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Atuação do Novo Movimento Estudantil

Estudantes de Goiânia em debate sobre a questão da mulher e em luta contra a situação [CAÓTICA] do transporte coletivo:

Debate na UFG discute a Concepção Marxista sobre a Questão da Mulher

debate_sobre_a_questo_feminina_na_UFGAconteceu na Faculdade de Educação da UFG (Universidade Federal de Goiás) no último dia 25 debate sobre a “Concepção Marxista Sobre a Questão da Mulher”, promovido pelo MFP (Movimento Feminino Popular) e apoiado pelo MEPR. O debate contou com a presença das palestrantes Sandra Lima, fundadora do MFP, Rosinalda Corrêa da Silva, mestre em História e atuante do movimento negro e Telma Aparecida Teles, mestre em Pedagogia.

Cerca de 35 alunos de diversas faculdades, como Direito, Pedagogia, Psicologia, Geografia, Física, dentre outras, participaram do debate com muito entusiasmo. Os estudantes não se envergonharam e emitiram suas opiniões e se mostraram muito interessados em entender a relação entre a questão da mulher e o socialismo. A participação ampla possibilitou um debate acalorado e muito valioso devido às muitas idéias que foram colocadas em pauta. A questão da descriminalização do aborto, bandeira defendida pelo MFP, e a luta pela Revolução, foram uns dos principais temas levantados no debate, opinados e defendidos pelos estudantes.

Sandra Lima, em sua excelente palestra, fruto de anos de experiência como militante, discorreu sobre o histórico da opressão sexual, tendo como base a teoria de Friedrich Engels de que a opressão da mulher começa com o surgimento da propriedade privada. Assim, mostrou a importância da Revolução Democrática ininterrupta ao socialismo e a chegada ao comunismo para o fim da opressão. A militante também ressaltou as inúmeras diferenças e teceu críticas aos movimentos feministas burgueses, que consideram que a entrada da mulher no mercado de trabalho já é a sua libertação, quando na verdade esse é apenas mais um meio de o podre sistema capitalista explorar ainda mais as mulheres. Desta forma, salientou o caráter classista do MFP, que não luta contra todos os homens, mas sim contra os homens e também contra as mulheres burgueses, e ao lado dos homens operários e camponeses.

Foi falado ainda, nas palestras, por Rosinalda Corrêa, a dificuldade de ser uma mulher negra na sociedade burguesa brasileira. A professora Telma Aparecida fez uma análise marxista sobre o papel da mulher na educação, salientando os estereótipos que são dados a elas, e que a fazem pensar que ser professora infantil é apenas uma questão de vocação, por se tratar de uma criatura “dócil, humilde, com instinto materno etc”, e não uma profissão que requer estudo. Destacou a importância desse ideal na sociedade capitalista, na qual essa foi a forma que acharam para que metade da população não tenha espírito guerreiro e revolucionário. Mas sabemos que não é assim, que a mulher de dócil não tem nada, que é revolucionária e muito corajosa, como provam as militantes e manifestações do MFP.

As companheiras do MFP convocaram ainda todas as mulheres presentes para as reuniões do movimento, das quais participam apenas mulheres para que estas não se sintam reprimidas e envergonhadas e possam discutir qualquer assunto. Sandra Lima destacou o essencial papel das mulheres universitárias na realização de pesquisas e estudos sobre o tema, que é muito pouco explorado na maioria dos cursos oferecidos pelas universidades. E os homens foram convocados para participar da luta, junto com as mulheres proletárias, para que o podre sistema capitalismo caia e a Revolução se concretize.

O MEPR participou ativamente do encontro, ajudando desde a divulgação até com importantes intervenções no debate. A presença de homens mostrou que essa não é uma questão que aflige somente as mulheres, e estes se mostraram dispostos a lutar por todos! Mesmo que não tenham uma quarta montanha como obstáculo, afinal, como muitas vezes foi colocado do debate, o proletariado brasileiro luta contra três montanhas: O latifúndio, o imperialismo e o capitalismo burocrático; A mulher luta ainda contra uma quarta montanha que é a opressão sexual. Mas sem dúvidas, sem o apoio de todo o proletariado, esta última montanha não poderá ser derrubada, da mesma forma que sem a atuação das mulheres as primeiras três montanhas também não serão derrubadas. Daí a importância da luta conjunta entre todos os homens e mulheres proletários contra os homens e mulheres burgueses!

Estudantes e trabalhadores protestam contra a situação precária do transporte coletivo

Luta_contra_a_situao_dos_transportes_em_Goinia_jornada_de_lutas_de_2009 Nas últimas semanas, em Goiânia, as massas estudantis e trabalhadores se levantaram contra o caótico sistema de transporte público. Combativas manifestações - só nos últimos 15 dias foram 3! – trataram de ocupar e parar terminais e avenidas da cidade, exigindo melhorias. Ônibus superlotados e atrasados, terminais imundos e caindo aos pedaços, alto preço da passagem, cobrança de uma passagem extra para as linhas que ligam a capital às cidades metropolitanas e a expulsão dos vendedores ambulantes dos terminais foram fatores que se somaram a toda a opressão e miséria a que estão submetidas o povo brasileiro e lançaram à luta grande parte dos usuários do transporte.

Com as mobilizações feitas nas universidades e escolas, o movimento estudantil foi vanguarda para os protestos, em particular os que aconteceram nos dias 23 e 25 de março:

23/03 – Terminal da Praça da Bíblia

Os estudantes pararam o Terminal e chamaram os trabalhadores para protestar e exigir melhores condições de transporte. A massa respondeu prontamente e fechou as duas vias da Avenida Anhanguera, ocupando todos os ônibus que passavam por ali.

As linhas foram desviadas e assim que alguns ônibus começaram a passar por fora do Terminal, estudantes interromperam o trânsito colocando as latas de lixo no meio da rua e ateando fogo nelas. Pneus de ônibus foram furados. A paralisação forçada durou duas horas e o povo se mostrou corajoso e disposto a radicalizar a luta, não se intimidando com a chegada de pelo menos 20 viaturas da polícia e efetivos da Cavalaria.

No entanto, mesmo com o clima de luta no local e a organização da massa, elementos oportunistas eleitoreiros, em particular os revisionistas do PCBrasileiro (que dirigem o DCE-UFG), não conseguiram esconder sua covardia e chegaram a propor que todos saíssemos quase que correndo por causa da chegada da polícia. Diziam que a correlação de forças era desfavorável, que não estavam ali para brigar com a polícia e toda essa velha cantilena medrosa e pacifista. A resposta da massa foi um estrondoso “NÃO!” e eles foram obrigados a ficar e terminar o ato.

25/03 – Campus II da UFG e Setor Itatiaia

Novamente estudantes e trabalhadores construíram uma grande manifestação. O Campus II da UFG e o Setor Itatiaia, além de todos os problemas do transporte, sofrem com a escassez de linhas que passam pelo local.

Isso impulsionou um protesto que se iniciou na Avenida Esperança e desceu até  a rotatória de entrada da UFG. Dessa vez, a CMTC – Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo se preveniu e desviou todos os ônibus que cobrem aquela região, a fim de não ter prejuízos com o protesto. Mas os estudantes secundaristas do CEPAE resolveram isso em um instante: “seqüestraram” 5 ônibus e os levaram para o mobilização. E só não levaram o sexto porque a polícia prendeu o grupo que fazia a ação.

A Polícia Militar novamente mandou sua tropa fascista para reprimir o povo e sua luta justa. Novamente os revisionistas do PCBrasileiro, que sujam o histórico e a prática dos comunistas e revolucionários com sua negação total da violência revolucionária, colocaram para as massas combativas suas propostas de “manifestação pacífica” e blábláblá. Além disso, faziam censura no microfone, impedindo estudantes de falarem no ato. Resultado: foram vaiados e obrigados a deixarem um companheiro intervir.

 

 

 

 

 

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