Em Santiago do Chile, 18 de agosto, durante um dia inteiro e se estendendo até a madrugada os massivos e combativos protestos, em diferentes cidades do Chile fecharam outra jornada de lutas por um modelo político diferente, garantidor do acesso universal e gratuito à educação. As manifestações de estudantes, professores e trabalhadores, irrompeu ontem à noite em praças de Santiago e de outras importantes cidades do país como La Serena, Valparaíso, Temuco e Concepción, somando 250 mil pessoas em todo país.
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A principal reivindicação dos estudantes é a derrubada da “Reforma Universitária” implantada no Chile por Pinochet. Esta reforma abriu a educação para o setor privado e fez com que as universidades públicas concorressem com as privadas. O pagamento das universidades é um dos principais motivos de endividamento dos chilenos.
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A convocação dos protestos esteve a cargo da Confederação de Estudantes do Chile, organização que aglutina cerca de trinta federações universitárias e que defende o fim do lucro em todos os níveis de ensino.
O grupo formado majoritariamente por estudantes incluiu como alvo do protesto a nova proposta do presidente Sebástian Piñera, considerada insuficiente, por não resolver as lacunas deixadas pela atual estrutura educacional.
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Os estudantes do Chile são exemplo para todo mundo da luta contra a “Reforma Universitária” do Banco Mundial que prevê a privatização da maior parte do ensino e sua transformação em cursos técnicos, entre várias outras medidas excludentes que criam pólos de ensino científicos para poucos e um ensino deficiente para a ampla maioria. A luta dos estudantes do Chile é parte da luta dos estudantes de toda a América Latina. Os gritos do Chile não demorarão a chegar também no Brasil, para derrubar as “reformas” desastrosas de Fernando Henrique, Lula e Dilma.
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