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Honduras: estudante é assassinado na jornada em defesa do ensino

Por todo o mundo e também na América Latina a profunda crise econômico-financeira têm cobrado dos governantes lacaios do imperialismo a implementação de cada vez mais duras medidas anti-povo, a fim de salvar o imperialismo de sua bancarrota. Os desenfreados ataques ao ensino público nada mais são que uma face da sangria e saqueio sobre os povos desses países, do qual a repressão fascista é outra.

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Desde os levantamentos no Norte da África, passando pelas rebeliões na Europa em países como Grécia, Espanha e Inglaterra, até a América Latina, notadamente o Chile, têm se alastrado como pólvora as massivas mobilizações da juventude em geral, e dos estudantes em particular.

Nesse contexto, é que se dá a revolta estudantil em Honduras.

Estudantes ocupam mais de 150 colégios e barram lei no Congresso (trecho retirado do jornal Brasil de Fato).

Uma mobilização nacional estudantil vem balançando a conjuntura hondurenha há algumas semanas. Após ocuparem mais de 150 colégios e realizarem protestos contra a privatização da educação nas ruas, os estudantes organizados na Frente de Ação Revolucionária Secundarista de Honduras (FARSH) conseguiram frear o anteprojeto da Lei Geral da Educação que estava tramitando no Congresso Nacional deste país. 

Após o “recuo tático”, no primeiro semestre de 2011, da greve dos professores – setor responsável pelo principal enfrentamento ao governo até então – muitos consideravam a luta pela educação pública perdida. “O governo de Porfírio Lobo conseguiu, num primeiro momento e através da repressão, neutralizar a luta do magistério nacional. Mas neutralizar não significa solucionar a crise, porque as contradições da crise continuam”, analisou o professor de economia Marcelino Borjas, do Colegio Profesional Superación Magisterial Hondureño (Colprosumah). Para Borjas, após o recuo do magistério, surgiu um novo ator social, a juventude, “com uma dimensão nacional que conseguiu bloquear a ação de tipo legislativa que a oligarquia golpista tentava aplicar no Congresso”, explicou. 

 

Na ocasião da greve dos professores, o governo aprovou, apesar dos protestos, a Lei de Incentivo à Participação Cidadã para Melhorar a Qualidade Educativa, que transferiu a responsabilidade do governo sobre a educação aos municípios. “O município não consegue nem pagar as contas de água e luz da escola. E querem passar a cobrança para os alunos. Isso já é a privatização” denunciou Betty Ramos, estudante do colégio Jesus Aguilar Paz, localizado em um dos bairros mais pobres e violentos de Comayaguela, cidade vizinha à capital Tegucigalpa.

Ramos explica que a Lei Geral de Educação visa a preparar os estudantes para o mercado, ao priorizar o ensino técnico profissional, como o de “corte e costura” e de “estruturas metálicas”, por exemplo. “É como se nossa única opção fosse estudar para ser operário”, protesta a jovem. Os estudantes também chamam a atenção para o fato de que o anteprojeto trata a educação pelo termo “serviço”. “Os jovens estão conscientes de que serviço se paga. Achamos que educação é um direito”.

 

Estudante é assassinado durante ocupação:

No dia 22 de agosto o jovem estudante Nahúm Guerra, de 17 anos, foi assassinado na porta da Escola de Agricultura Pompilio Ortega, na cidade de Santa Bárbara. Nahúm, que cursava o segundo ano de Agronomia naquela instituição, participava de manifestação contra a lei de educação do governo, quando seu grupo foi alvejado por disparos por desconhecidos que estavam em um carro azul. Os assassinos, antes de efetuarem os disparos, gritaram para os cerca de 15 estudantes: “grevistas!”, deixando assim ainda mais claro que se trata de um monstruoso crime político.

Nahn_Guerra Polcia_efetuando_desocupao_de_escola_em_Tegucigalpa

Esse é o caráter da “democracia hondurenha”, imposta após o golpe teleguiado pelo Pentágono!

No entanto, longe de enfraquecer a luta, ações desse tipo só elevam a combatividade e a disposição da brava juventude hondurenha. Todos os estudantes latino-americanos devem denunciar esse crime e repercutir a luta dos estudantes hondurenhos, que nada mais é que um capítulo específico da onda de manifestações que tem sacudido e estremecerá ainda mais os nossos países, sem exceção.

Viva a luta dos estudantes hondurenhos!

Abaixo os crimes cometidos contra o povo!

 

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