Dia 24 de agosto, centenas de estudantes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) do campus de Rolim de Moura, saíram às ruas em manifestação denunciando as péssimas condições de funcionamento dos cursos e a precariedade de infraestrutura.
Pelas ruas do centro de Rolim de Moura, com faixas, cartazes e palavras de ordem apresentavam à população uma pauta de reivindicações extensa: falta de salas, arrocho salarial de professores, falta de laboratórios para aulas práticas, falta de professores para suprir as necessidades de cada curso, falta de acervo bibliográfico; despreparo e falta de infraestrutura para alunos portadores de necessidades especiais; falta de carteiras para as salas já insuficientes, entre outras denúncias.
Além disso, denunciaram que a reforma porque passou o campus, conquistada após a greve realizada do início de 2010, foi apenas uma “maquiagem” e que atualmente existem três obras paradas de prédios que deveriam ser para atender os novos cursos implantados através do REUNI. Parte da revolta dos estudantes da UNIR é por causa da criação de um Curso de Engenharia Florestal no campus de Vilhena, sendo que o curso já existe em Rolim de Moura e sequer tem estrutura e quadro completo de professores: “uma expansão irresponsável”, afirma uma acadêmica do curso. A indignação conseguiu reunir estudantes de todos os cursos do campus: Pedagogia, História, Medicina Veterinária, Agronomia e Engenharia Florestal, que enfrentam problemas similares.
Os estudantes estão sendo obrigados a pagar combustível e diária de motorista para atividades de campo, pois, segundo informam, a Universidade afirma não ter recursos disponíveis para isso. Estudantes são constantemente assediadas ao pegarem carona para as aulas de campo em outra unidade da UNIR que funciona a 15 quilômetros da cidade, uma humilhação por que passam as estudantes que não tem dinheiro para o transporte. No entanto, no último mês, o Reitor da UNIR, Januário Amaral, viajou com recursos da Universidade - segundo consta nos boletins de serviço da Instituição – até para a Europa. “Não sobra dinheiro para as despesas de passagem, combustível, diárias para acadêmicos e até para reuniões do Conselho Superior, pois o Reitor gastou tudo com suas viagens ao exterior”, afirma uma acadêmica de Pedagogia.
Há quase um ano o campus de Rolim de Moura tem Diretores Pró-Tempore, indicados pelo Reitor da UNIR e que não foram eleitos pela comunidade acadêmica. Com a crise institucional, os atuais diretores indicados acabaram por solicitar exoneração de seus cargos e a comunidade acadêmica reivindica uma Direção eleita por estudantes, professores e técnicos, conforme a legislação da Universidade.
Sem obter respostas concretas, a tendência de explodir uma Greve de estudantes, que somada a greve de Docentes das Universidades Federais e Institutos Federais é quase iminente. A avaliação do Movimento Estudantil é a de que, sem uma resposta concreta e prática para as reivindicações, a tendência é a de que estudantes curvem os braços e até ocupem a Reitoria da UNIR, caso o reitor não se posicione.
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