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Qua, 25 de Novembro de 2009
Educação
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Seguimos na importante tarefa que cabe ao movimento estudantil de dar resposta aos ataques cerrados a que vem sendo submetida a educação pública em nosso país. Seguindo estrita e direta intervenção do imperialismo e suas “fundações” através da ação cada vez mais nefasta do monopólio dos meios de comunicação e das burocracias universitárias, corrompidas e distantes totalmente da realidade de estudantes, funcionários e professores, os governos de turno têm se esmerado, sucessivamente, em atacar o ensino público, sua qualidade e seu próprio caráter, tornando as universidades cada vez mais adequadas à estrutura econômica de um país semicolonial como o nosso. O governo do PT, particularmente, com o vergonhoso apoio da UNE, tem sido sem sombra de dúvida o maior inimigo dos estudantes nas últimas décadas pois que suas contra-reformas retomam e aprofundam no essencial os acordos MEC-USAID do regime militar que FHC tentou sem sucesso implementar.
Reproduzimos abaixo artigo do professor da UFRJ e militante do ANDES-SN Roberto Leher. Já temos tratado, embora brevemente, do “novo” ENEM em outras oportunidades. O presente artigo aprofunda e acrescenta novos importantes elementos sobre o tema.
Estudar e conhecer profundamente a educação, seu conteúdo e seu caráter de classe, bem como dos ataques perpetrados contra ela, é uma tarefa fundamental de todos os estudantes. A conclusão é lógica: investigar e conhecer os ataques para combate-los; investigar e conhecer a educação para coloca-la à serviço do povo e da revolução.
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Ter, 17 de Novembro de 2009
Educação
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O ENEM representa a restrição do conhecimento nos currículos do ensino médio
A reestruturação curricular imposta pelo governo FMI/Lula às escolas sem qualquer debate com professores, pais e estudantes representa a adaptação dos currículos do ensino médio à unificação do vestibular por meio do “novo” ENEM. A imposição da reformulação nacional dos currículos no ensino médio na rede pública e a unificação do vestibular por meio do ENEM compõem um mesmo conjunto de ataques à educação. Tais medidas são partes do demagógico PDE – Plano de Desenvolvimento da Educação e têm como lógica a restrição do acesso ao conhecimento, visando adaptar a formação na etapa final da educação básica às necessidades do mercado.
O ENEM molda os currículos do ensino médio aos ditos “eixos cognitivos comuns a todas as áreas”, restringindo o acesso do jovem ao conjunto dos conhecimentos científicos elementares que deveriam lhe propiciar uma sólida formação geral, uma vez que quando o estudante ainda no 1° e/ou 2° ano do ensino médio e, portanto, começa ter acesso às noções elementares de física, química, biologia, geografia, história, etc., têm de decidir, prematuramente, pela especialização em determinada área.
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Ter, 17 de Novembro de 2009
Educação
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Apenas poucos meses após a segunda grande jornada de manifestações na USP, contra a perseguição e demissão de ativistas e contra a UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), novos episódios de enfrentamentos entre a REItora Suely Vilela e os setores democráticos da universidade voltam a ocorrer.
As eleições para a reitoria da USP funcionam segundo o famigerado mecanismo da Lista Tríplice, ou seja, é o governo quem dá a palavra final sobre quem dos três candidatos mais votados tomará posse. Contra a arbitrariedade de um processo eleitoral como esse e contra a “caça às bruxas” promovida pela reitoria contra os ativistas daquela universidade (vale lembrar que foi essa sra. Suely Vilela responsável, juntamente com o governo Serra, pela demissão política de Claudionor Brandão-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da USP) os estudantes e os funcionários principalmente, juntamente com outros professores progressistas, têm realizado várias manifestações para denunciar a farsa das eleições anti-democráticas na USP.
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Ter, 10 de Novembro de 2009
Educação
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Após o escândalo da anulação das provas do “Novo ENEM”, e que não apenas denunciamos nessas páginas como índice do grau de decomposição e desmoralização do velho Estado, mas também aprofundamos o debate de que esse ENEM não era coisíssima nenhuma uma “revolução no ensino superior” (segundo a UNE e o ministro playboy Fernando Haddad), trataremos agora do ENADE (Exame Nacional de Avaliação do desempenho dos etudantes)-o velho “provão” com uma nova cara.
O ENADE, realizado no domingo dia 08/11, já iniciou desmoralizado. Houve já em duas denúncias de violação de provas: uma dia 20 de outubro no interior da Bahia e outra dia 04 último, na Paraíba. No dia da prova nova confusão: No Distrito Federal a empresa Consuplan, responsável pela realização das provas, simplesmente enviou o endereço errado para quase mil alunos que realizariam o exame. O mesmo ocorreu também no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Petrolina (PE).
A avaliação da universidade, como vimos, começa por constatar o processo de privatização e afundação de toda sua estrutura, desde a contratação de empresas privadas para produzir e distribuir as provas até à compra de reitores e conselhos universitários inteiros por um preço que pode ser até uma lata de lixo de luxo (lembra-se do caso da UnB?)!
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Ter, 10 de Novembro de 2009
Educação
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Nos dias 31, 01 e 02 de novembro ocorreu em Belo Horizonte (UFMG) o 12° FONEPE (Fórum Nacional de Entidades de Pedagogia) com o tema “A regulamentação e a formação do pedagogo em questão” com a participação de cerca de 200 estudantes das 5 regiões do país. Este fórum aconteceu em um importante momento de reorganização do movimento estudantil de pedagogia, onde os estudantes estão procurando avançar no trabalho de reestruturação dos Das, CAs e Executivas estaduais de cada região.
Durante o FONEPE ocorreram debates sobre a reforma universitária, Diretrizes curriculares nacionais de pedagogia, criminalização dos movimentos populares regulamentação e a formação do pedagogo. Além de GDs sobre educação popular, assistência e movimento estudantil de pedagogia.
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Qua, 14 de Outubro de 2009
Educação
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4,5 milhões de estudantes das redes pública e privada, de todos os Estados do país, fora surpreendidos na manhã de quinta-feira, 1 de outubro, com o anúncio do cancelamento da prova do chamado “Novo ENEM” que realizar-se-ia nos dias 03 e 04 de outubro.
O cancelamento da prova foi motivado por uma denúncia do jornal “O Estado de São Paulo” de que, mediante o pagamento de 500 mil reais, teria sido oferecido a esse veículo acesso ao exame que seria aplicado aos estudantes. O sigilo, portanto, fora quebrado. Na madrugada de quinta-feira o ministro Fernando Haddad, que tem se esforçado para ocupar o posto de ministro mais demagógico da gerência mais que demagógica Lula/Banco Mundial, decidiu pelo cancelamento do exame. O prejuízo pela inutilização das provas (que já estavam impressas) e desmobilização da infra-estrutura montada chega a 34 milhões de reais.
Dias depois, sem comunicar sequer às universidades (o que é praxe), o Ministério da Educação remarcou as provas para 05 e 06 de dezembro, data que coincide com seis outros vestibulares: Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Fundação Getulio Vargas (FGV). A UNICAMP, por sua vez, já anunciou que descartará as notas do ENEM no seu processo seletivo.
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Ter, 23 de Junho de 2009
Educação
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Com exclusividade para nossa página na internet, entrevistamos a companheira “Preta”, um das coordenadoras da Campanha de Alfabetização desenvolvida no norte de Minas pela Escola Popular, em parceria com a Liga dos Camponeses Pobres – LCP. A companheira “Preta” nos fala sobre a construção das Escolas Populares no campo e os desafios da Campanha de Alfabetização.
MEPR - Os que são as Escolas Populares e como elas funcionam?
Escola Popular – As Escolas Populares estão sendo construídas como parte do Programa Agrário de Defesa dos Direitos do Povo – PADDP estabelecido pela Liga dos Camponeses Pobres - LCP. Este programa tem como objetivo mobilizar, politizar e organizar os camponeses pobres através da Revolução Agrária, na luta pela conquista da terra e a construção do Poder Político das massas trabalhadoras nas áreas tomadas do latifúndio.
As Escolas Populares são instrumentos do Poder Político das massas camponesas e, portanto, sua concepção e métodos estão intimamente ligados a luta de classes e a luta pela produção. As Escolas Populares são organizadas pelos camponeses e todo seu funcionamento se dá em função de suas necessidades. O horário das atividades, os conteúdos debatidos, a escolha dos materiais utilizados, as normas disciplinares, o sistema de avaliação, enfim, tudo é estabelecido conforme as demandas concretas daqueles que lutam pela conquista da terra e a destruição do latifúndio.
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