“Escrevendo numa conta, pra junto a gente cobrarNo dia que já vem vindo, que esse mundo vai virar...E a gente fazendo conta, pro dia que vai chegar”Arueira, Geraldo Vandré
No momento em que o imperialismo se afunda em crise, na Europa e nos EUA, com milhares de pessoas lutando por seus direitos em manifestações combativas, contra os cortes de direitos e tentativas de resgates financeiros das classes dominantes, quando os bandidos da Wall Street e da Casa Branca se desesperam, empurrando o “teto” (da dívida) que cai sobre suas cabeças, e quando as massas nas semicolônias se levantam também contra as conseqüências da crise e por uma democracia de verdade, nova democracia, não podia haver pior hora para o imperialismo ianque ser lembrado pelo mundo inteiro do seu caráter genocida, não que já não saibam bem. E é isso o que o mundo faz hoje, recordando o odioso crime dos EUA de ter lançado, em 6 e 9 de agosto de 1945, a bomba atômica sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagazaki causando, nas palavras do próprio presidente Harry Truman, “uma chuva de ruínas vinda do céu” direto de seus aviões de guerra.
O ataque nuclear nas cidades de Hiroshima e Nagazaki
No fim da Segunda Guerra Mundial, o fascismo era derrotado na Europa, a União Soviética acabara com a máquina de guerra nazista na Batalha de Stalingrado, em 1943, tendo resistido até os últimos homens e escombros e finalmente revertendo a situação para uma grande ofensiva rumo à Alemanha. As tropas da segunda e terceira frentes dos Aliados (principalmente EUA e Inglaterra) avançavam para Berlim, e o Exército Vermelho já havia fincado a bandeira vermelha do proletariado no alto do Reichstag alemão, em 1° de maio de 1945. Os EUA tomaram lugar de potência imperialista, as contradições entre estas potências, com a derrota do nazismo, passaram a ser secundárias e os EUA assumiam todo o discurso anticomunista daquele. Os ianques acobertaram inúmeros criminosos de guerra fascistas, recrutando muitos deles. Tudo isso era sinal da hostilidade contra a URSS, que era reerguia e retomava a construção do socialismo. Do Eixo, ficava de pé apenas o Japão.
Nos meses de julho e agosto de 1945 aconteceu, então, a Conferência de Potsdam, na Alemanha, da qual participaram Josef Stalin como dirigente da URSS, Harry Truman, presidente dos EUA, e Churchill e seu sucessor Clement Attllee, primeiros-ministros da Inglaterra. Durante essa conferência, em julho, foi que os EUA realizaram o seu primeiro teste nuclear. Truman, logo que soube, foi ‘informar’ Stalin da fabricação daquela arma de destruição em massa, clara tentativa de intimidação e chantagem, frente a qual Stalin não se rebaixou. Nessas memórias de Truman, fica evidente o objetivo dos imperialistas na época:
“Eu encarava a bomba como uma arma militar e jamais duvidei de que ela seria utilizada. Quando falei com Churchill, ele me disse sem hesitação que estava a favor da utilização da bomba nuclear”
A utilização da bomba atômica teria clara intenção de ameaçar o Estado Soviético. Não havia menor necessidade militar de usar esta arma. Mas os imperialistas tinham uma necessidade de amedrontar os povos livres do mundo. Os aliados haviam escrito na Declaração de Potsdam os termos de rendição do Japão, a URSS também decidira entrar em guerra contra ele e perto do ataque nuclear, os EUA bombardearam suas cidades e ocupavam Okinawa e Iwojima. Anos depois, o próprio general das tropas aliadas no pacífico, MacArthur, diria que “Não havia nenhuma necessidade militar de empregar a bomba atômica em 1945”.
Mesmo assim, no dia 6 de agosto de 1945, os EUA lançaram a bomba atômica sobre Hiroshima e, no dia 9 de agosto, em Nagazaki, matando centenas de milhares de pessoas, estimadas, no mínimo, 140 mil civis em Hiroshima e 80 mil em Nagazaki, fora as conseqüências causadas pela radiação à população.
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Lembrar desse acontecimento é lembrar do que é capaz esse sistema podre e agonizante em que vivemos, é lembrar também que se passaram 66 anos desde então, de iguais crimes cometidos contra os povos do mundo todo pelas nações opressoras e seus monopólios, principalmente pelo imperialismo ianque. E passados tantos anos estes criminosos de guerra nunca foram punidos e seguem oprimindo o povo de uma forma ou de outra, mas as massas hão de cobrar essa conta.
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