O momento atual de profunda crise de superprodução do capitalismo monopolista, sobretudo nos países de economias centrais são mais uma prova do fim inevitável do capitalismo. E mais, a vontade com que as massas oprimidas tem se atirado à luta e a ferocidade com que os títeres de turno tem lançado seu aparelho repressor (polícia, exército, mídia, tribunais) contra os primeiros são provas finais de que não há saída para os povos do mundo a não ser a derrubada completa deste arcaico sistema. Não poderemos, neste momento, fazer uma análise profunda dos levantes europeus ou discorrer sobre manifestações que estão menos evidentes como em Portugal, Ucrânia, Irlanda e outros. Trazemos agora uma pequena compilação dos últimos acontecimentos da luta de classes na Europa, mais especificadamente na Grécia, Itália e Inglaterra.
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GRÉCIA – GREVE GERAL E DERRUBADA DO PRIMEIRO MINISTRO.
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A justa rebelião contra o nível de vida cada vez mais precário do povo grego que está cansado do capitalismo e suas atrocidades. O anúncio da demissão de 30 mil funcionários públicos até o final do ano levou o povo grego mais uma vez às ruas com a deflagração de mais uma greve geral.
O ex-primeiro ministro grego Giorgis Papandreou renunciou, diante das poderosas manifestações do povo grego, estas impediram que seu governo cumpri-se as medidas draconianas exigidas pela União Européia para continuar “colaborando” com a Grécia. Para substituição do Papandreou foi anunciada a nomeação de Lucas Papademos, ex-vice presidente do Banco Central Europeu (BCE), esta medida mostra clara intenção dos imperialistas da União Européia de fascitizar ainda mais o Estado grego aumentando ainda mais a repressão ao povo grego com intuito de dobrá-lo a seus ditames. Papademos com certeza será derrubado. O povo grego aprendeu muito com os últimos anos de luta e não aceitará as medidas de maior arrocho da União Européia.
A quinta greve geral do país aconteceu no momento em que se aprofunda a crise imperialista e o governo anuncia planos de cortes para arrancar mais direitos do povo! O governo se reuniu com a União Européia e o FMI, e pretende aumentar os cortes para economizar ainda mais e continuar pagando a dívida pública, que chega o equivalente a 145% do PIB. Até 2015, o governo espera mandar para rua 500 mil funcionários públicos. O desemprego já atinge 16% da população grega.
Viva a Rebelião Popular na Grécia!
ITÁLIA – GREVE E MANIFESTAÇÃO CONTRA OS PLANOS DE AUSTERIDADE.
Como a Grécia a Itália tem sido pressionada, pela União Européia através do BCE, á aplicação de um “Plano de Austeridade” que visa introduzir “reformas” no mercado trabalhista, privatizações em setores públicos, flexibilização de direitos trabalhistas, controle dos sindicatos, aumento do período necessário para aposentadoria e demissão em massa de funcionários públicos.
Em setembro foi organizada uma Greve Geral em todo território italiano que paralisou os mais
variados setores da economia. Dos transportes ao turismo tudo foi paralisado na Itália. A Greve Geral foi acompanhada por manifestações de milhares de pessoas em 100 cidades italianas, entre elas as mais contundentes foram em Roma (capital), Florença (centro) e Gênova (norte).
Em outubro ocorreu uma marcha de 200 mil pessoas na capital (Roma) que terminou com a destruição de bancos, lojas e do prédio do Ministério da Defesa.
Após esta Grande Marcha as manifestações tornaram-se diárias nas principais cidades italianas (Roma, Milão, Trieste, Cagliari, Bolonha, Turim, Palermo, Florença, Genova e etc.)
Os estudantes tem tido papel destacado nas manifestações. Os secudaristas já organizaram uma greve geral cuja consigna era: “Esta crise não é nossa e nós não a pagaremos!”. Os professores colaboraram com a Greve e denunciaram o corte de 90% na concessão de bolsa de estudos, sobrecarga de trabalho e cortes na educação.
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INGLATERRA – MANIFESTAÇÃO CONTRA A PRECARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E O PLANO DE AUSTERIDADE.
Ontem (09/11/11) aconteceu a primeira manifestação na Inglaterra depois do levante popular de alguns meses atrás. O protesto teve a participação de 10.000 pessoas. O protesto aconteceu no centro da cidade de Londres contra o corte de verbas da Educação Pública e contra o aumento das mensalidades e matrículas nas instituições de ensino. As últimas medidas também prevêem o corte de bolsas aos adolescentes pobres.
Mostrando mais uma vez a escalada fascista e militarista, o governo inglês mobilizou 4.000 policiais para cercar a manifestação em todo seu percurso. O resultado de tal medida foi a prisão de dezenas de estudantes que tentaram montar acampamento em Trafalgar Square.
Na verdade, as detenções como meio de intimidar e amedrontar os estudantes não são uma novidade, tanto que no ano passado em três manifestações estudantis, cujas bandeiras de luta eram as mesmas de ontem, houve 400 prisões.
Foram marcadas novas manifestações para o fim do mês, o governo promete colocar todo o dispostivo policial londrino para conter os manifestantes.
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