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O REUNI na Universidade de Brasília

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Como há muito vimos denunciando o REUNI, como plano de expansão sem qualidade das universidades públicas, mais um semestre tem início na Universidade de Brasília e são gritantes os desdobramentos daquele.

A universidade conta com quatro campi, sendo estes: Darcy Ribeiro, campus de Ceilândia, de Planaltina e Gama. Sendo os três últimos resultado do famigerado REUNI. A cada novo semestre vemos corredores e salas superlotadas, docentes sobrecarregados, terceirizações, atrasos de entrega de obras, e enquanto isso, os estudantes têm que dividir estrutura física de escola de ensino médio, e ter aula em estádio de futebol (Bezerrão), sem laboratórios, restaurante universitário, moradia estudantil e sem espaço físico para a organização política dos estudantes.

 

Nesse contexto, o que se expressa na maioria das universidades, e na UnB não é diferente, é a precariedade da assistência estudantil e um total desprezo pelas políticas desta. Políticas que, em geral, oscilam entre um medíocre assistencialismo e o descaso da burocracia universitária, deixando milhares de estudantes do povo à mercê do acaso, sem mínimas condições de frequentar o curso com qualidade. À exemplo disto, no campus Darcy Ribeiro, único que conta com restaurante universitário e moradia estudantil, existem vários problemas, os estudantes que chegam e precisam da “bolsa permanência”, têm que trabalhar um mês para recebê-la só no outro, e mesmo a de caráter emergencial, demora no mínimo um mês. Na Casa do Estudante cresce um movimento de resistência, pois a reitoria quer retirar os estudantes da casa, para “reformar”, sendo que a universidade tem verbas para a construção de prédios novos. Sabemos que esta é uma tentativa de dispersar os estudantes, e fazer um tipo de “higienização social”, semelhante ao que vem ocorrendo nos bairros pobres do Rio de Janeiro, para receber os times de Futebol para a Copa do Mundo no Centro Olímpico que fica do lado da atual Casa dos Estudantes. Devemos defender esta justa reivindicação dos estudantes, a moradia estudantil é um espaço rico de convivência, onde os estudantes têm acesso a toda estrutura da universidade o que lhes garante uma melhor formação acadêmica.

Os estudantes se movem para à Luta

Manifestao_de_Estudantes_do_Gama_exige_a_concluso_das_obras_atrasadas Em Planaltina, fevereiro deste ano, cerca de 20 estudantes ocuparam um prédio alugado pela universidade, para um projeto, que não estava sendo utilizado. Eles reivindicavam a construção de uma casa do estudante na cidade onde se localiza o campus.

No Gama e em Ceilândia, vários protestos já foram realizados, contra o atraso das obras dos campi, e nesta semana foram realizadas assembleias e por unanimidade, votado indicativo de greve nos dois Campis.

 

Tudo que seu mestre mandar...

Enquanto isso, o secretário de Ensino Superior do MEC, Luiz Cláudio Costa, “parabeniza” a Universidade de Brasília pelo seu desempenho exemplar no “Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni)”. Em carta, ele elogiou os "relevantes resultados, objeto de reconhecimento por parte do Ministério da Educação".

E o DCE/PT treme ante a iminente rebelião dos estudantes, tendo que ter muito “jogo de cintura” para não mostrar quem são verdadeiramente, tentando fingir que estão do lado dos estudantes e ao mesmo tempo fazer tudo que seu mestre mandar!

Essa é a tão aclamada “expansão universitária” que a gerência PT/Banco Mundial não se cansa de propagandear. O caso da UnB é um, dentre os vários exemplos que demonstram quanto custa o programa demagógico de “expansão” imposto às universidades federais brasileiras.

Diante desta situação, os estudantes progressistas já compreenderam ser necessário e urgente, a radicalização das lutas, sem a qual as reivindicações não serão atendidas nunca.

O MEPR não aceita negociar nos moldes do oportunismo, no "toma lá dá cá", e se junta às lutas dos estudantes! E que venha mais um furacão de lutas, ocupações!

 

Contra a “Reforma” Universitária do Banco Mundial/ PT, ocupar as Universidades!

Rebelar-se é justo!

 

 

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