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GRÉCIA: MAIS LUTA CONTRA OS ATAQUES DO IMPERIALISMO

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Diante de mais uma investida do imperialismo agonizante com vistas a suprimir os direitos dos trabalhadores e garantir os lucros dos banqueiros e monopolistas na Grécia, o povo daquele país deu novas mostras de sua combatividade e disposição para luta, saindo às ruas para protestar e demonstrar seu repúdio as “medidas de austeridade” impostas pelo FMI, Banco Central Europeu, União Europeia e credores internacionais (principalmente bancos franceses e alemães) que incluem cortes salariais, aumento de impostos, demissões em massa, reforma previdenciária, privatizações e demais ataques aos direitos do povo e ao patrimônio da nação.

Os principais sindicatos do país convocaram uma greve geral de 48 horas para os dias 19 e 20 de outubro (quarta e quinta) que obteve adesão massiva de praticamente todas as categorias profissionais, no setor público e privado. Funcionários da administração, operários, estudantes, professores, jornalistas, taxistas, motoristas de ônibus, operadores de trens e metrô e outros trabalhadores se juntaram as passeatas que ocorreram em diversas cidades da Grécia, com destaque para as manifestações em Atenas e Salônica, norte do país, que chegaram a reunir mais de 125.000 pessoas.

 

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O Estado grego, chefiado pelo “socialista” George Papandreou, mobilizou suas forças de repressão, que com a covardia e o fascismo que as caracterizam, atacaram o justo levante das massas. Os manifestantes responderam as agressões com paus, pedras e coquetéis molotov, não dando trégua às investidas dos repressores contra o povo e demonstrando, com combatividade e violência revolucionária, todo o seu ódio aos soldados do imperialismo, os lacaios e governantes de turno, responsáveis pelos cortes de direitos e pela destruição das condições de vida dos trabalhadores. Durante os confrontos, além dos vários feridos, o sindicalista da construção civil Dimitris Kotsaridis, de 53 anos, foi assassinado.

Enquanto o povo enfrentava a polícia e reafirmava seu repúdio as ingerências e ataques do imperialismo, os parlamentares, verdadeiros fantoches que desde o início da crise apenas legitimam a rapina dos bancos e monopólios internacionais, aprovavam outro pacote para garantir os lucros da grande burguesia europeia as custas do sangue dos trabalhadores. Mais uma vez ficou comprovado que os espaços institucionais e governos nada mais são que grandes balcões para gerir os negócios das classes dominantes e do imperialismo, e que não representam os verdadeiros anseios do povo trabalhador.

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Diante de mais essa ofensiva, as massas gregas não irão se resignar e aceitar a degradação de suas vidas e a supressão de seus direitos; já assistimos a intensificação ininterrupta dos protestos e rebeliões, na Grécia e em outros países. O imperialismo em crise desfere ataques cada vez mais fortes e cruéis aos trabalhadores de todo o mundo e os povos respondem com os mais combativos e gloriosos levantes, demonstrando a todos que só a luta e a organização independente e revolucionária serão capazes de barrar as investidas do capital. Mais cedo ou mais tarde, a própria luta de classes na Grécia forjará sua vanguarda capaz de dirigir às massas para o único caminho da transformação radical de seu páis e de suas condições de vida: a Revolução!

 


 

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