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Juventude italiana engrossa as fileiras do protesto popular na Europa

Manifestao_reuniu_100_mil_em_Roma Também para a Itália os planos do velho Estado reacionário é roubar das massas para salvar os grandes burgueses. Os chamados “Planos de Austeridade” tem sido a principal política do Governo Berlusconi, que alia a isso o fascismo e a repressão ao povo italiano.

E para as universidades, um plano especial: A “Reforma” Universitária de Gelmini (Mariastella Gelmini, a chefe do “Ministério da Instrução, da Universidade e da Pesquisa”, equivalente ao MEC brasileiro).

O Governo de Berlusconi aprovou um conjunto de leis que terão como efeito o corte de nove bilhões de euros e de 130.000 postos de trabalho na educação nacional, entre 2009 e 2013. Além disso, a “Reforma” Universitária prevê a fusão dos centros menores, o acesso aos conselhos de administração de especialistas de fora do mundo acadêmico e a redução do mandato dos reitores.

Já em novembro de 2008 havíamos publicado denuncia desse ataque à educação italiana (a matéria pode ser lida em: http://mepr.org.br/siteantigo/internacional/italia_reforma_gelmini.htm). Na ocasião, quando diversos protestos foram realizados contra a “inauguração” da Reforma, representada pela aprovação de dois decretos (Decreto 112 convertido na Lei 133 e Decreto-Lei 137), fizemos uma análise que permanece absolutamente atual, vez que a situação política de crise geral do Imperialismo segue aprofundando:

Milhões de desempregos, corte generalizado de direitos do povo, redução de gastos sociais... As classes dominantes farão de tudo para salvarem seus patrimônios e só o povo organizado pode deter esta ofensiva e empurrar para os grandes capitalistas a conta de sua própria crise.

A “reforma” do ensino na Itália já afirmou o fim da educação pública e gratuita e a demissão de milhares de trabalhadores. Este será o caminho adotado por todos os governos seja dos países imperialistas e, principalmente, das colônias e semicolônias - como o Brasil - para salvarem-se da crise”.

Um panorama dos protestos de 14/10

Viaturas_e_carros_foram_incendiados_durantes_as_manifestaes Houve importantes manifestações em Roma, Palermo, Milão, Catânia, Bari, Cagliari, Gênova, Nápoles e Turim. A juventude, a exemplo do que vem acontecendo também na Grécia, França, Inglaterra e toda a Europa, mais uma vez deu o tom de rebeldia e combatividade para os protestos.

Em Roma mais de 100 mil pessoas tomaram parte ativa nas atividades, sendo estudantes, trabalhadores e moradores da cidade de L'Aquila, que recentemente foi atingida por um terremoto e tem sido vítima do descaso do Governo Berlusconi.

A polícia, como sempre nas manifestações populares, tentou intimidar as massas e dispersar os manifestantes com agressões, bombas de gás lacrimogêneo, prisões etc. Mas o máximo que conseguiram foi aumentar ainda mais a fúria popular e desmascarar a que serve o velho Estado reacionário.

Uma chuva de pedras, bombas caseiras e bombas de tinta foi lançada contra o efetivo que tentava bloquear o acesso ao Senado e à Câmara dos Deputados, principal alvo dos manifestantes em Roma. Uma van que utilizada para transporte de efetivos da polícia foi incendida, bem como dezenas de outros carros.

O saldo, a exemplo da manifestação ocorrida em Londres no dia 10/11 e noticiada em nosso sítio (leia a notícia em: http://mepr.org.br/noticias/internacional/424-combativo-protesto-reune-50-mil-estudantes-em-londres.html), foi de uma firme vitória das massas, que tirou de combate nada menos que 57 policiais, que foram imediatamente levados a um hospital da cidade.

Protesto_de_estudantes_em_Roma
Protesto_estudantil_bloqueou_estaes_de_trem_e_aeroporto Estudantes_marcham_em_Palermo

Em Palermo, a ousadia foi ainda maior. Cerca de 30 mil estudantes e trabalhadores marcharam pela cidade e demonstraram o ódio de classe, atacando com pedras, ovos e bombas de tinta a sede da Confederação da Indústria e a Câmara de Comércio. Os estudantes ainda tomaram estações ferroviárias interrompendo o tráfego dos trens, e em seguida se dirigirem para o aeroporto e bloquearam a pista de pouso, de maneira que nenhum avião pôde aterrissar ou descolar. Durante todo o protesto, calorosas intervenções eram saudadas pela massa, que entoava palavras de ordem pela Greve Geral.

Novas Manifestações em 22 de dezembro:

No dia 22 último, quarta-feira, novos protestos sacudiram a Itália. Tal como ocorreu nas massivas mobilizações do dia 14, o podre e cada vez mais fascista Estado italiano dispôs todo seu aparato policial-militar contra a juventude estudantil o que, longe de intimida-la, apenas geraram novos e ainda mais radicalizados confrontos.

Fotos:

http://fotos.estadao.com.br/conflito-na-italia,galeria,3789,127458,,,0.htm

Vídeos:

Polícia tenta entrar na Praça do Povo mas é expulsa pelos manifestantes:

 

A covardia da DIGOS (sigla de Divisione Investigazioni Generali e Operazioni Speciali, grupo especial da polícia política italiana): 

Estudantes atacam e fazer recuar as viaturas da Guardia de Finanza (polícia especial da Itália subordinada diretamente ao Ministro de Economia e das Finanças): http://video.corriere.it/assalto-camionetta-finanza/ab235e48-0891-11e0-b759-00144f02aabcViaturas_e_carros_foram_incendiados_durantes_as_manifestaes

 

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