Essa emboscada foi considerada pelo governo indiano o pior massacre das “forças de segurança” do país na história. O ministro do Interior, P. Chidambaram, reafirmou o que já havia dito anteriormente que o movimento maoísta é “o principal inimigo do país” (leia-se: das classes dominantes reacionárias indianas, que mantém num arcaico regime de castas e brutal e cruel opressão e miséria à imensa maioria do povo indiano). Vale lembrar que em 2007 um ataque do EGPL, também em Chhattisgarh, já havia resultado no aniquilamento de 55 policiais.
Na verdade o que ocorre na Índia atualmente, e de forma tão impetuosa que nem os monopólios imperialistas de imprensa podem esconder, é um poderoso e gigantesco processo revolucionário do qual participam milhões e milhões de massas (dos 28 Estados indianos, que totalizam uma população de 1 bilhão de pessoas, os militantes maoístas estão presentes em 20), processo esse dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta) e guiado pela ideologia científica do proletariado, o marxismo-leninismo-maoísmo.
Essa poderosa ação do EGPL tem ainda maior efeito de desmoralização contra o Estado reacionário indiano pois ocorre num momento em que este radicalizou sua campanha de guerra total contra-insurgente, denominada Doutrina de Guerra Sub-Convencional, da qual a Operação Caçada Verde é a expressão máxima. Operação essa que visa aplastar a guerra popular e remover várias nacionalidades oprimidas, especialmente os povos adivasis, das bases de apoio dos comunistas que se localizam exatamente nas áreas mais ricas em bauxita de toda a Índia e que, por isso mesmo, são as mais visadas pelos monopólios imperialistas do setor de mineração. As ações do EGPL, portanto, longe de qualquer “terrorismo”, são sim o desencadear de uma guerra justa do povo indiano contra a guerra injusta travada pelo velho Estado à serviço das mesmas classes que mantém há séculos o povo indiano em um dos regimes mais furiosos de opressão e exploração que têm existido sobre a Terra.
Mas o que não é possível esconder é que as forças revolucionárias indianas, a contar a partir do levante da aldeia de Naxalbari em 1967, jamais têm sido derrotadas e seguem firmes na senda da construção de um Estado de Nova Democracia ininterrupta ao socialismo, através do caminho da guerra popular prolongada. Os estudantes devem buscar conhecer cada vez mais esse rico processo revolucionário, e logo divulga-lo, ainda mais em um período em que se diz que “revolução é coisa do passado”. Pois está claro que não é não, senhores!
Em recente entrevista concedida aos repórteres Jan Myrdal e Gautam Navlakha, Ganapathy, secretário-geral do Partido Comunista da Índia (Maoísta), afirmou:
“A população irá se unir e responder a esta guerra injusta [movida pelo Estado indiano] com uma guerra justa. Em toda a história da sociedade de classe, o povo jamais tolerou qualquer tipo de guerra injusta e mais, ele combateu todas as guerras injustas pagando o preço com seu próprio sangue e, finalmente, ele as venceu. O objetivo imediato desta guerra justa é de vencer completamente a guerra injusta e em seguida avançar para a mudança das condições sociais atuais que ocasionam as guerras injustas”.
Viva a Guerra Popular na Índia!
Viva a luta revolucionária dos povos em todo o mundo!
Viva o Marxismo-Leninismo-Maoísmo!
A Rebelião se Justifica!
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