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REBELIÃO ESTUDANTIL NA UERJ!

Na última segunda feira, 12, os estudantes da UERJ realizaram combativa manifestação contra o alto preço do bandejão. Este, que foi fruto dos mais de 20 dias de ocupação da REItoria em 2008, foi inaugurado apenas para “convidados do reitor”, e estava prevista a presença inclusive do fascista Sérgio Cabral. Cabral que, aliás, com medo dos estudantes, não apareceu.

O que se viu é que o bandejão do REItor Vieira Alves reflete o que é a própria Universidade atualmente: propriedade dele e da burocracia que o rodeia. Além do preço exorbitante (R$ 3,25) e de ser administrado pelo Banco Santander, se alguém ainda tinha dúvidas sobre o caráter privatista do restaurante universitário, essas dúvidas se dissiparam quando os estudantes viram dezenas de seguranças perfilados em frente ao prédio, ou seja, os estudantes estavam impedidos de entrar num espaço no interior da própria universidade!

Foi o estopim para a revolta.

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Os estudantes forçaram a entrada e houve confronto com os seguranças. À covardia e truculência destes os estudantes da UERJ responderam com cones, bandeiras e o que dispunham. Depois do confronto na entrada, os estudantes decidiram cercar o prédio do bandejão e não permitir que os puxa-sacos do reitor e o próprio reitor saíssem, e novos conflitos ocorreram.

Há que se ressaltar que notórios representantes do governismo e da UNE no movimento estudantil da UERJ, como Raoni (CA pedagogia da FFP que, aliás, sequer tem bandejão, sendo este restrito ao campus Maracanã) participaram da cerimônia de inauguração ao lado do REItor, enquanto do lado de fora os estudantes eram impedidos de entrar pelos seguranças. Enfim, nada que surpreenda, vindo desses puxa-sacos de todos aqueles que lhes prometam algum “carguinho”...

Todos esses fatos nos mostram que é só com muita luta e mobilização que nossos direitos serão garantidos e respeitados. Por isso, é importante que continuemos mostrando nosso repúdio às práticas reacionárias da atual REItoria, derrotando os covardes ataques que realiza contra os estudantes.

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Essa grande onda de rebelião estudantil não se restringe à UERJ. Em todo o Brasil ocorrem ocupações de reitorias e protestos cada vez mais radicalizados, como recentemente em Teresina. E, tampouco, é esse um fato restrito ao Brasil: em todo o mundo, contra os cortes de direitos do povo e o desmonte da educação pública os jovens se levantam, como na grande rebelião dos estudantes chilenos.

Portanto, nosso movimento conclama a todos os estudantes que não suportam mais o grande sucateamento que atinge nossas escolas e universidades, a adentrarem nessa tempestade que está se formando e,  desta forma, organizarmos mais e mais manifestações, greves estudantis, e ocupações de REItorias.

 

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