Agencia AFP-AP
CABUL – “Pelo menos 14 norte-americanos morreram hoje em dois incidentes com helicópteros, no momento em que os aparelhos realizavam ações contra os insurgentes no Afeganistão, informaram os militares dos Estados Unidos. O dia foi um dos mais mortíferos para as tropas norte-americanas no país.
No primeiro caso, um helicóptero caiu no oeste afegão, após abandonar o local de um enfrentamento com insurgentes. Dez pessoas morreram, sete soldados e três civis que trabalhavam para o governo. Também ficaram feridos 11 militares e um civil, além de 14 afegãos, segundo os EUA.
Em outro incidente no sul, mais dois helicópteros do país se chocaram no ar e quatro soldados morreram e dois ficaram feridos. As autoridades norte-americanas descartaram a hipótese de um ataque na colisão, mas não disseram quais as causas prováveis dos incidentes.
Um porta-voz do Taleban, Qari Yusuf Ahmedi, afirmou que membros do grupo derrubaram um helicóptero no distrito de Darabam, na província de Badghis, no noroeste. Até o momento, não foi possível verificar se o porta-voz se referia a um dos dois incidentes.
Ataques
As forças dos EUA informaram ainda sobre a morte de dois soldados na véspera, um em ataque com bomba no leste afegão e outro que morreu por ferimentos sofridos na mesma área. Pelo menos 46 soldados dos EUA morreram no país em outubro.
No início do mês, insurgentes mataram oito soldados norte-americanos em um atentado a dois postos isolados na aldeia de Kamdesch, perto do Paquistão. O ataque foi o que deixou mais baixas para os EUA desde julho de 2008, quando nove soldados morreram em um posto em Wanat”.
O Presidente Mao Tsetung muito corretamente dizia que o Imperialismo, do ponto de vista estratégico, nada mais é que um tigre de papel. Que sua natureza era provocar distúrbios e fracassar, voltar a provocar distúrbios e novamente fracassar até ser definitivamente derrotado pela luta revolucionária dos povos.
Por mais que tente mascarar sua horrenda face agonizante, por mais que todos os esforços faça para adiar sua caminhada à sepultura, o imperialismo não pode escapar à essa lógica. Seja com Bush ou com Obama o imperialismo segue sendo o mesmo e a resposta contundente dos povos à voracidade do terrorismo do USA só pode ser a luta revolucionária até o fim contra ele.
O terrorista Barack Obama, diga-se de passagem, tenta em vão dar pinta de bom moço ao imperialismo ianque, inimigo jurado de todos os povos oprimidos do mundo. Nenhum fajuto prêmio Nobel da Paz poderá ocultar o fato de que sob Obama a agressão militar segue no Iraque, os bombardeios genocidas assolam o povo do Paquistão, a invasão ao Afeganistão é incrementada com envio de mais 21.000 soldados e a chamada “Operação Kanjhar” (a maior operação com marines desde a guerra do Vietnã), as provocações ao Irã perpetradas pela organização terrorista ianque CIA ocorrem todos os dias, enfim, o fato de que o imperialismo com qualquer máscara que se apresente não poderá fugir à sua própria natureza, o fato de que o imperialismo é a guerra.
Mas não há apenas a agressão imperialista. A existência da opressão suscita necessariamente o fortalecimento contínuo da resistência, o crescimento da onda revolucionária dos povos. Somente em outubro 46 invasores ianques foram exterminados no solo do Afeganistão! Essa é uma vitória dos povos de todo o mundo e a confirmação de que aqueles que dizem ser impossível derrotar o imperialismo, aqueles “pacifistas” que dizem serem as guerras em geral uma causa perdida, “a destruição da humanidade”, simplesmente nada conhecem da história milenar da luta dos povos. As armas são meios de guerra nada desprezíveis, são mesmo muito importantes, mas o fator decisivo e fundamental é o Homem. E mais, devemos enxergar com clareza que não existem guerras em geral mas sim guerras justas e guerras injustas.
É evidente que direções religiosas (como é o caso do talebã no Afeganistão) impõem sérias limitações à resistência e à perspectiva de reconstrução após a libertação do país. Na época do Imperialismo somente o proletariado pode conseqüentemente dirigir as lutas por libertação nacional como parte integrante da revolução proletária mundial. Isso entretanto não nos pode deixar de ver cada golpe desferido contra o imperialismo, seja de quem for, como um golpe certeiro dado por toda a Humanidade.
Como bem dizia o general Giap, citado por Che no prólogo ao livro “Guerra do Povo, Exército do Povo”, "Na conjuntura atual do mundo, uma nação embora seja pequena e fraca, que se alce num só homem sob a direção da classe operária para lutar resolutamente pela sua independência e democracia, tem a possibilidade moral e material de vencer todos os agressores, não importa quais forem”.
MORTE AO IMPERIALISMO!
VIVA A Heróica Resistência Afegã, Iraquiana e Palestina!
Rebelar-se é Justo!
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