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Grécia: O Vigoroso Exemplo da Luta!

“As palavras convencem, o exemplo arrasta”. Esse é um dos muitos brilhantes e verdadeiros ensinamentos do grande revolucionário russo Vladimir Lênin. Não há como mensurar a importância dos grandes exemplos para a vida e luta das massas exploradas de todo o mundo. Assim, nos dão provas de heroísmo, abnegação e ímpeto revolucionário os povos do Iraque, Afeganistão e Palestina, que diuturnamente são atacados e agredidos de forma virulenta pelas forças do imperialismo, mas que não se cansam de lutar e resistir, demonstrando aos explorados do mundo que esse é o único caminho eficaz para destruir o “tigre de papel”.

Também nos enche de orgulho e força as guerras populares comandadas por partidos comunistas no Peru, na Índia, nas Filipinas e na Turquia. Os povos desses países assumem a tarefa histórica das classes revolucionárias e buscam incansavelmente, através de uma luta renhida, mas ao mesmo tempo decidida e conseqüente, alçar os operários, camponeses e massas oprimidas ao poder para construção do socialismo. Além desses, são inúmeros os exemplos históricos da luta popular e a importância desses exemplos vai sendo reafirmada a cada novo levante dos povos contra o aviltante e apodrecido sistema capitalista.

Diante da crise mais aguda do capital desde a década de 1930, a luta de classes se acirra e mais e mais exemplos da força e determinação das massas quando se trata da defesa de seus direitos vão sendo desfraldados diante dos olhos apavorados da burguesia, do latifúndio e do imperialismo. No norte da África e Oriente Médio levantes populares gigantescos, nunca antes vistos em países daquela região, estremecem as estruturas do capitalismo burocrático e do latifúndio semi-feudal, e por mais que o imperialismo, principalmente o norte-americano, empreenda suas maquinações e engodos, tentando restabelecer a “ordem” e garantir seus interesses, as lutas ainda não deram sinais de estancamento e prosseguem firmes.

Em diversos territórios europeus, como na Espanha, em Portugal, na Irlanda e na Grécia, países assolados pela recente crise econômico-financeira, as massas estão nas ruas, demonstrando, além de extrema violência revolucionária e combatividade, todo o seu ódio de classe aos usurpadores dos direitos populares, aos governos lacaios, ao imperialismo e seus “órgãos multilaterais”. 

A situação na Grécia


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Para os recentes confrontos que fazem a Grécia arder, imersa desde o começo da crise na mais explosiva luta entre trabalhadores e opressores do povo, cabe atenção especial e análise por parte dos democratas, lutadores e revolucionários, principalmente para contrapor toda a tergiversação e inverdades propaladas pela imprensa serviçal do imperialismo. A Grécia, berço e palco de muitas conquistas da civilização, mas também uma das precursoras da odiosa escravidão, é um dos países periféricos do capitalismo mundial e na mais recente e avassaladora crise econômico-financeira sofreu efeitos destruidores, teve sua economia depredada e, pela irresponsabilidade dos grandes especuladores do capital, se encontra em uma situação de completa falência. Nessa situação cabe ao Estado escolher: ou garante os lucros dos monopólios e grandes bancos, ou mantém os direitos históricos do povo trabalhador.

Não surpreende àqueles que conhecem a essência de classe do sistema capitalista, que tem consciência de que o Estado só existe para garantir os interesses das classes dominantes, a escolha do governo grego de pagar a dívida externa, protegendo os grandes burgueses, banqueiros e monopolistas e deixando os trabalhadores ao relento. Assim, antevendo o iminente calote da dívida por parte do governo quebrado da Grécia, o FMI e os países centrais do capitalismo ofereceram sua “ajuda”, com o intuito de socorrer não o povo grego, mas sim, os donos de banco e monopólios internacionais. Tal “auxílio” exige contrapartidas que, em essência, conformam um grande pacote de ataque aos direitos mais elementares dos trabalhadores e precarização de serviços essenciais para a vida digna das massas, tais como saúde, educação, moradia, lazer, e outros. As medidas de “austeridade”, denominação utilizada pelos órgãos de imprensa do imperialismo, prevêem a demissão de funcionários públicos, reformas previdenciárias, corte de gastos sociais, privatizações e demais ataques já conhecidos pelos trabalhadores. Desde a apresentação desse “pacotão” de corte de direitos, os protestos populares ganharam mais vigor na Grécia e milhões de massas foram às ruas lutar contra a aprovação pelo parlamento de tamanha espoliação.

Não obstante a luta extremamente corajosa, combativa e heróica de homens e mulheres, jovens e idosos, que se lançaram contra as forças de repressão fascistas, demonstrando todo o seu ódio e repulsa a atrocidade que no parlamento estava sendo discutida, mais uma vez, como era de se esperar, o compromisso do Estado com as classes dominantes não foi quebrado: o pacote do FMI foi aprovado e enquanto os parlamentares lacaios aplaudiam o sepultamento dos direitos dos trabalhadores, a luta continuava, os molotovs explodiam e o povo avançava, dando mostras da determinação cada vez maior das massas da Grécia na defesa de seus direitos.

Mesmo com a aprovação das medidas impostas ao povo grego pelo FMI e a garantia de mais um período de lucros fartos para os bancos e monopólios, a luta na Grécia e na Europa não cessa. Está muito enganado quem pensa que esse ataque, por mais duro que tenha sido, irá minar a resistência e a combatividade dos protestos populares. A luta seguirá, vigorosa, fabricando mais e mais exemplos para mais e mais lutas ao redor de todo o planeta.

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Abaixo o Estado burguês-latifundiário, serviçal do imperialismo! Rebelar-se é Justo!

Há um fato, uma condição objetiva que a cada dia se torna mais aguda: o mundo está em chamas, as massas estão nas ruas, as greves são cada vez mais comuns e combativas, enfim, a luta de classes se revigora e os embates não cessam. No Brasil, por mais que a burguesia, o latifúndio e o imperialismo, munidos da contribuição indispensável do oportunismo dos partidos eleitoreiros, tentem abafar, conter, estancar a luta do povo, dos estudantes, dos operários, dos camponeses, dos trabalhadores em geral, a revolta e a indignação se agigantam e diante dos ataques do Estado, só a luta revolucionária é que se apresenta como solução definitiva para as massas.

No primeiro semestre de 2011, mais de 180 mil operários da construção civil, trabalhadores explorados nas obras do famigerado PAC do governo petista de Dilma Roussef, serviçal do imperialismo, do latifúndio e da grande burguesia, decretaram greve, e por mais que as empreiteiras envolvidas nas construções, em conluio com os lacaios oportunistas, tenham tentado deslegitimar e condenar a luta dos trabalhadores com mentiras e justificativas espúrias, não conseguiram esconder o quão mortífero e destruidor é o Estado capitalista, defensor dos privilégios das classes dominantes, e também o poder da organização combativa e revolucionária das classes exploradas.

As greves e reivindicações se multiplicam por todo o país. É assim com os professores de escolas e universidades espalhadas pelo território nacional, que sofrem com a defasagem de salários e as péssimas condições pedagógicas e estruturais. É assim com os servidores públicos de diversos setores (saúde, justiça, educação) que se mobilizam em greves cada vez maiores e exigem seus direitos. É assim na luta diária e constante dos camponeses contra o latifúndio e pela distribuição da terra para quem nela vive e trabalha. Mais uma vez, o exemplo interminável, indestrutível, das lutas populares nos enche de felicidade e clarifica cada vez mais o caminho da revolução.

No cerne da luta de classes, fenômeno inquestionável e responsável pela transformação revolucionária da sociedade, seguem todos os países, de uma maneira mais ou menos aguda, a batalha entre explorados e exploradores prossegue como o único meio capaz de elevar a organização e politização das massas populares, até a vitória completa e destruição do apodrecido e caduco sistema capitalista. Onde há opressão, há resistência! Dizemos uma e mil vezes: diante dos constantes ataques do capital, do latifúndio e do imperialismo, rebelar-se é justo! Defender, propagandear e exaltar o exemplo dos povos em luta é tarefa daqueles que se pretendem defensores das condições dignas de vida das massas, da democracia e de todos os revolucionários.     

 

VIVA AS LUTAS DOS POVOS EM TODO O MUNDO!

VIVA O INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO!

 

Comentários  

 
0 #1 E so analizar q vera o pq da crisejoao 17/03/2012 19:20
A crise Grega nao foi devido ao q vc chama de direito dos trabalhadores, para sustentar estes direitos, o governo pegava emprestimo , ou seja o governo nao investia,gastava muito mais do que produzia, por isto a crise. E como sempre,no acordo os credores abriram mao de 95% da divida, ou seja, assim e facil dar 6H diarias de trabalho, aposentadoria cedo,
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