Vigorosa manifestação de mais de 400 estudantes da UEG - Universidade Estadual de Goiás parou o centro de Goiânia no dia 24 de setembro. Pneus foram queimados na Avenida Anhanguera e todo o trânsito foi interrompido. A fumaça preta que subia chamava a atenção de toda a população para a política do Estado de acabar com a Universidade pública e gratuita.
O protesto estudantil exigia realização imediata de concurso público para contratação de professores e 5% da arrecadação fiscal do Estado destinada à instituição, que atualmente está em situação de "calamidade pública", sem mínimas condições de funcionamento.
A realização de concurso é fundamental particularmente para os estudantes de Educação Física e Fisioterapia, pois isso é requisito para o reconhecimento das duas graduações. A UEG deve contratar professores efetivos, ou os cursos perderão o reconhecimento junto ao Ministério da Educação (MEC). Se isso acontecer, nenhum estudante dos cursos citados terão o direito de pegar o diploma depois de formados.
Surge o Novo Movimento Estudantil!
Esse é mais um ato que expressa a combatividade dos estudantes brasileiros, e a crescente radicalidade da luta em defesa da educação pública. Enquanto o MEC alardeia a “expansão do ensino superior”, a “democratização do acesso à universidade”, a realidade entre o discurso e a prática é cada vez maior. O Brasil possui ao todo 1.500 instituições de ensino superior das quais as públicas não chegam a 300! Ao lado de uma verdadeira proliferação dos chamados “cursos à distância” e de toda espécie de IES privadas as universidades públicas deparam-se com uma calamitosa situação de falta de professores, ausência de laboratórios, ausência de bolsas e investimentos em pesquisas e, diante do aumento da luta de estudantes, professores e funcionários, a criminalização crescente e o escancaramento do caráter anti-democrático da universidade brasileira.
A onda de ocupações de reitorias que, se opondo ao REUNI e exigindo a democratização da universidade, se alastrou de norte a sul do país, a recente luta combativa dos estudantes da USP e, agora, a luta dos estudantes da UEG são exemplos incontestes de que um novo movimento estudantil cresce e se fortalece incessantemente em todo o Brasil. E por mais que a UNE e demais partidecos reformistas e eleitoreiros (incluída a dita “oposição”) tentem frear e canalizar esse movimento esse não pode deixar de ser um esforço vão. Os fatos dão provas da combatividade crescente dos estudantes e, como diz um velho ditado, os fatos não mentem jamais.
Viva o Novo Movimento Estudantil!
Defender com unhas e dentes a educação pública e gratuita!
Abaixo a “Reforma” Universitária do Banco Mundial!
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