanto, de mais uma infâmia, um verdadeiro escárnio contra o povo chileno e latino-americano! Aliás, inquirido por um jornalista sobre essa questão, Obama teve a cara-de-pau de dizer que “Os Estados Unidos não podem ficar presos pela história”.
Na verdade, a essa impostura, os povos da América do Sul tem respondido: A América Latina é que não pode ficar presa ao imperialismo!
Saudamos o combativo povo chileno, e repudiamos a prisão dos ativistas durante os protestos. Lá como aqui, evidentemente, longe de sufocar a luta, a repressão somente mostra como os gerenciamentos de turno dessa região não passam de dóceis lacaios do imperialismo, e que o aparelho de Estado nada mais é que aparelho de repressão para garantir a perpetuação da dominação do imperialismo, da grande burguesia e do latifúndio.
À violência reacionária perpetrada diariamente pelo imperialismo contra nossos povos estes respondem e responderão crescentemente com vigorosa e justa violência revolucionária!-
Fora ianques da América Latina!
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