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Estudantes do Instituto Federal de Goiás na Luta por uma Educação Pública, Gratuita e de Qualidade

Estudantes do Instituto Federal de Goiás – IFG realizaram uma Assembléia Geral seguida de protesto na sexta-feira, 13 de agosto, reivindicando melhorias na estrutura física do Instituto, mais salas de aula, laboratórios, cadeiras, equipamentos, professores, prestação de contas por parte da REItoria e qualidade de ensino. A assembléia também veio a acrescentar na discussão sobre os motivos da atual greve das Instituições Federais de Ensino Superior (Institutos e Universidades Federais) e do modelo de educação que vem sendo implantado através da contra-reforma universitária.

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 No dia 9 de agosto o sindicato dos servidores e professores decidiu pela greve como resposta aos ataques do governo federal à educação. Servidores e professores se manifestaram contra o congelamento de salários, concursos, terceirização, diminuição proporcional de bolsas de estudo e pesquisa, além do desordenado momento de expansão vivido pelos IFETs.

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Os estudantes solidários à luta dos professores imediatamente iniciaram um trabalho de conscientização organizando oficinas de cartazes, passagens em sala e panfletos. O Grêmio do Instituto Federal de Goiás rapidamente marcou a Assembléia Geral dos Estudantes para que todos os estudantes pudessem expor suas opiniões e relatar os graves problemas que tem sofrido.

Outros estudantes também organizaram uma ocupação no IFG exigindo Prestação de Contas da REItoria que está sob suspeita de desvio de dinheiro público, na compra de mobília, passagens, reformas, equipamentos e etc.

A Assembléia Geral dos Estudantes

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Atendendo ao vigoroso chamado do Grêmio os estudantes secundaristas lotaram o Auditório do IFG, ficando também as escadarias lotadas, as portas abarrotadas com uma incessante entrada de estudantes no recinto. A Assembléia contou com a presença de centenas de estudantes.

O Grêmio convidou a Associação Nacional dos Docentes em Ensino Superior - ANDES - para explicar melhor o quadro de precarização da educação em nosso país, os motivos da greve e sobretudo no modelo dos IFETs. Depois desta rica explanação, a voz foi passada aos estudantes que relataram qual é a verdadeira dimensão da situação: estudantes tirando dinheiro do bolso para terem aulas práticas, turmas sem professores e salas de aula, laboratórios inutilizados ou inexistentes, equipamentos defasados, falta de visitas técnicas, falta de planejamento de curso, entre vários outros problemas.

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Durante a Assembléia inúmeras propostas foram feitas e várias posições defendidas, as mais atrasadas viam do Partido dos Trabalhadores (PT/UNE) argumentando que os problemas eram restritos ao Instituto Federal de Goiás e que estes decorriam da má administração da REItoria e concluíam dizendo que a organização dos estudantes era separada dos professores e servidores. Esta posição, é claro, não recebeu apoio da maioria dos estudantes que perceberam a gravidade do problema e sua causa no próprio modelo de ensino proposto pelo atual governo, e também, perceberam a indissociabilidade da luta dos estudantes com a das demais categorias,  posição esta mais claramente defendida pelo Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR).

Ao final da Assembléia os estudantes decidiram aproveitar o momento para levantar suas reivindicações, a começar por uma manifestação na REItoria.

Manifestação

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A princípio o REItor disse que não atenderia os estudantes, mas quando chegaram as centenas de secundaristas entoando suas palavras de ordem e exigindo explicações foi obrigado a recuar. Em reunião na REItoria, o REItor escutou diretamente dos estudantes suas agruras. Os estudantes estavam inconformados com a situação. Não acreditavam que o REItor não tivesse conhecimento do que eles estavam passando, até porque o Grêmio já havia feito ofícios exigindo uma boa parcela dos equipamentos que estavam em falta. Como sempre, a REItoria tentou enrolar os estudantes, mas desta vez os escutou altissonantemente responder que não querem mais palavras, querem ação!

O Grêmio do Instituto Federal já elaborou um documento com as reivindicações dos estudantes e está colaborando na denúncia dos desvios de verba.

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Os estudantes, com certeza, não esquecerão deste dia em que tomaram nas próprias mãos o seu destino. Atreveram-se a escalar ás alturas e a lutar por seus legítimos direitos e já colhem os frutos de sua luta!

 

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