Publicamos abaixo uma entrevista feita a Karl Marx por suas filhas, entre os anos de 1860-1865. Um revolucionário, consciente dos seus objetivos e disposto a ir até o fim por eles, é o que transparece. Felicidade, diz Marx, “é a luta”. Talvez um Marx um pouco diferente do “acadêmico” imaginado por tantos ditos “marxistas” que, abandonando o conteúdo revolucionário do socialismo científico, em nome de atualiza-lo, o que fazem na verdade é combate-lo.
Jenny e Laura fizeram, um dia, ao pai, por brincadeira, uma série de perguntas, cujas respostas deveriam constituir uma espécie de “confissão”. Esse questionário e as respostas de Marx, redigidos em inglês, referem-se aos anos de 1860-1865:
A qualidade que mais aprecia:
Nas pessoas a simplicidade; nos homens a força, nas mulheres a fraqueza.
O traço característico:
A unidade do objetivo.
A idéia da felicidade:
A luta.
A idéia da infelicidade:
A submissão.
O defeito que desculpa mais facilmente:
A confiança concedida sem refletir.
O defeito que lhe inspira mais aversão:
O servilismo.
A antipatia:
Martin Tupper.
A ocupação preferida:
Freqüentar os sebos.
Os poetas preferidos:
Shakespeare, Ésquilo, Goethe.
O prosador preferido:
Diderot.
O herói preferido:
Espartaco, Kepler.
A heroína preferida:
Gretchen.
A flor preferida:
O louro.
A cor preferida:
O vermelho.
O nome preferido:
Laura, Jenny.
O prato preferido:
Peixe.
A máxima preferida:
Nada do que é humano me é estranho.
O lema preferido:
Duvidar de tudo.
Publicado pela primeira vez em Die Newe Zeit, 1913.
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