No dia 17 de maio, do corrente ano, estudantes de diversos cursos da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), realizaram uma manifestação cobrando uma resposta da atual gestão administrativa da reitoria, Ana Dayse e Eurico, sobre as péssimas condições estruturas dos blocos da universidade.
Estudantes dos cursos de filosofia, ciências sociais, psicologia, serviço social, teatro, música, geografia, história e pedagogia, além da questão estrutural, cobraram soluções dentro de prazos e metas para sanar o problema do déficit de salas para aulas. Exemplo é o de ciências sociais, onde funcionam 7 períodos e só tem 4 salas disponíveis, das quais 2 estão com infiltrações e problemas elétricos, fora que quando chove as salas inundam.
Na filosofia, parte do teto de gesso caiu recentemente. O curso é um dos mais antigos da UFAL, mais velho que a própria instituição, porém nunca teve um bloco próprio. Os estudantes têm que ficar migrando por várias partes do Campus para poder assistir as aulas. A mesma situação se repete no curso de psicologia.
Serviço social e ciências sociais foram cursos que não aceitaram o projeto nefasto do Reuni, em troca a Reitoria vem impondo várias represálias a estes cursos. Os estudantes de serviço social estudam numa estrutura emprestada de outro curso e parte de suas turmas não tem salas.
A pedagogia, este ano já realizou uma manifestação pelo Campus A.C. Simões, protestando contra a falta de segurança dentro da universidade e cobrando a conclusão do prédio de aulas da graduação. No dia 10 de março, uma sala de aula foi assaltada. Foi uma combativa manifestação que demonstrou o descaso da universidade com o seu principal patrimônio: a comunidade acadêmica.
O curso de história, sempre acompanha as movimentações estudantis, o curso na UFAL possui uma força política e ideológica no meio estudantil, e também esteve presente na manifestação para contribuir com esta luta.
A geografia também esteve presente, realizou intervenções a respeito do processo eleitoral para o cargo de Reitor, que está em andamento na UFAL, fazendo críticas ao senhor Eurico Lobo, que é atual vice-reitor e está candidato a reitoria universitária.
Representantes dos cursos de música e teatro também se manifestaram, colocaram como que a atual gestão trata as questões culturais na universidade. “- Um rapaz veio cobrar os instrumentos musicais para o curso de música, pois existem poucos e os que existem estão desgastados, e o senhor vice-reitor, Eurico Lobo, candidato a reitoria, respondeu que tinha outras coisas para se investir o dinheiro da UFAL do que ficar comprando flautinha para eles, os estudantes, saírem por aí tocando...” relatou indignado um membro do C.A. do curso de Teatro.
Houve, ainda, falas em defesa da Residência Universitária, pois a atual gestão visa construir uma residência no Campus, mas não se compromete com a segurança dos estudantes que vão morar nela. A má estrutura do prédio atual também foi ponto de pauta.
Abaixo a "reforma" universitária do Banco Mundial/PT!
Pela revogação imediata do REUNI!
E segue a luta no Pólo Viçosa
Conforme noticiamos recentemente em nosso site (para ler a matéria, clique aqui), os estudantes da UFAL Pólo Viçosa estão lutando por melhores condições de ensino, principalmente pela construção do Hospital Veterinário, sem o qual o curso de Medicina Veterinária fica impossibilitado de ter aulas práticas. A consequência é o risco de o curso ser fechado por decisão do MEC, devido à falta de condições para seu funcionamento.
Os estudantes ocuparam a reitoria e realizaram suas aulas e provas por lá!
Segue a encenação de uma peça teatral, relatando todo o processo da chamada interiorização da Universidade Pública, que não passa de mais uma medida da faiigerada “Reforma” Universitária, da qual a Reitoria é ferrenha defensora.
http://www.youtube.com/watch?v=7V-GpFxF1ig
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