No último mês os EUA publicaram seu já famoso Relatório De Práticas De Direitos Humanos Por Países referente ao ano de 2010. Esse é um relatório onde os ianques, em exercício de sua infinita arrogância e dominação, avaliam a situação do que eles chamam de “direitos humanos internacionalmente reconhecidos” em todos os países estrangeiros membros das Nações Unidas e de relevância política mundial. Obviamente, como era de se esperar, nem esse Relatório nem nenhum outro trata de como os próprios Estados Unidos lidam com direitos básicos do povo, seja em seu território ou no estrangeiro.
Esta última edição do Relatório serve claramente para sustentar a política sanguinária do imperialismo, de intervenções em diversos países sob o lema de “exportar a democracia americana”. Tanto nos países pintados pelos ianques como o Eixo do Mal (China, Rússia, Irã, Venezuela, Coréia do Norte) como nos países árabes em luta por libertação nacional os USA trataram de “revelar” milhares de problemas e sugerir a solução: a democracia. Como ela será implantada, os exemplos de Afeganistão e Iraque já nos dizem...
E essa política imperialista é tão descarada que o próprio prefácio do documento anuncia: "Não buscaremos apenas viver de acordo com nossos ideais em território americano, perseguiremos também mais respeito pelos direitos humanos em outras nações, para todos os povos do mundo", segundo afirma a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
Repercussões do Relatório e mais demagogia
A demagogia imperialista parece mesmo não ter fim! Em outro trecho, o Relatório, ignorando todas as invasões e saqueios promovidos pelos ianques em outros
países, assassinando civis em massa e sustentando governos títeres, repressores implacáveis de seus próprios povos
(como esses que são agora derrubados pelas massas no Norte da África) diz cinicamente que "Nós, como todas as outras nações soberanas, temos o dever internacional de respeitar os direitos humanos universais e a liberdade de nossos cidadãos, e é responsabilidade de outros falarem, se acreditarem que este dever não está sendo cumprido".
Ora, como se não bastassem todas as incontáveis denúncias realizadas contra o Estado ianque! Como se a cada nova invasão dos EUA a um país não se levantassem em todo o globo milhões de massas em repúdio a tais atitudes, como se a bandeira ianque não fosse queimada em protestos por todos os continentes! Ainda, é como se as resistências armadas que combatem diretamente o imperialismo ou seus lacaios não fossem o mais vigoroso protesto contra os massacres estadunidenses.
Vários países soltaram declarações em repúdio à postura de Juiz dos Direitos Humanos assumida pelos Estados Unidos. Justamente quem mais massacra os direitos básicos do povo realiza detalhado estudo de centenas de países, exceto ele mesmo.
Como resposta, um documento intitulado “O Status-Quo dos Direitos Humanos nos Estados Unidos em 2010” foi divulgado – vejam só! – pela China. Essa resposta do governo chinês, obviamente, não acontece por ser este um país onde os direitos das massas são respeitados e colocados em primeiro plano, mas sim por conta da pugna por mercados e influência internacional entre as duas potências imperialistas.
Desde que a camarilha chefiada pelo revisionista Teng Siao-Ping tomou o poder e encerrou a Grande Revolução Cultural Proletária, saiu a China do campo revolucionário e se converteu em um Estado fascista. Lá, conforme denunciamos incansavelmente por diversas vezes, também os direitos do povo são massacrados. Mão-de-obra escrava, nenhuma liberdade política e ambições imperialistas em relação aos demais países são algumas características da China hoje.
EUA: os maiores violadores dos direitos do povo
A única verdade é que as incontáveis guerras de rapina e de agressão sustentadas diretamente pelo USA, ou por meio de missões especiais, da ONU, OTAN, governos-fantoches etc., são já o bastante para definir o imperialismo ianque como o maior violador dos direitos dos povos em todo o mundo e, se quisermos, em toda a História.
As guerras no Iraque e Afeganistão, aonde centenas de milhares de pessoas têm sido assassinadas pelas hordas genocidas ianques e grupos mercenários por eles financiados, incluindo crianças e velhos; as agressões à Palestina, executadas pelo Estado nazi-sionista de Israel apoiado e sustentado pelos EUA; as intervenções militares na América Latina; toda a violência contra as massas levadas a cabo pelos governos títeres de diversos países árabes fiéis aliados dos ianques, são apenas alguns exemplos, incontestáveis e por todos conhecidos.
E isso tudo em nome de uma “Cruzada pela Democracia”, denominada de “Guerra ao Terror”, onde os soldados americanos estão autorizados a, sem que isso seja nenhum desrespeito aos “direitos humanos”, torturar e matar prisioneiros, criar verdadeiros campos de concentrações, e o que mais for necessário.
Por fim, mesmo após fazer as considerações acima sobre a China, o fato é que alguns importantes dados sobre a situação interna nos Estados Unidos foram divulgados no “O Status-Quo dos Direitos Humanos nos Estados Unidos em 2010”, alguns dos quais passamos a reproduzir:
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A cada ano, 1 de cada 5 pessoas é vítima de um crime, a taxa mais alta do planeta. Segundo as cifras oficiais, as pessoas maiores de 12 anos sofreram 4,3 milhões crimes violentos;
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A delinquência cresceu alarmantemente nas 4 maiores cidades do país (Filadélfia, Chicago, Los Angeles e Nova Iorque) e se registraram notáveis incrementos nos índices de 2009 em outros grandes centros (São Luís e Detroit);
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No país se registraram 12.000 homicídios causados por armas de fogo, enquanto que 47% dos roubos se cometeram também com uso de armas de fogo;
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Passando sobre as legislações de “atividades terroristas”, a tortura e a violência são extremamente utilizadas para obter confissões de suspeitos. As condenações injustas se evidenciam nas 266 pessoas, 17 delas no corredor da morte, que foram absolvidas graças a provas posteriores;
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Washington advoga pela liberdade na Internet, mas impõe varias restrições em seu próprio território e trata de estabelecer legalmente um cerco contra o Wikileaks;
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Com uma alta taxa de desemprego, a proporção de cidadãos estadunidenses que vivem na miséria alcançou nível recorde: A cada oito cidadãos, um participou em 2009 de programas de cupons para alimentos;
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O número de famílias acolhidas em centros para desamparados aumentou em 7% e a famílias tiveram que permanecer mais tempo nos centros de acolhida. Os delitos violentos contra essas famílias sem-teto aumentam sem cessar;
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A discriminação racial permeia cada aspecto da vida social. Os “grupos minoritários” são discriminados em seus empregos, tratados de maneira indigna e não são levados em conta para promoções, benefícios ou processos de seleção. 1/3 dos negros sofreu discriminação em seus lugares de trabalho ainda que somente 16% prestaram queixa;
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A taxa de desemprego entre os brancos é de 16,2%, entre os latinos e asiáticos é de 22%, e entre os negros é 33%;
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Os afroamericanos e latinos representam 41% da população carcerária. A taxa de afroamericanos cumprindo pena de prisão perpétua é 11 vezes mais alta que a de brancos;
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Em abril de 2010, os senadores do Arizona aprovaram um projeto de lei contra a imigração ilegal. A lei exige da polícia a prisão de toda pessoa que não possa provar local de moradia;
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90% das mulheres já sofreram discriminação sexual de algum tipo em seu local de trabalho. 20 milhões de mulheres já foram vítimas de estupro, e quase 60.000 mulheres presas já sofreram agressão sexual ou violência;
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1/5 das estudantes universitárias são agredidas sexualmente e 60% dos estupros em campus universitários ocorrem nos alojamentos femininos.
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