O Estado fascista da Turquia assassinou 35 iraquianos, no dia 28 de dezembro, quarta-feira, no norte do território iraquiano, próximo a fronteira da Turquia e o Iraque. Os 35 assassinados eram, civis, contrabandistas de tabaco.
Segundo o governo turco "houve um erro" pois "o alvo eram militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão".
Esta era mais uma incursão do exército turco no território do Iraque na tentativa de reprimir o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Há alguns meses o governo da Turquia promulgou leis autorizando seu exército a efetuar ataques ao PKK em seu próprio território e no Iraque.
O governo títere do Iraque tem apoiado as ações do exército turco, tendo em vista, que ele mesmo não pode atacar o PKK, pois está muito preocupado com os grupos que compõem a resistência iraquiana à invasão e ingerência ianque.
Os corpos das vítimas foram levados para a localidade de Ortasu, na Turquia, perto da fronteira com o Iraque.
O ataque foi claramente um massacre de civis, o povo curdo já reagiu ao massacre nas ruas em retumbantes manifestações contra o Estado Turco e pela independência no Iraque e Turquia.
O PKK multiplica seus ataques contra o exército turco há várias semanas. Os confrontos são quase diários no leste e sudeste da Turquia. O governo turco executa uma operação ao norte do Iraque desde outubro, depois que o PKK matou 24 soldados na localidade de Cukurca, perto da fronteira, no ataque mais violento contra o Exército do país desde 1993.
O PKK, iniciou uma luta armada em 1984, pela independência do Curdistão. Nos últimos anos tem feito várias ações junto com Partido Comunista da Turquia Marxista-Leninista [TKP ML] que dirige há décadas a Guerra Popular pela Revolução na Turquia.
Esse ataque do Estado turco contra jovens civis iraquianos só prova seu desespero agonizante frente, a cada vez maior, agitação das massas e ações do PKK e TKP-ML. O fascismo que oprime brutalmente o povo turco desde 1980 se sente ameaçado com as ousadas atividades da luta por independência nacional e por uma Nova Democracia. A derrota do fascismo turco é uma questão de tempo.
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