Não é novidade para estudantes, professores, funcionários e todos aqueles que observam o sistema de ensino em nosso país o quadro de crise crônica que assola atualmente o mesmo. Esse quadro nada mais é que resultado da aplicação pelos sucessivos gerenciamentos de turno dos ditames impostos pelo imperialismo e seus órgãos “multilaterais” (FMI, Banco Mundial, OMC, etc), visando precarizar, privatizar e tecnificar as escolas e universidades do nosso país. Toda essa situação agravou-se, tomou forma acabada com a imposição da “reforma” universitária, via medidas provisórias, durante os oito anos de gerenciamento Luis Inácio. E, não há dúvida, seguirá agravando-se com Dilma, que mal assumiu o cargo já subtraiu em R$ 3 BI o orçamento da Educação e instituiu o PRONATEC, nas suas próprias palavras, o “PROUNI do ensino técnico”.
Toda essa realidade se reflete no cotidiano dos estudantes e professores, com salas de aula superlotadas, total ausência de assistência estudantil, laboratórios e bibliotecas dignos, etc. Não é diferente na Universidade de Brasília:os estudantes dos campi das cidades de Ceilândia e Gama se organizam e lutam pelo término das construções de seus prédios; os estudantes de Geografia e Filosofia, diante da falta de espaço digno para organização de seus centros acadêmicos, ocuparam salas da universidade e resistem à repressão da reitoria; estudantes dos cursos de saúde pressionam e organizam manifestações pela reestruturação e término de obras no Hospital Universitário; na Casa do Estudante Universitário (CEU), que após décadas de abandono e precarização, irá passar por uma reforma, os moradores organizaram um movimento de resistência às absurdas e insuficientes propostas para que os estudantes pudessem desocupar a Casa durante a reforma, apresentadas pela reitoria e referendadas pelo Diretório Central dos Estudantes, comandado pela UNE/PT, que não atendem as demandas mais elementares para a manutenção da dignidade e condições aos estudantes que dependem do auxílio.
São muitas as lutas e a cada dia, na UnB, os estudantes percebem que seus problemas, apesar de possuírem particularidades, se identificam em razões e motivação com a luta dos estudantes que se intensifica atualmente de Norte a Sul do país. Com o objetivo de unificar a luta por essas reivindicações, entre
todos os estudantes da UnB, Centros Acadêmicos, organizações que atuam na universidade, dentre elas o MEPR, e
estudantes independentes realizaram algumas reuniões e conseguiram fazer com que o DCE/UNE/PT, sempre comprometido com o governo oportunista de Dilma e defensor de suas políticas, convocasse uma Assembléia Geral para tratar da situação e das lutas na universidade. A Assembléia, que ocorreu numa quarta-feira, dia 25 de maio de 2011, contou com a participação de 150 estudantes e referendou, para o desespero e espanto dos oportunistas do DCE/PT, a defesa da REVOGAÇÃO imediata do REUNI na Universidade de Brasília. Após a realização dessa assembléia, ficou acordado que os estudantes seguiriam num ato até a Reitoria para a entrega da carta de reivindicações ao reitor. O DCE capacho do governo e da REItoria tentou ainda, através de diversas artimanhas, impedir que o ato prosseguisse, mas foi devidamente rechaçado pelos estudantes presentes. Ao chegar à ante-sala do gabinete do Reitor, os estudantes exigiram a presença do representante do Estado na Universidade, José Geraldo de Souza Júnior (que é do PT), reitor da UnB. Depois de muita espera e com a paralisação quase que completa dos trabalhos na reitoria, os estudantes foram recebidos. Arrancaram o compromisso do reitor de publicar a carta de reivindicações no site da universidade (o que já foi feito) e de se posicionar, também no site, dentro de uma semana, com relação às demandas dos estudantes.
Mais do que nunca se faz necessária a unificação das pautas dos estudantes para levar a luta até o fim. Mobilizar um número significativo de estudantes para a luta combativa, PARA OCUPAR A REITORIA E EXIGIR NOSSAS REIVINDICAÇÕES é o único caminho justo e correto. O que não se fará, claro, sem desmascarar o papel traidor da UNE, delegacia do MEC entre os estudantes –como é o caso do DCE da UnB-, levantando bem alto a bandeira do novo movimento estudantil.
ABAIXO A “REFORMA” UNIVERSITÁRIA!
FORA UNE GOVERNISTA, INIMIGA DOS ESTUDANTES!
OCUPAR TODAS AS UNIVERSIDADES, PREPARAR A GREVE GERAL!
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