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Rondônia: Abaixo a militarização das escolas!

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O Brasil é atingido pela pior crise de sua história, crise cuja base é a economia atrasada de nosso país, mas que tem seus reflexos políticos, sociais, etc. O velho Estado brasileiro e todos os corruptos partidos desse podre sistema político tem realizado todo tipo de ataques aos direitos dos trabalhadores, congelamento de gastos com saúde e educação, reforma trabalhista, reforma da previdência, reforma do ensino médio, etc. A educação pública também tem sido duramente atacada e uma situação que já era ruim nas escolas e universidades públicas tem se tornado calamitosa.

Nas escolas, particularmente, a situação que se verifica no país inteiro é de extrema precarização, são péssimas condições de infraestrutura, falta tudo: desde canetas para os professores escreverem nos quadros até merenda pros estudantes; isso para não falar das condições de trabalho degradantes que os professores tem de enfrentar com turmas superlotadas, extensa e intensa jornada de trabalho e baixíssimos salários. Nessa situação dizer que a educação está ruim e precisa de uma melhoria imediata é dizer o óbvio, a questão é: como resolver esses graves problemas na educação pública?

Uma das formas, mas não a única, com que o velho Estado brasileiro tem respondido a essa questão é com a militarização das escolas, ou seja, a entrega da direção e da gestão das escolas às polícias militares dos estados. Aqui em Rondônia o gerenciamento estadual de Confúcio Moura (PMDB) está promovendo a militarização de escolas da capital e do interior, apoiado nos argumentos principais que a militarização promove: melhoria da qualidade do ensino, uma maior disciplina por parte dos estudantes, combate à delinquência e ao consumo de drogas, entre outros. Afirmamos com toda segurança que esses argumentos são falaciosos. Por quê?

Vejamos, essa tão elogiada “disciplina” nas escolas militarizadas como na atuação em geral da polícia nada mais é do que a velha repressão comum a essas instituições militares. É evidente que, com medo do castigo severo, os estudantes vão passar a ter “bom comportamento” e não por valorizarem o aprendizado, ou seja, na prática a escola vai se tornar mais uma prisão para os jovens, tendo a polícia como diretores e carcereiros. Em relação às drogas funciona da mesma forma, mas a culpa do alto consumo de drogas entre os jovens não é da escola, mas sim do próprio Estado brasileiro e das classes dominantes que estimulam e facilitam a alcoolização e drogatização da sociedade em geral e da juventude em particular pois esse é um negócio bastante lucrativo.

A audiência pública realizada recentemente na Escola Capitão Cláudio terminou com a PM reprimindo estudantes, professores e pais com spray de pimenta, isso não nos deixa dúvida que, seja como for, o objetivo principal da polícia é, e continuará sendo, reprimir o povo.

Além disso afirmamos, a Polícia Militar não tem moral nenhuma para dirigir uma escola! Não devemos confiar a educação de crianças e adolescentes a essa polícia assassina que diariamente mata crianças e adolescentes nas favelas e bairros pobres; essa polícia que tem um largo histórico de participação em bandos de pistoleiros a soldo do latifúndio que tem reprimido brutalmente os camponeses em Rondônia e outros estados, como, para citar apenas um de muitos exemplos, o sargento da PM de Rondônia Moisés que atua como pistoleiro, assassinou dois jovens e queimou seus corpos no início do ano passado em Cujubim (RO) e esse ano comandou a chacina de 9 camponeses em Colniza (MT). É nas mãos dessa gente que os defensores da militarização querem entregar a educação de nossos jovens! Não permitiremos!

No fundo, a militarização das escolas é a continuação da política sistemática de repressão das massas mais pobres e uma política de controle social. Num momento de grave crise e, consequentemente, protestos e lutas populares radicalizados, colocar uma força de repressão (nesse caso a PM) dentro das escolas tem caráter estratégico para o velho Estado brasileiro. Isso tem o objetivo de reprimir as lutas estudantis por melhorias na escola, greves de professores e mesmo lutas dos moradores da área onde a escola está situada. Soma-se a isso o policiamento ideológico, visando eliminar qualquer conteúdo ou discussão revolucionário ou mesmo democrático.

Conclamamos a todos os estudantes, professores e pais a levantar uma grande luta contra a militarização das escolas e em defesa da democracia nas escolas! O que o povo precisa é de uma educação que esteja a serviço de seus interesses e não de seus algozes. O que o povo precisa é uma educação pública, gratuita, democrática e científica e não da repressão e a disciplina cega impostas pela Polícia. Somente com uma luta radicalizada e combativa, sem nenhuma ilusão com o velho Estado, suas instituições e suas eleições farsantes, só assim o povo vai conseguir resistir e combater contra o ataque aos seus direitos.

 

PM assassina: Fora de nossas escolas!

Escola que é prisão, vai ter rebelião!

Rebelar-se é justo!

 

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