Estudantes da PUC – SP ocupam reitoria exigindo redução de mensalidades!
Mais uma vez os estudantes da Pontifícia Universidade Católica – PUC de São Paulo dão exemplos de luta e combatividade.
A partir de uma decisão aprovada em assembléia geral, cerca de trezentos estudantes ocupam a reitoria na última quinta feira (18) exigindo a redução das mensalidades que hoje é uma das mais elevadas do país.
A mobilização foi sendo construída pelos Centros Acadêmicos desde o início do ano com diversas ações realizadas, expressando a principal demanda estudantil.
Os estudantes levaram sua pauta para uma audiência Púbica entre a Comunidade Universitária e o Conselho Administrativo (Consad) da Instituição no mês de Setembro, e novamente esses Conselhos antidemocráticos e arcaicos que prevalecem na Universidade brasileira demonstraram sua ineficiência quando o assunto é demanda estudantil: os estudantes ficaram sem respostas.
Mas a persistência resultou numa outra reunião, realizada nessa quinta feira (18) pontuando o problema das mensalidades. Respondendo ao conjunto dos estudantes o Reitor e outros conselheiros não se posicionaram favoráveis á redução. Diante da intransigência do Consad, deliberou - se pela ocupação.
Os estudantes desocuparam a reitoria na madrugada do último sábado (20) objetivando acelerar o processo de negociação.
Em verdade é que a PUC nos últimos anos vem se adequando cada vez mais aos anseios dos “barões do ensino” perdendo seu caráter científico e ajustando - se aos interesses dos monopólios empresariais, assim como vem ocorrendo nas Universidades Públicas. Mudanças nos currículos, extinção de alguns cursos, demissões de professores, aumento das mensalidades são conseqüências desse processo que vem encontrando grande resistência através da luta estudantil.
Viva a luta dos Estudantes da PUC - SP!
Educação não é mercadoria!
Greve estudantil na Universidade Federal de São Paulo
Os estudantes da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, dos campi Baixada Santista (no litoral paulista) e Guarulhos (região metropolitana de SP) estão em greve, respectivamente, desde o dia 06 e 21 de Outubro exigindo melhores condições de ensino.
A Universidade mantém, além desses, mais três campi sendo que outra unidade será inaugurada em Osasco (também região metropolitana de SP) no ano que vem.
A instituição aderiu ao REUNI (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) em 2007 e no ano seguinte passa a aplicar o “projeto” imposto pelo Banco Mundial/Lula ás universidades brasileiras, em todas as suas unidades.
As conseqüências desse processo de expansão são drásticas, e hoje os alunos vivenciam suas conseqüências: No campus Baixada Santista os graduandos do curso de Educação Física sofrem com a falta de quadras e piscinas para as aulas práticas, já os de Fisioterapia assistem a esse tipo de aula por slides devido à ausência de clínica.
Em Guarulhos falta um sistema de transporte, espaço físico adequado para biblioteca, um prédio definitivo para todo o campus prometido desde sua inauguração ¹.
Tudo isso é somado, em todos os campi, com a falta de professores, de Restaurante Universitário (existente somente nos campi São Paulo e Guarulhos), com o escasso programa de assistência estudantil, falta de moradia, entre outros.
Na Baixada Santista os Docentes também aderiram à greve no último dia 16, se somando a luta estudantil por melhores condições de trabalho, de funcionamento e da gestão da universidade, como afirma a carta aberta á comunidade da categoria.
Diversas mobilizações vêm acontecendo em ambas as unidades em greve, além de assembléias e atos unificados com a participação das demais.
Em reunião de negociação do Comando de Greve com a Reitoria no Campus Guarulhos, essa se mostrou incapaz de resolver qualquer problema que se refere à demanda estudantil, afirmando que para qualquer decisão é necessário uma aprovação do Conselho, de tal Pró - Reitoria, de remanejamento de verba, entre outros.
Mais uma vez a dura experiência mostrou que esses Conselhos Universitários e toda a sua estrutura arcaica e antidemocrática para nada servem a não ser para assegurar a aplicação dos planos do MEC/Banco Mundial á universidade. O mais absurdo é que no período antecedente ao segundo turno da farsa eleitoral o reitor da instituição, Walter Manna Albertoni, assinou um Manifesto de Reitores em apoio ao atual governo e toda a sua política de destruição da universidade pública, “esquecendo - se” das duras condições em que estudantes, funcionários e professores se submetem para permanecer nessa universidade.
Viva a luta dos Estudantes da UNIFESP!
Abaixo a Contra Reforma Universitária do Banco Mundial/Lula!
¹ Fonte: Jornal Folha de São Paulo, Reportagem do Caderno Cotidiano, página 4, do dia 17/11/2010.
Estudantes Secundaristas da Escola Técnica Estadual Paulista fazem boicote e protesto contra aplicação de “provão”.
Na última quarta feita (17), os estudantes matriculados no 3° ano do Ensino Médio da Escola Técnica Estadual de São Paulo – ETESP, vinculada a uma rede de Escolas Técnicas, fizeram um boicote à prova do SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e realizaram um protesto em frente à instituição.
O SARESP é uma prova imposta ás escolas púbicas da rede estadual paulista desde 1996, aplicada aos alunos do 3°, 5°, 7° e 9° ano do ensino fundamental e a 3° série do Ensino Médio.
Tem como objetivo “... avaliar o sistema de ensino paulista para monitorar as políticas públicas de educação...” ¹sem analisar, é claro, as péssimas condições estruturais, os baixos salários, a falta de professores, a superlotação das classes que fazem parte do cotidiano das escolas púbicas brasileiras, ou seja, objetiva responsabilizar professores e alunos pelo fracasso do ensino público e não aos Gerentes Estaduais que aplicam fielmente os ditames do Banco Mundial na educação básica e reduzem cada vez mais as verbas que lhes são destinadas.
Além disso, o resultado da “avaliação” determina o valor que será creditado nos salários dos professores, o desempenho dos alunos consegue definir a quantia dessa “gratificação” . É o tão falado “Bônus Escolar” que o Gerente José Serra fez questão de enaltecer em sua propaganda eleitoreira das últimas eleições.
Reproduzimos abaixo uma nota publicada no Blog do Grêmio Estudantil Bertold Brecht da ETESP que justamente se indignaram e rebelaram - se em defesa da educação pública e de qualidade.
¹ retirado do site: saresp.fde.sp.gov.br/2010/
Contra o Saresp!
Está marcada para os dias 17 e 18 de Novembro a aplicação do SARESP 2010. Já conhecida pelos estudantes da rede pública regular, a prova ainda é novidade nas escolas técnicas do Centro Paula Souza – a primeira edição foi aplicada no 3º. ano de 2009.
O SARESP, aparentemente, é apenas um instrumento de avaliação do ensino público do Estado de São Paulo, cujos resultados auxiliariam no direcionamento da verba pra educação. Porém, mais uma vez a propaganda governista vai na contra-mão da realidade enfrentada pelos estudantes das ETE’s e das EE’s: saídos de provas mal formuladas, os números apontam uma melhoria irreal da qualidade do ensino.
A inserção das escolas do Centro Paula Souza, conhecidas pelo nível elevado de seus alunos, na avaliação vem apenas para melhorar os índices resultantes do SARESP, maquiando o verdadeiro cenário da educação pública paulista. Com boas estatísticas, o Governo do Estado pode provar que sua política de sucateamento de ETE’s e EE’s traz progresso a seus estudantes. E, ao invés de termos como resposta mudanças efetivas em nossas escolas, somos usados – mais uma vez - como massa de manobra eleitoreira.
Nós, alunos da ETESP, entendemos que o SARESP significa um retrocesso na luta estudantil por uma educação de qualidade, pautada no respeito aos estudantes e cidadãos paulistas, em melhorias de infra-estrutura e em garantias de boa formação acadêmica para todos. Contribuir com essa “prova” é aceitar a péssima condição de nossas escolas e os constantes ataques ao ensino público, que a cada ano se volta mais à mera formação técnica.
Levantando essas idéias, os estudantes do terceiro ano de diversas ETE’s (sete, além da ETESP) e de algumas EE’s boicotaram o SARESP em 2009, reunindo mais de 300 estudantes no campus da ETESP/FATEC, onde está localizada a sede do Centro Paula Souza, para um protesto por melhoras efetivas na educação e para marcar nossa posição contrária à aplicação de tal prova. Por cerca de 4 horas, tentamos nos fazer ouvir pela super-intendência do Centro – vigiados de perto pela polícia – e paralisamos as aulas no período da manhã, contando com o apoio dos professores.
A manifestação surtiu efeito e conseguimos barrar a prova em 2009. Porém, está confirmada a sua aplicação nos dias 17 e 18 desse mês. Esse ano, as ameaças já começaram, como a divulgação de que as provas finais de algumas ETE’s serão substituídas pela nota do SARESP. A pergunta que fica é: como usarão as notas para o terceiro ano de 2010, se os resultados da prova sairão apenas por volta de março de 2011? Mais uma vez, notamos esforços para enfraquecer a luta estudantil e manter a situação vergonhosa de nossas escolas.
Em 2010, voltamos a pedir o apoio dos estudantes e chamamos um BOICOTE AO SARESP. Educação de qualidade não se faz por meio de provas, mas por efetivo investimento em infra-estrutura, qualificação do corpo docente e respeito aos estudantes. Exija seu direito! No dia 17, junte-se a nós na luta por uma educação de qualidade! Diga NÃO às avaliações de fachada!
CONTRA O SARESP! POR MELHORIAS VERDADEIRAS NA EDUCAÇÃO PÚBLICA!
| < Anterior | Próximo > |
|---|

