gototopgototop

Solidariedade ao povo sírio

Tanques e veículos blindados sírios ocuparam a cidade de Hama neste sábado, 6 de agosto, depois de uma investida militar de uma semana de duração, a qual provocou a morte de 300 civis. A cidade é lugar simbólico de protestos contra o gerente Bashar al-Assad.

Sria Sria1

Desde a entrada do exército foi decretado toque de recolher na cidade de 700 mil habitantes e as ruas estão vazias.

Desde março já foram mortos 1.600 civis no pais.

A cidade virou símbolo de resistência ao regime semi-feudal sírio, pois durante os últimos quatro meses mais 100 mil pessoas se reuniam nas ruas, toda sexta-feira, exigindo a queda do gerente Bashar al-Assad.

Vários governos já declararam que a situação na Síria é inaceitável, mesmo aliados do governo sírio, como Turquia e Rússia, porém nenhuma medida de concreta foi tomada. Os países árabes do Golfo também se manifestaram contra os acontecimentos na Síria. Ninguém se atreve a tomar medidas mais contundentes, como bloqueios econômicos. Pois, o medo das revoltas por liberdades democráticas por parte dos países árabes, a aliança política da Síria com Turquia, Irã, Rússia e outros e o sentimento antiimperialista do povo sírio contra a Europa e EUA, levaram os governos reacionários de todo mundo a abadonar o povo sírio à própria sorte. Contando com sua inquebrantável força e ousadia e a solidariedade dos trabalhadores de todo o mundo para resistir ao ataques das Forças Armadas que defendem as classes dominantes.

Sria2 Sria4

Breve análise dos acontecimentos no Norte da África e Oriente Médio

Infelizmente a revoltas dos povos árabes não foram vanguardeadas por verdadeiros Partidos Comunistas, através de seus exércitos populares, que pudessem exigir de maneira sólida e fiel as reivindicações populares não as deixando ser traficadas como tem acontecido no Egito e Tunísia. Apesar dos berros anti-científicos de alguns as revoltas dos povos árabes mostraram, de fato, os limites de tais revoltas quando não são dirigidas consequentemente e não destroem o Estado Burguês-Feudal. Nestas situações o proletariado acaba seguindo a reboque da burguesia nacional. No Egito e Tunísia o poder do Estado foi entregue na mão do exército seguindo piamente as diretrizes de Washington. Apesar da heróica resistência do povo árabe e norte africano o que temos visto não é uma revolução, pelo menos por enquanto.

Sria3
 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar